Não sei se deveria te agradecer Por mostrar que minha fé Meus sonhos Meus planos E tudo que há de maior em mim Faz sentido dentro de ti também
Não sei se deveria te agradecer Pelas nossas conversas sem fim Pelos nossos sorrisos esfuziantes Pelo brilho nos nossos olhos risonhos Pelos toques abertamente pretensiosos Que se fizeram sentir até mesmo em nossos corações
Não sei se deveria te agradecer Por amar e ser amado Por desejar e ser desejado Por querer e ser querido Pelos abraços que damos em nossas almas Pelo fogo da paixão que esquenta e revigora nossos corpos Pela total e absoluta entrega, afinal
Não sei se devo te agradecer Por cada segundo que passamos juntos Pela deliciosa sensação de estarmos entrelaçados diante do futuro Por deixar que saibas quem eu sou Por me deixar saber quem és Por abrir as cortinas de nossas vidas
E justamente por não saber Se devo agradecer ou não Eu agradeço E de ti nunca me esqueço Pois tudo parece pouco Diante da imensidão do que temos vivido
Eu agradeço
Eu agradeço
Na dúvida Eu agradeço
Pelas certezas que banham nossos corações Pelo fim dos talvezes e dos porquês E ainda que seja redundante Eu agradeço Pelo direito de sentir e poder dizer que te amo
Eu te amo E é um privilégio te amar e ser por ti amado.
Ninguém gosta de sentir dor, quer seja essa dor física ou psicológica, mental. E na tentativa de não sentirmos, nos deparamos com as frases magistrais do poeta Renato Russo: “E toda dor vem do desejo de não sentirmos dor” ou mesmo “E o teu medo de ter medo de ter medo…”
Parece um mero jogo poético de palavras, mas não é. Nós fugimos da dor e com isso sentimos mais dor. O meu foco, no caso, são as dores da alma. As físicas, que muitas vezes têm a sua origem na alma, também fazem parte dessa minha análise.
O que nos dizem os amigos? “Ligue o fod****! Desapegue-se! Deixe ir!”, como se fôssemos capazes de, através desse truque, tirar de dentro de nós mesmos algo que está vivo e presente, em todo e qualquer instante, incrustado em nossa alma.
Isso foi verdadeiro para mim durante grande parte de minha vida, até que fui apresentado ao Estoicismo e me dei conta que a dor precisa ser enfrentada, encarada e vivida para que possa ser entendida e dissipada.
Recentemente, ouvi de uma pessoa muito querida que a sua terapeuta disse a ela o seguinte: “Será necessário que você sinta todas essas angústias das quais reclama para que elas se dissipem.” BINGO! É exatamente disso que estou falando.
Sentir significa abraçar a dor, a angústia. Trazer para perto. Olhar de perto. Esses sentimentos não surgem por acaso. São mensagens de Deus, da vida, do Universo, nos chamando para um novo nível de consciência, e a negação desse processo gera apenas o que se pretende evitar sobremaneira: mais dor.
Chame a dor, a angústia, para sentar no seu colo. Converse com ela. Chame-a para um café. Veja o que ela tem a lhe dizer. Olhe-a nos olhos. Faça isso quantas vezes forem necessárias, até que você se torne íntimo dela. E então, você será capaz de transmutar a sua dor em crescimento, em ações, em atitudes. A dor e a angústia permanecerão enquanto não forem abraçadas de uma vez por todas!
Há outras alternativas, claro. O álcool, o “out of sight, out of mind“, a manutenção de comportamentos nocivos, e toda e qualquer outra tentativa vã de fugir do “chamado”. Isso vai apenas adiar o problema e evitar que você alcance o que a vida de fato está tentando fazer você enxergar, sentir. Vai apenas fazer você adiar o inevitável. E quer pior do que descobrir o que era inevitável apenas quando não houver o que possa ser feito?
Portanto, chega de fugas! Chega de inventar desculpas! Chega de fugir de si mesmo! A vida é como ela se apresenta. Se alguma situação se mostra especialmente desafiadora, está nela a sua oportunidade e o caminho para ser o que a vida espera que você seja. Está nela a oportunidade de ser o que você nasceu para ser.
P.S.: A vida só apresenta grandes desafios para quem é capaz de encara-los de frente. E a vida só faz isso para que você tenha o melhor que ela é capaz de oferecer. Agradeça!