Avatar de Desconhecido

Negue-se

Me negue teus beijos

Me puna por me amar

Reclame da tua vulnerabilidade

Da tua fragilidade

Do teu coração descompassado

Das tuas pernas trêmulas

Do teu desejo que tudo queima

Quando teus lábios

Encontram os meus

Me negue teus beijos:

Negue-se

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Nadar

Não quero ir

Só até aonde dá pé

Eu quero é me afogar

No teu mar

Te beber

Te brindar

Bem no fundo

Das tuas profundezas

Nadar no raso

Na superfície

É tolice

Não é verdadeiramente

Nadar

Avatar de Desconhecido

Por nós

Me mostra aquelas poesias

Que você escrevia

Quando o nosso amor

Escorria pelos seus dedos

Me fala do tempo

Em que éramos três:

Nós

Você e eu

Me fala das fotografias

Onde tudo que a gente queria

Era perpetuar

Todo e qualquer instante

E hoje, que tudo temos

Que tudo podemos

Me fala do nosso amor

Como se não fosse algo distante

Avatar de Desconhecido

Bolha de sabão

Meu coração

É tua querência

Tua terra

Teu chão

Meu coração

Já é todo teu

E nele eu resisto

Feito bolha de sabão

Avatar de Desconhecido

Trust me

Trust me, my love

When I say yes to things

I should have said nay

It is not because I fear

Being alone, all by myself

It is a love statement

An open declaration

That I love you more

Than our differences

Or circunstances

But, my love

If you see any weakness

In what I do

Let me warn you:

I love you

And if what I concede

Is not perceived

As a love gesture

I will just pack

And follow the steps

Towards my principles

Even if they take me

Away from you.

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Cinzas

E foi no último café

No último trago

Do último cigarro

Que a vida virou cinzas

E se desfez a cortina de fumaça

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Tecelão

Pertencer

Ser

Tecer sem tear

Com o olhar

Com o gesto

Na urdidura do amor

Para tecer

Só é preciso amar

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Cafuné

Desnudas minha alma

E me vejo sem armadura

Como nunca havia me visto


Nunca fui íntimo

De mim mesmo

E nos teus braços

No teu aconchego

Minhas inadequações

E minhas fragilidades

Sequer existem


Por ti e em ti

Já não sou mais indefeso:

Tuas mãos em minha nuca

Me ensinaram a viver

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Voltei

Saí para comprar cigarros
E voltei

Foi assim que descobri
Que é amor

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Me espera, amor

Me espera, amor

Me espera.

Só fui no mercado

Pra gente cometer uns pecados

De barriga cheia.

Vai ter de tudo, sim!

Vai ser um banquete sem fim

Com petiscos e vinho

E como em casa já há carinho

Não precisamos de mais nada

De mais ninguém.