Avatar de Desconhecido

Poliglotismo

Nem de longe

E muito menos de perto

Digo as palavras certas

E isso não quer dizer

Que eu não sinta ou esteja certo

 

Eu até conheço algumas palavras –

Não todas, obviamente –

Mas o problema não sou eu…

Meu coração fala uma língua que é só dele

E só quem o entende é o teu

 

Portanto, não me escutes com teus ouvidos

É prudente usarmos apenas o coração

Para que tudo adquira inequívoco motivo

E que guardemos os nossos cinco sentidos

Para nossas noites de amor e inclemente paixão.

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Mil folhas

Todos os sabores

Desfolho-te

Defloro-te

Folha por folha

Feito livro

Que eu já li e reli

Que reescrevi

 

E até o que é repetido

É sempre novo –

Faz sentido! –

Sempre percebo um detalhe

Um gosto diferente

Uma textura diferente

Que só eu sei onde encontrar

Que só eu sei fazer

 

E tendo dito e vivido isso

E com a mesma fome

Que sempre tenho de ti

Faz sentido chamar-te

De mil folhas

Da mais fina pâtisserie

E eu, sem falsa modéstia

Sou teu premiado pâtissier

Que te recheia como quiser

Como e onde eu escolha

Pois és minha obra-prima

E eu devoro-te folha por folha.

Casa-do-Alemão-_-Mil-Folhas

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Fecha a conta!

Se há uma cor que nos representa?

Vermelha

 

É sangue

É amor

É paixão

É comichão

 

Sim…

Comi no chão

Comeria onde fosse

Como fosse

Quando fosse

O importante são

Os sabores

Os temperos

Os destemperos

Os exageros

A cor vermelha

Que você me trouxe

 

Bem ou mal passada?

Ao ponto

Vermelha

Para escorrer em mim

Me inundar de prazer

E deixa-la ruborizada

Vermelha

Envergonhada

Da sua explosão

Da nossa depravação

Do puro prazer

 

Não se trata de

Querer ou não querer

Estou com fome

Quero comer você

 

Fecha a conta, garçom!

Ou seremos presos

Por mostrar de verdade

O que é sobre a mesa

 

Vermelha

Nossa cor é

Sempre vermelha

Nossos corações

No ponto

Banquete indecente

Eu e você.

carne-ao-ponto

 

 

 

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Souvenir

Juro que só estava

Procurando a rolha

Sabe como é…

É preciso procurar

Devagar

Sem nenhuma

Pressa

Em todos

Absolutamente todos

Lugares possíveis

Rolhas não ficam

Que eu saiba

Invisíveis

 

E tem o queijo…

Camembert ou Brie…

Não lembro ao certo

Onde?

Acho que em cima do sofá…

Talvez embaixo da cama…

E sua intolerância a lactose?

Deixa eu procurar a rolha!

 

Hum…

Por um acaso

Você não a escondeu?

Não?

Que bebamos a garrafa toda

Ou mais de uma

Tu e eu

Pela manhã

Descubro onde ela se meteu.

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Saúde em primeiro lugar

Ainda que me preocupe

Com seu bem estar geral

Não creio que ficar molhada

Cause-lhe algum mal…

 

Mesmo que esteja frio

Não é possível selar

A nascente desse rio

Nós dois sabemos bem disso.

Vinho-3

 

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Bendito Gräfenberg!

Tolos… O ponto G fica nos ouvidos!

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Nunca feche o cruzamento

Sim…

Frequentemente ela me diz não

“Não, não para!”

Obedeço

Está mais do que na cara.

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Isotônica

Hidrate-me já!

Já que queres fazer-me perder fluidos

Não deixe-me nessa sede eterna

Ainda mais com esse manancial

Que há entre as tuas pernas!

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Relaxa…

Fique tranquila
(ou preocupe-se):
Não vai acontecer nada –
Absolutamente nada –
Entre nós
Que seja esquecível
Ou mesmo perecível

O tempo há de mostrar isto.

a Inesquecivel

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Tempo bom

Nem está chovendo

E você assim

Escorrendo.

vulcao-erupcao