No intervalo entre uma onda e outra,
o mundo parece guardar um segredo.
É um sopro breve, quase invisível,
onde o mar recolhe a própria voz
para depois devolvê-la em espuma.
Nesse silêncio, tudo escuta:
a areia, o vento, até o céu.
E eu também —
como quem espera uma resposta
que só existe no ritmo da água.


