Avatar de Desconhecido

Abraço

Nada escapa do meu abraço,

Que acolhe antes e pergunta depois.

Porque eu aprendi na vida

Que o abraço precisa ser casa,

Precisa ser lar, feijão com arroz.

Nada escapa do meu abraço,

Porque eu já precisei ser abraçado

E não fui.

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De volta pra casa

Um dia, você vai se lembrar de como eu te chamava, de como eu dizia o teu nome, e vai perceber que sempre que eu te chamava, que sempre que eu dizia o teu nome, eu estava te chamando de volta pra casa.

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Molheira

Eu estou em casa,

Sentado à mesa,

Esperando você chegar.

As taças, o saca-rolhas,

Aquele vinho que você gosta,

Milhares de risadas,

Queijo parmesão.

Eu estou em casa,

Sentado à mesa,

Meu coração em uma baixela,

Meu sangue na molheira –

Vivo –

Borbulhando.

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Abrigo

Talvez eu fique fora da foto

Ou mesmo do agradecimento no livro

Tudo bem… Não preciso.

Me basta ter sido preciso

Quando tua alma precisava de abrigo.

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Verdadeiro artista

Ele era um pintor discreto

Que vivia subindo pelas paredes

Diziam que era broxa

Mas era só pincel

Usado até na casa

Da crente ortodoxa

Que para provoca-lo

Dizia que era broxa.

homem-broxa