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Você não é substituível!

Normalmente, eu escrevo um texto e procuro uma imagem ou frase que tenha a ver com ele. Hoje, faço o contrário.

Passeando pelo Pinterest, encontrei a frase que está no final desse texto.

Somos criados (eu pelo menos fui) diante da máxima “ninguém é insubstituível”. E de uma forma ou de outra, essa frase é uma grande falácia. Ela parte do pressuposto que a vida é uma espécie de competição, onde temos que nos posicionar de maneira superior aos demais para não sermos substituídos. Talvez haja verdade nisso em se tratando de ambientes estritamente profissionais, mas a vida é bem mais do que mero profissionalismo…

Eu tenho qualidades e defeitos. Todos temos. Em nossa jornada pelo mundo – nossa vida, somos constantemente bombardeados pela sensação de que devemos seguir um determinado padrão para que a aceitação venha. E nos culpamos e até mesmo nos rejeitamos por conta disso. É um eterno jogo do tipo “se eu fosse assim, a minha vida seria melhor”. Ledo engano.

Eu, Fábio, sou único. Sou um conjunto de experiências e histórias, de vitórias e derrotas, que me fazem ser eu, Fábio. Percebem o poder disso?

Há pessoas que pensarão em você e sentirão em você (e por você) somente o que VOCÊ pode dar, o que somente VOCÊ pode ser. E justamente por isso, no dia de hoje, seja lá quem você for, gostaria de deixar claro que VOCÊ é especial e que EU também sou. E sim: sermos o que somos é de fato um super poder.

Não deixe que um dia difícil ou um momento difícil defina a sua vida. Não deixe que a opinião de uma pessoa (ou grupo de pessoas) seja algo limitante ou mesmo constrangedor. VOCÊ É VOCÊ E SÓ VOCÊ SABE SER ASSIM.

Em busca da melhor versão de nós mesmos – SEMPRE!!!, mas na certeza de que somos o bastante e que somos capazes de, de alguma forma, fazer a diferença no mundo e nas pessoas que nele habitam.

VOCÊ tem superpoderes e EU também. Seja bem-vindo ao clube. Nós somos insubstituíveis. 🙂

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Hoje

Hoje,
Foi o melhor dia da minha vida.

E vou logo avisando:
Amanhã será melhor.

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04h57

Os primeiros raios de sol já entram pelo meu quarto. Não pedem licença. Não dão explicações. O fato de serem raios de sol já os credencia.

É feriado, mas é dia de trabalho para mim. Gosto do que faço. Faço porque gosto. E assim, os dias de trabalho passam leves, suaves… São dias intensos e felizes. Tensos em alguns instantes, mas qual graça haveria se assim não fossem?

Enquanto escrevo e saboreio um delicioso café com leite, a vida me faz perguntas e me pede respostas. Silencio-me. Pergunto-me se estou fazendo as perguntas corretas. Tenho plena consciência de que perguntar não é o bastante. É preciso entender o motivo das perguntas. É preciso entender onde quero chegar.

Mergulho mais fundo dentro da minha alma. A minha vida não é só trabalho. Pelo contrário. Apesar de ser uma parte importante, em última análise não sou escravo do que me proponho a fazer. Há urgências em mim em vários níveis, mas… O telefone toca. Trabalho.

Eu tenho 2 celulares, WhatsApp, Telegram, Sametime, Jabber, Slack… Eu sou “achável” 24 horas por dia. Já se passaram 3 horas desde que eu acordei e ainda não me olhei no espelho. Será que consigo?

Estou descabelado. Trabalhar de casa tem dessas coisas. Mas sei lá… Parece que estou descabelado por dentro também e não há pente que resolva isso. Um banho me parece uma boa ideia.

As perguntas não param! Melhor eu voltar para o trabalho! E de repente, caiu uma ficha: me matar de trabalhar é uma excelente motivo para não perguntar se as perguntas que eu me faço são realmente relevantes. E não sabendo nem mesmo das perguntas, como pensar em respostas? O telefone toca novamente… É urgente. Sempre é urgente. E as minhas urgências, como ficam? Ligo o “piloto automático”… Como assim, se não sei nem para onde devo ir?

O dia está nublado. Minha mente também. Preciso caminhar na praia. No momento, isso é o mais urgente. “Modo Avião” ligado. Preciso de um momento de eu comigo.

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Doe-se

E no dia de hoje

Queira ser o motivo

Do sorriso de alguém

 

Afinal de contas

O que pode ser mais valioso

Do que ofertar o que só você tem?

quando-somos-bons

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Consoantes e vogais

Preste atenção nos sinais
Nas linguagens não verbais
E se dê conta que a vida diz e é mais
Do que sequências de consoantes e vogais.

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Cego-te

Despi-me do sonho
Vesti-me da verdade:
No que é invisível aos olhos
Teu gosto
Teu rosto
Os excessos do meu corpo
Corredeiras que jorrro –
Que pedes
E que encaras –
Morro
Esfrego
Puro gozo
E nos teus olhos
Acidentados de alma sanitária
Realizo-me
E nem disfarço.

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Mediocridade

É procurar no amor alguma certeza ou razão

É amar com um pé atrás

É amar com os pés no chão

 

É viver de aparências

É aparentar ser

É nunca ser nem causa e nem consequência

 

É prender o cabelo quando bate o vento

É não sair de casa porque acabou o filtro solar

É fazer cálculos a todo momento

 

É abraçar sem encostar o peito

É beijar sem usar a língua

É tentar fazer amor e não sentir qualquer efeito

 

É o poema vazio e plasticamente correto

É virar a cara para a “cara metade”

É achar erro no que está certo

 

É o quase, o quem sabe e o talvez

É viver a vida em marcha lenta

É querer entender todos os porquês

 

É matar o desejo e o sonho

É viver o tempo todo sorrindo

Com o coração sempre tristonho

 

Mas

Acima de tudo

A mediocridade é uma escolha:

É como ter em mãos uma preciosa garrafa de vinho

E nunca sacar a sua rolha.

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Visceral

Nunca seremos nada até aceitarmos que o que há de mais visceral em nós, que nos clama por aceitação e justiça, nosso verdadeiro propósito de vida. Podemos até nos enganar, mas para sempre teremos que viver com nosso eu de mentiras e aparências. Para sempre teremos que viver adormecidos. Dormindo para a vida. Acordados para o que não somos.

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O que somos

Não somos os bens que temos,

Mas o bem que somos.

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A escolha certa

Mesmo não sabendo quem eu era
Deixei de sê-lo
E não mais sendo
Acabei sendo o que eu não era
Mas que de fato eu sou –
Sempre fui

As respostas só surgiram
Quando desisti de buscar por elas
E assim acabei descobrindo que as perguntas
Sequer eram para ser aquelas!

E quando chegou a hora –
Sem pressa ou demora –
Perguntas e respostas se esvaíram
E restou apenas o aqui
O agora
O afinal

Tanto tempo me perdi
Nos excessos
Do passado
Do futuro
Que eu não me via bem ali
Ao alcance de mim
Embora cercado por muros
Que eu mesmo ergui!

E disso tudo fica a lição
Da vida que hoje vivo
Por conta da que antes não vivi:
Em dado momento –
Meu e somente meu momento –
Eu fiz uma escolha
E dela não me arrependi
Eu escolhi –
E todos os dias escolho –
O eu que eu conheci.