Alguns dias são muito difíceis.
A dor não vem leve.
Ela pesa.
O corpo sente antes mesmo do pensamento conseguir se organizar.
O peito aperta.
O ar falha.
Há momentos em que tudo parece próximo de parar.
E surge a pergunta:
“O que eu fiz para merecer isso? Aonde foi que eu errei?”
Há momentos em que eu gostaria de ser o culpado —
inteiramente responsável —
apenas para ter o que mudar,
para ter por onde começar.
Mas nem sempre existe causa clara.
A dor não bate à porta.
Ela entra.
E ocupa.
Não há para onde ir.
Não há como evitar.
Não há argumento que alivie,
nem distração que alcance.
Resta apenas atravessar.
Atravessar com o que ainda resta de mim,
Com respeito e dignidade,
sem negar o que foi vivido,
sem diminuir o que senti.
Porque algumas dores não são pequenas.
Não são passageiras.
São daquelas que atravessam por inteiro —
corpo, memória, silêncio —
e por alguns instantes,
parecem não ter fim.
E ainda assim… a dor cede.
Não porque deixamos de sentir,
mas porque algo em nós aprende a suportar.
E quando ela cede,
já não somos mais os mesmos.
Talvez mais firmes.
Talvez mais conscientes.
Sobretudo, ainda de pé.
Ainda assim.

E ainda assim… de pé!
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Sempre! 🙂🙂🙂
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