Fui procurar
Te encontrei
Te reservei
(sem possível reembolso)
Pelo resto da vida.
.
Meu endereço é você.

Fui procurar
Te encontrei
Te reservei
(sem possível reembolso)
Pelo resto da vida.
.
Meu endereço é você.

Breve
Urgente
A vida
A gente

Faz de mim tua fundação,
Teu alicerce.
Constrói em mim teu abrigo,
Teu refúgio.
És parte de mim,
Assim como já sou parte de ti.
Também és minha fundação,
Meu alicerce,
Meu abrigo e refúgio.
E para que não restem dúvidas:
Eu só faço sentido
Quando moras em mim.

Acredito no que sinto,
E o que sinto é meu guia.
Quando digo que te amo,
Não penso nas consequências,
Ou em qualquer burocracia.
Amo e pronto,
Sem demagogia,
Sem receios,
Pois teus seios
Nutrem todas minhas poesias.

Mais do que querer,
Também quero ser querido.
Escolhido pelo que sou
E também pelo que nunca fui.
Escolhido pelo que ainda posso ser,
Pelo que ainda posso viver,
Pelo que ainda posso dar,
Pelo que ainda posso receber.
Não quero ser necessário ou importante,
Muito menos comandante.
Na hierarquia da vida, quero apenas ser,
E viver rodeado de quem quer ser comigo.

Hoje, sem querer, descobri que havia um espelho dentro do meu armário. Não sabia. Tomei um susto.
Me vi nu. Não por falta de roupa ou nada parecido, mas porque fui acidentalmente flagrado, e foi simplesmente impossível não me ver.
Vi a idade, as rugas, a falta de cabelo, mas também vi a sabedoria, a capacidade infinita de amar, e o orgulho tímido de uma trajetória que até hoje foi de tudo um pouco, menos covarde. Nunca tive medo de me foder.
O espelho dentro do meu armário, que eu não sabia que existia, me mostrou um eu que eu havia esquecido. O espelho dentro do meu armário me mostrou que eu estou vivo e pronto para viver.

No Brasil de hoje, está em curso um preconceito muito grande com relação as Ciências Humanas de uma forma geral, sendo isso relativamente fácil de ser explicado.
Há uma definição na página da UFMG que achei brilhante:
“Em casa, nas ruas, nos ônibus, na escola, no trabalho, no mundo virtual. Em todos os lugares, os seres humanos estabelecem relações entre si, sejam elas de amizade, afeto ou poder. Mas quem é capaz de compreendê-las? As Ciências Humanas procuram ir fundo naquilo que é mais peculiar em nós e talvez, por isso, mais difícil de ser desvendado: a nossa humanidade. Filosofia, Psicologia, Ciências Sociais, História e Pedagogia. Quem escolhe trilhar um desses caminhos deve se desfazer de preconceitos e não se contentar com o óbvio.”
Copiado hoje, no dia 08/05/2019, desta página. O autor do texto é Vinícius Luiz.
O próprio texto já explica o desafio: como essas ciências tratam de fatos do nosso dia-a-dia, é muito fácil para os desavisados acreditar que se trata apenas de senso comum, e por se tratar de senso comum, é algo raso e de fácil compreensão. Grave engano. Gravíssimo!
Vou citar um exemplo da minha área (sou formado em Ciências Econmômicas, que é uma Ciência Humana). Tenho lido com frequência que, para aumentar a arrecadação do governo, é preciso aumentar impostos. Parece algo sensato, não? Diminuir gastos e privilégios completamente desnecessários deveria ser mais óbvio ainda (mas vamos deixar isso para outro post). Então, apresento-vos a Curva de Laffer:

Essa curva é bem elementar para quem fez o curso de Economia, e basicamente (e de forma bem simplificada) quer dizer que há um ponto ótimo em que a carga tributária arrecada o máximo que é possível sem prejudicar a atividade econômica. Trocando em miúdos, ao contrário do que se pode esperar como leigo, aumentar os impostos pode realmente diminuir a arrecadação do governo, até mesmo ao ponto de não haver arrecadação (e nem produção). Maiores detalhes podem ser encontrados nesta página.
Percebem o dilema? As discussões nas redes sociais, por exemplo, baseiam-se, em sua grande maioria, no senso comum. E como falta ao brasileiro (especialmente!!!) a humildade para perceber que há mais sobre um determinado assunto do que ele consegue perceber, dão-se os embates improdutivos e que só servem para dividir ainda mais a sociedade.
Muitos dizem: “Tales de Mileto não era formado em Filosofia! Aristóteles e Platão também não! Nem Descartes!” Pois é… Mas estes foram mais do que isso: foram as pedras angulares do que conhecemos sobre Filosofia nos dias de hoje. Muito foi contruído em cima do que eles disseram, e para entender essa base de conhecimento e discutir com propriedade é necessário SIM fazer uma faculdade (ou ser um autodidata minimamente sério, sob pena de ser cooptado pelo seu próprio entendimento, pelo senso comum).
Não vou entrar na questão que envolve aqueles que se utilizam da ciência para justificar as suas ideologias. Essa é outra questão completamente fora do que quero cobrir aqui, mas agrava ainda mais a percepção leiga de que não há um mínimo conjunto de regras ou conhecimento sobre o qual os “escolados” se apoiem diante de uma discussão.
Sem mais delongas, espero ter conseguido cumprir o meu objetivo. Fiquem atentos ao que é dito apenas com o intuito de politizar ou minimizar os mais variados campos de conhecimento da humanidade. Não chegamos até onde estamos somente através da Matemática, por exemplo. O bom mesmo é falarmos do que entendemos, reservando a nós mesmos sempre o direito de termos a nossa própria opinião, desde que sejamos capazes de entender as nossas limitações. Para maiores detalhes, sugiro pesquisar sobre Episteme e Doxa.
Comentários? Por favor! 🙂
—
Pulicado originalmente em 8 de Maio de 2019.
Deixa eu te dizer algo:
Você é minha felicidade
E isso diz tudo.

A religião me ensinou que devo amar os meus inimigos. A religião também me ensinou que a Lei do Karma vale para todos e tudo acerta, resolve.
Estou na dúvida (mentira – não estou): prejudico quem me prejudicou, sendo eu o próprio agente da Lei do Karma? Por que não?
A vida me ensinou que há uma grande diferença entre ser bom e ser trouxa, e eu escolho não ser mais trouxa. Todo e qualquer ato hostil contra mim, por menor e ínfimo que seja, será devolvido IMEDIATAMENTE (por mim) em dobro, em triplo, com a máxima intensidade e dano possíveis.
CHEGA! Não mais fugirei de guerra alguma! Just try me!

O dia que eu mudei o meu diálogo interno de “olha o que essa pessoa faz comigo” para “olha o que eu deixo essa pessoa fazer comigo”, me tornei protagonista da minha própria história e passei a decidir o que/quem deve fazer parte da minha vida ou não.
