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Jane – Jefferson Starship + Dino Jelusick

Que delícia de música! Toda honra e todo o mérito para a versão original da música, mas o Dino (Dino Jelusić na sua língua nativa – croata) está nos vocais, no baixo e no teclado na versão “revamped”. O cara é talento puro! Absurdo! Do Portnoy e Hoekstra não preciso nem falar… Enfim. É para aplaudir de pé! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

Vida longa ao Rock & Roll!!!

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FullMoon – Sonata Arctica

Eu sempre lembro da música, e sempre me esqueço de publica-la em uma noite de lua cheia. Hoje, por conta das fotos que tirei na praia e quero publicar, acabei me lembrando. Finalmente!!!

E agora, a música. Amo essa mistura do clássico com o metal. O Sonata Arctica estará no Circo Voador no dia 10/04, e eu estarei lá. 🙂

Divirtam-se! 🙂🙃😉

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Você é “forte” ou “fraco”?

Você já se viu diante de uma situação onde teve que escolher entre alguém “forte” e alguém “fraco”?

Sei que esta pergunta pode parecer estranha em uma primeira leitura, mas este é um dilema real que muitas pessoas enfrentam diante de manipuladores.

Em geral, o manipulador se apresenta como alguém fraco. Demonstra apatia e incapacidade de lidar com o mundo real. É sempre vítima das pessoas e das circunstâncias. Frases típicas: “Eu não vou aguentar passar por isso…”, ou “Nunca mais vou me recuperar…”, ou mesmo ameaças diretas ou indiretas de suicídio.

A pessoa vista como fraca é o “café com leite” da família, do ambiente de trabalho, da roda de amigos, e até mesmo nos relacionamentos românticos. Em geral, consegue o que quer através da culpa que consegue infligir nos outros que, comovidos com a sua declarada fraqueza, pensam que o único caminho para aquela pobre alma é a plena satisfação de suas vontades, por mais absurdas que estas sejam. E é aí que reside o problema.

A diferença entre o fraco e o forte é, na maioria das vezes, apenas uma questão de atitude. O dito forte é apenas uma pessoa que sabe que vai ter que matar um leão por dia e que se fazer de coitado ou mesmo conseguir algo por se comportar de maneira covarde é indigno. O forte, acima de tudo, tem dignidade, tem brio, ainda que precise ou deseje uma coisa muito mais do que um dito fraco. A diferença é que o dito forte jamais será capaz de se utilizar de qualquer ferramenta que viole o seu código de conduta, bem como a maneira que se vê e como quer ser percebido pelo mundo em que vive.

O paradoxo dessa situação? Quanto mais objetivos a pessoa dita fraca alcançar através da manipulação, menos forte ela precisará ser. Com o tempo, aumentará consideravelmente o seu repertório de ardis e sua capacidade de tocar (ou pelo menos de tentar tocar) nos pontos fracos (culpa, pena, dó, piedade, valores religiosos) de quem deseja manipular. Já a pessoa tida como forte, aprenderá com suas experiências, quer sejam derrotas ou vitórias, e aumentará a sua força e a sua coragem, na certeza de que obter o que deseja obter por conta do seu esforço direto é o único caminho possível a ser seguido.

Não comecei este texto colocando entre aspas as palavras forte e fraco por mero acaso. Só é fraco quem nunca precisou de fato ser forte e quem teve exemplos bem próximos de manipulação e covardia.

DISCLAIMER: O meu texto é sobre pessoas funcionais e não acometidas de algum tipo de patologia ou transtorno psiquiátrico, muito embora a vida tenha me ensinado que até estas pessoas precisam e devem fazer algum tipo de esforço para se curarem em definitivo.

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Mergulho

Do meu orgulho me dispo,
Mas não sem antes fulminar
Com a fúria enlouquecida de meus dentes,
O que com um reles e vadio olhar
Não antes rasguei da tua roupa.

Não percebes que ficaste nua na mesa?
Não percebes que tua calcinha ficou pelo chão?

És o molho e a calda,
A refeição e a sobremesa.

FODA-SE TUDO!
FODAM-SE TODOS!

Fodamos nós…
A sós…
Ou sobre a mesa
Sobrecoxa
Sobre tuas coxas
Sobremaneira!

PORRA!!!

O teu gozo é a ladeira
Para o infinito.

Eu grito!
Eu urro!
Entre nós
Não há muros.

Eu só vivo
E só quero –
Exatamente –
Tudo do que em ti
E em mim mais ainda
Mergulho.

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Escuridão

Não é de fato um adeus
Aquele que é lamentado em palavras
E chorado em poesias.

Talvez seja o prenúncio
De que um adeus que está por vir,
Mas não é mais do que isso.

O derradeiro adeus é mudo,
Cego e surdo:
É a morte do porvir.

