Avatar de Desconhecido

Sobre nós

É sobre ter paciência
Entender que precisa madurar
Antes de colher

É sobre o amor
Amargo feito fel
Que vira brigadeiro de colher

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Porquês e poréns

Nada de azar
Nade de sorte

Colheita

Para uns
Beijos da vida
Para outros
Abraços da morte

A semeadura
Nunca abandona
Ou se esquece
De ninguém

E no tempo certo
Todo jardineiro
Que teve tempo
Mais do que suficiente
Para debulhar
Suas sementes
Receberá a sua paga
E vai chama-la de destino
Sem entender seus porquês
E menos ainda os seus poréns.

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Desavergonhado e otimista

Eu sou um desavergonhado

Que ama incondicionalmente

E que genuinamente se preocupa

Com a dor que o outro sente

E que até mesmo esquece sua própria dor

Para cuidar da dor de quem se mostra indiferente

 

Eu sou um desavergonhado

Que escreve poesias para quem não as lê

Que faz do papel uma espécie de confessionário

Tornando-se óbvio, simples de se ver

E que ainda assim se torna culpado

Por pedir ajuda para ao outro entender

 

Eu sou um desavergonhado

Que aceita que confundam a minha bondade

Com algum tipo de fraqueza

E que quer para os outros a felicidade

Ainda que seja retribuído com aspereza

O meu coração faminto e dorido de saudade

 

Mas acima de tudo sou um otimista

Que acredita que o amor com amor se conquista

Que dá mesmo sem nada receber

E que se regozija no plantio altruísta

Na certeza de que colheita maior não há

Do que ser do amor um eterno protagonista.

o-amor-nao-faz-o-mundo-girar-o-amor-e-o-que-faz

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Madurando

Espera

Espreita

Que o momento certo

Ronda por perto

 

A fruta pode até ser dura

Mas se torna convite quando está madura

 

E quando for o momento da colheita

Será intensa a sua doçura

E como nunca se viu tão segura

Abrir-se-á por inteiro

Polpa farta, deleitosa, viciante

Liberdade, enfim, desta clausura.