Eu sei.

É quando você viaja, e sua filha, sem você perceber, coloca o paninho que ela mais gosta dentro da sua mala. E depois, pelo telefone, diz que era para eu não ficar com saudades…
Absolutamente sem palavras. Totalmente sem palavras….
Eu sei.

É quando você viaja, e sua filha, sem você perceber, coloca o paninho que ela mais gosta dentro da sua mala. E depois, pelo telefone, diz que era para eu não ficar com saudades…
Absolutamente sem palavras. Totalmente sem palavras….
Dizem que há um lugar
Onde a covardia é conhecida
Como uma grande virtude
Este lugar é conhecido
Como Cemitério dos Sonhos Perdidos
E ainda dizem que há um lugar
Onde a racionalidade é conhecida
Como a maior das virtudes
Este lugar é conhecido
Como Cemitério dos Amores dos Covardes.

Seu cônjuge gosta de falar palavrão?
Fale também! Por que não?
Seu cônjuge acorda cedo?
Acorde cedo também! Por que não?
Seu cônjuge não come carne?
Não coma carne também! Por que não?
Seu cônjuge não bebe?
Não beba também! Por que não?
Seu cônjuge não tem religião?
Esqueça da sua também! Por que não?
Seu cônjuge não quer ter filhos?
Não os queira também! Por que não?
Seu cônjuge ama o PT?
Ame-o também! Por que não?
Quando A e B se conheceram, A comia carne e B não. Para se aproximar de B, A resolveu parar de comer carne também. Não parou por convicção, por conta de querer proteger os animais ou por achar que faria bem para a saúde. Parou simplesmente para agradar B.
Eu poderia listar um número quase infinito de concessões, em pequeno ou maior grau, que muitos cônjuges fazem para agradar o outro, mas creio que essa lista já é suficiente para ilustrar o meu ponto.

Quando A e B se apaixonaram, A e B eram pessoas diferentes. Eram INDIVÍDUOS, e por detrás de indivíduos está o conceito de INDIVIDUALIDADE, que não pode ser perdido no casamento ou em uma união estável de qualquer natureza. Por que? Porque no longo prazo não funciona! Simples assim.
Notem que não estou falando de escolhas conscientes e acordadas entre os dois: não vamos viajar esse ano, porque nosso objetivo é ter uma casa própria. Por detrás de uma escolha consciente, o conceio de indivíduo e individualidade permanecem intactos.
Os exemplos que citei, que em um primeiro momento parecem inofensivos, ao longo do tempo fazem com que o indivíduo perca a sua individualidade, e se torne igual ou muito similar ao outro. Muito bom, não é mesmo? NÃO! Isso é absolutamente terrível! Por que? Porque A e B se apaixonaram como indivíduos, e quando essa individualidade se acaba, pode ser que a própria relação se acabe. O motivo é simples: no intuito de agradar ao outro, o que primeiramente uniu o casal simplesmente deixou de existir. A individualidade é um dos princípios de qualquer relação.
Há três possíveis fins para relacionamentos desse tipo:
1) A e B, quer seja por questões morais que lhes foram passadas ou por qualquer outro motivo, vivem uma vida bem abaixo de sua plenitude. Se confrontados, dirão que fazem isso por suas famílias. Perderam por completo a noção do EU. No fundo, se sentem frustrados de maneira que não conseguem explicar. Culpam o destino, karma, conjunturas políticas e econômicas, etc. Se esqueceram tanto do EU que são incapazes de olhar para dentro!
2) Seguindo o exemplo da carne, A fez todos os tipos de concessão para B no sentido de “ser aceito”, “evitar brigas”, etc. A deixou de ser EU, e portanto esqueceu-se de sua própria felicidade e vontades. E para surpresa de A, B um dia chega para A e diz: “Acabou! Não reconheço mais você! Você não é a pessoa pela qual me apaixonei!” Vira as costas e vai embora. E A, depois de 10 anos ou mais de concessões, sente-se completamente perdido, sem saber o que fazer da vida, e culpando-se por não ter feito mais para que B não fosse embora. Percebem o caso clássico do feitiço virando contra o feiticeiro? Deixando de lado o julgamento do mérito da ruptura, fato é que A vai precisar reencontrar o próprio EU, e enquanto este não for encontrado, viverá relações destrutivas de todos os tipos.
3) Tamém seguindo o exemplo da carne, A fez todos os tipos de concessão para B no sentido de “ser aceito”, “evitar brigas”, etc. A deixou de ser EU, e portanto esqueceu-se de sua própria felicidade e vontades. Entretanto, diferentemente do que foi citado acima, A começa a perceber que deixou de ser EU e angustia-se. Começa a perceber que anulou-se durante anos por conta de um alguém que muitas vezes sequer reconheceu seu valor. Sobe-lhe um sopro de vida que assusta e que é ao mesmo tempo irresistível. E então, A resolve recuperar o tempo perdido, e muitas vezes vê em B o seu algoz, muito embora a responsabilidade sobre sua felicidade seja inteiramente sua. “B, estou indo embora. Eu me anulei por sua conta. Preciso viver!” E B, possivelmente, não vai entender do que se trata. “Como assim? A tem vontades? Devem ser os amigos ou a terapeuta que estão gerando influências negativas! Talvez seja maluca!” Tanto faz… Como o mundo girava no entorno de B, B é incapaz de perceber o que aconteceu com A. B é incapaz de perceber que A também precisava de seu EU.
Notem que essas relações são destrutivas. Quem conscientemente faria escolhas desse tipo? Entretanto, escolhas desse tipo são feitas TODOS OS DIAS, e muitas vezes percebidas apenas depois de longos e penosos anos.
Convido a todos que reflitam sobre suas vidas e sobre suas relações. Somos os únicos responsáveis por nossa própria felicidade, e com certeza há no mundo pessoas que nos aceitam com todas as nossas qualidades e defeitos. Há pessoas que amam o EU do outro e que desejarão viver eternamente ao lado dele.
Sejamos felizes e plenos!
Sim…
Frequentemente ela me diz não
“Não, não para!”
Obedeço
Está mais do que na cara.

