Me negue teus beijos
Me puna por me amar
Reclame da tua vulnerabilidade
Da tua fragilidade
Do teu coração descompassado
Das tuas pernas trêmulas
Do teu desejo que tudo queima
Quando teus lábios
Encontram os meus
…
Me negue teus beijos:
Negue-se
Me negue teus beijos
Me puna por me amar
Reclame da tua vulnerabilidade
Da tua fragilidade
Do teu coração descompassado
Das tuas pernas trêmulas
Do teu desejo que tudo queima
Quando teus lábios
Encontram os meus
…
Me negue teus beijos:
Negue-se
Não quero ir
Só até aonde dá pé
…
Eu quero é me afogar
No teu mar
Te beber
Te brindar
Bem no fundo
Das tuas profundezas
…
Nadar no raso
Na superfície
É tolice
Não é verdadeiramente
Nadar
Me mostra aquelas poesias
Que você escrevia
Quando o nosso amor
Escorria pelos seus dedos
…
Me fala do tempo
Em que éramos três:
Nós
Você e eu
…
Me fala das fotografias
Onde tudo que a gente queria
Era perpetuar
Todo e qualquer instante
…
E hoje, que tudo temos
Que tudo podemos
Me fala do nosso amor
Como se não fosse algo distante
Meu coração
É tua querência
Tua terra
Teu chão
…
Meu coração
Já é todo teu
E nele eu resisto
Feito bolha de sabão
Trust me, my love
When I say yes to things
I should have said nay
It is not because I fear
Being alone, all by myself
It is a love statement
An open declaration
That I love you more
Than our differences
Or circunstances
…
But, my love
If you see any weakness
In what I do
Let me warn you:
I love you
And if what I concede
Is not perceived
As a love gesture
I will just pack
And follow the steps
Towards my principles
Even if they take me
Away from you.
E foi no último café
No último trago
Do último cigarro
Que a vida virou cinzas
E se desfez a cortina de fumaça
Pertencer
Ser
Tecer sem tear
Com o olhar
Com o gesto
…
Na urdidura do amor
Para tecer
Só é preciso amar
Desnudas minha alma
E me vejo sem armadura
Como nunca havia me visto
Nunca fui íntimo
De mim mesmo
E nos teus braços
No teu aconchego
Minhas inadequações
E minhas fragilidades
Sequer existem
Por ti e em ti
Já não sou mais indefeso:
Tuas mãos em minha nuca
Me ensinaram a viver
Saí para comprar cigarros
E voltei
Foi assim que descobri
Que é amor
Me espera, amor
Me espera.
Só fui no mercado
Pra gente cometer uns pecados
De barriga cheia.
Vai ter de tudo, sim!
Vai ser um banquete sem fim
Com petiscos e vinho
E como em casa já há carinho
Não precisamos de mais nada
De mais ninguém.