E eu sei que se toda a minha tristeza se transformar em alegria, serei o homem mais feliz do mundo.
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Presenças e ausências
Sabe quem não estava do meu lado na ceia de Natal e que deveria estar? Ninguém!
Aprendi a celebrar as presenças e não as ausências. Essa foi a minha maior lição no aniversário do Cristo. SEMPRE estamos com quem devemos e onde devemos estar, e tudo que precisamos para a nossa felicidade orbita ao nosso redor. Não é preciso fazer força ou insistir… Deus sabe de todas as coisas, inclusive do que precisamos aprender e vivenciar.
A vida é um grande exercício para a nossa fé. Um ótimo Natal para todos!!!!!

Tudo que não disser poderá e será usado contra você
Estamos acostumados a ouvir o “tudo que disser poderá e será usado contra você”.
Garanto que o que não foi dito também, entretanto, também poderá e será usado contra você. Não em tribunais. Não em rodas de amigos. Usado contra você pelo tempo, pela saudade, pela ausência, na forma de chances perdidas, sonhos não realizados.
E vai ficar aquela rombo no peito e a saudade mais amarga de todas: saudade do que nunca foi vivido e de tudo que poderia ter sido.
Incurável. Dilacerante.

Neste Natal
Não presenteie
Seja presente
Não ouça
Escute
Não fale
Declare-se
Não mande entregar
Entregue-se
Não esteja
Seja
Não fuja
Assuma
Não espere
Seja esperança
Não precise
Seja necessário
Perdoe
Seja perdão
Sorria
Faça sorrir
Chore
Enxugue lágrimas
Não espere
Avance
Não minta
Sinta
Arrisque
Alcance
Erre
Siga adiante
Caia
Levante-se
Perca-se
Encontre-se
Ame-se
Entregue-se
Seja sincero
Confronte-se
Não seja saudade
Seja presente lembrança
Não ame pela metade
Seja a diferença na vida de quem você ama
E que acima de tudo, neste Natal, você viva e sinta em abundância.
A vida é muito curta para que não ser curtida.

Desavergonhado e otimista
Eu sou um desavergonhado
Que ama incondicionalmente
E que genuinamente se preocupa
Com a dor que o outro sente
E que até mesmo esquece sua própria dor
Para cuidar da dor de quem se mostra indiferente
Eu sou um desavergonhado
Que escreve poesias para quem não as lê
Que faz do papel uma espécie de confessionário
Tornando-se óbvio, simples de se ver
E que ainda assim se torna culpado
Por pedir ajuda para ao outro entender
Eu sou um desavergonhado
Que aceita que confundam a minha bondade
Com algum tipo de fraqueza
E que quer para os outros a felicidade
Ainda que seja retribuído com aspereza
O meu coração faminto e dorido de saudade
Mas acima de tudo sou um otimista
Que acredita que o amor com amor se conquista
Que dá mesmo sem nada receber
E que se regozija no plantio altruísta
Na certeza de que colheita maior não há
Do que ser do amor um eterno protagonista.

Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo!
Não, não me importa quantas vezes você caiu. Eu não vim para falar de suas derrotas, mas de suas vitórias. Eu vim te levantar. Vim para te carregar no colo se preciso for. Vim para te lembrar do quanto és especial. Vim para enxugar as tuas lágrimas com meu manto e chorar contigo se necessário for. Eu vim, porque tu vieste até mim.
Eu não te julgo. Eu vejo o teu coração. Eu sei o que sentes. Eu sei das suas tentativas. Sei do que não consegues traduzir em palavras. Vejo o frio que sentes. E estou levando a roupa adequada para que te esquentes. Sou teu refúgio. Sou teu abrigo. Eu vim, porque tu vieste até mim.
Não quero saber do que os outros dizem de ti. Não quero que te humilhes e te rasgues pedindo perdão. Não quero que te expliques. Teus atos falam por ti. Teu coração é puro. Eu quero mesmo é estar contigo em toda e qualquer situação. Eu vim, porque tu vieste até mim.
E essa dor que sentes, é minha também. Acredite! És meu filho! Sou o Senhor teu Deus, e manifesto-me diante de ti. Sou um Deus vivo que enviou seu filho para morrer em teu nome. Então me abraces e deposites todas as tuas esperanças em mim. Eu sou o seu salvador e serei teu guia durante toda a tua vida. Eu vim, porque tu vieste até mim.
Apenas entenda… Em verdade eu não vim. Precisei apenas que olhastes em minha direção. Eu nunca deixei de estar ao teu lado, meu filho.
Noite
Noite misteriosa
Sem brilho
Jocosa
Que chuta cachorro morto
Até não haver mais corpo
Para um funeral digno
Noite traiçoeira
Sinuosa serpente
Sorrateira
Que inocula seu veneno
Que deixa o corpo fervendo
E parte! Sem se despedir
Noite chuvosa
Propositalmente onírica
Lírica
Jorrando em borbotões
Tira o ar de meus pulmões
E me afoga em minha teimosia
Noite inesquecível
Deliciosa gastura
Loucura!
Mas se tiver que ser
Render-se-á o alvorecer
A esta carestia mundana.

Precisa-se
Se preciso explicar
E argumentar
E pedir
Para não ir
Ou pedir
Para voltar
Se preciso dizer
O que sinto
E não desisto
De demonstrar
E me desculpo
E me culpo
Pelos muros
Que não criei
E insisto em derrubar
Realmente
Preciso
Precisar
Ser mais conciso
Dar espaço
Ao sorriso
À vontade de tocar
Sendo bem preciso
É fato que preciso
Simplesmente
Ver-te precisar.

Angel or Demon?
There is an angel
And a demon
Living inside me
Choose wisely –
No denying! –
What you are daring to see.

É preciso ir embora – por Fabricio Carpinejar
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.