Hidrate-me já!
Já que queres fazer-me perder fluidos
Não deixe-me nessa sede eterna
Ainda mais com esse manancial
Que há entre as tuas pernas!

Fique tranquila
(ou preocupe-se):
Não vai acontecer nada –
Absolutamente nada –
Entre nós
Que seja esquecível
Ou mesmo perecível
O tempo há de mostrar isto.

Eu poderia estar no Casino Monte-Carlo
Mas preferi ficar aqui
Nesse par ou ímpar
Esperando que dê par.

O que fazer com o que não se entende?
Paciência dizem uns
Sabedoria dizem outros
Terapia dizem alguns
Bebida dizem quase todos!
O que eu digo?
Não aceito e duvido!
Só
Eu sei dos meus motivos!
A grande verdade
É que minha mente cartesiana
Se nega a entender
Conjunturas e fatos são irrelevantes
Quando é o coração que está a doer.
Sangra, pobre coitado!
Ainda que com a carcaça lançada aos abutres
A alma facciosa não desapega-se de sua cruz.

Montanha russa não é o que vivemos
É o que deixamos de viver em função
De uma ordem que não existe
Montanha russa é dizer não
Quando deveria se dizer o sim
E não se diz por medo, por capricho
Montanha russa não é tentar racionalizar
O que não pode e não precisa
De maneira alguma ser explicado
Montanha russa é o que não foi sentido
O que foi propositalmente ignorado
Para manter o status quo
Montanha russa é sermos os mesmos
Ainda que a vida insista em nos mostrar
Que há muito mais para ser vivido
Montanha russa é morrer sem ter experimentado
A felicidade da chegada, a dor da partida
Sorrisos e lágrimas que não acabam
Montanha russa é achar que há controle
Quando justamente a falta de controle
É o que cria a descarga de adrenalina
Montanha russa não é para ser
A exceção, o diferente
É para ser o que ainda não há
Montanha russa não é a fraqueza
De permanecer imóvel
Enquanto a vida insiste em nos chacoalhar
Montanha russa não somos você e eu
É de fato nós com outros
É a vida como está
Convém verificar se
A montanha russa em que vivemos
Não está desativada há tempos.

Não fosse por você
Eu seria bem mais feliz
Não fosse por você
Eu jamais saberia o quão pequeno
Era o meu conceito de felicidade.
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