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Nada

Na ausência de palavras articuladas,
No silêncio sepulcral que não é meu,
Mas que me invade e me domina,
Arde-me e consome-me,
Tudo cabe,
Tudo é,
Tudo existe.

Não tenho medo de silêncios,
Mas tenho pavor a tudo que eles dizem,
Porque nunca sei se o que eles dizem
É o que de fato estão a me dizer.

Silêncios não me matam,
Mas silêncios me torturam.

E eu permaneço em silêncio,
No opróbrio do nada ignorar,
E do nada, do absolutamente nada, –
Posto que o silêncio é o nada –
Nada saber.

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Felicidade Ansiosa

Posso dizer que tenho um livro de cabeceira, e ele se chama “Auto-estima e os seus seis pilares”, do Dr. Nathaniel Branden.

Sei que, normalmente, as pessoas já ficam com um pé atrás quando ouvem falar de livros sobre autoestima (geralmente associam com livros de autoajuda), mas o autor é de fato um dos pioneiros e um especialista no assunto, que vai desde a autoestima até a falsa autoestima.

Eis um pequeno trecho de um dos capítulos iniciais.

A “felicidade ansiosa” é muito comum. A felicidade pode ativar vozes internas que me dizem que não mereço ser feliz, ou que a felicidade não vai durar, ou que estou a caminho do infortúnio, ou que estou matando meus pais por ser mais feliz do que eles já foram, ou que a vida não é isso, ou que as pessoas vão me invejar e me odiar, ou que a felicidade é apenas uma ilusão, ou se ninguém mais é feliz, por que eu iria ser? É exigido muito de nós, por mais paradoxal que seja, que tenhamos a coragem de tolerar a felicidade sem nos auto-sabotar, até a hora em que perdemos o medo dela e compreendemos que ela não nos destruirá (e que não tem necessidade de desaparecer). De vez em quando eu digo a meus clientes: veja se consegue passar o dia de hoje sem fazer nada que possa enfraquecer ou subverter sentimentos bons – e se você “cair do trem”, não se desespere, recupere-se e comprometa-se de novo com a felicidade. Essa perseverança consolida a auto-estima.

Ademais, precisamos confrontar essas vozes destrutivas, e não correr delas; envolvê-las em um diálogo íntimo; desafiá-las a justificarem-se; pacientemente responder-lhes e refutar seus absurdos – lidando com elas como se deve lidar com pessoas reais, e distinguindo-as das vozes do nosso eu adulto.

Tendemos a ser muito mais influenciados pelo desejo de evitar a dor do que de experimentar o prazer. O negativo tem muito mais poder sobre nós que o positivo. Se não acreditamos em nós mesmos – nem em nossa eficiência, nem no que temos de bom -, o universo se torna ameaçador.

Como se pode ver, é mais profundo do que ficar se olhando no espelho e dizendo “sou bonito” e coisas do tipo. Aliás, é um livro que nos faz refletir e correlacionar alguns de nossos hábitos e comportamentos com a visão que temos de nós mesmos. Deixa de lado a visão simplista do “cuida bem do seu corpo, logo tem autoestima elevada”, e entra nos detalhes inconvenientes e nos mecanismos de proteção que criamos para justificar e provar o que pensamos sobre nós mesmos.

Leitura imperdível! Recomendo!

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Happier Than Ever – Billie Eilish

Ela tinha 19 anos quando compôs essa música (tem 20 anos agora). Essa música é uma espécie de catarse, com uma linguagem clara, objetiva e direta. A voz intimista no início (e que você!!!) e os gritos* no final, bem como arranjo, que é um híbrido de Jazz com Pop, ajudam bastante.

Divirtam-se! O segundo vídeo, que não é o original, contém a letra. O vídeo original, entretanto, retrata de maneira bem mais precisa sobre o que é a música.

* Ela disse que precisava dos gritos e que ficou sem voz por alguns dias. Uma catarse, com certeza.

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TOOL (banda)

Recentemente, ouvi de uma pessoa que respeito muito a seguinte frase:

“O TOOL é a minha religião.”

Eu estou sem palavras! O TOOL não virou a minha religião, mas as letras (sempre complexas), os tempos das músicas (compassos e suas respectivas acentuações) e a técnica absurda de seus músicos (em especial do baterista Danny Carey) não saem da minha cabeça!

Eu vou listar 3 músicas. Poderiam ser outras tantas, mas essas são as que me marcaram mãos até agora.

Divirtam-se! O primeiro vídeo é ao vivo e 100% focado no baterista. Surreal! Sugiro que procurem pela banda nos seus aplicativos de streaming, sobretudo se estiverem com uma cerveja nas mãos e usando um headphone de qualidade.

P.S.: O algoritmo de conversão e compressão do YouTube não é dos melhores (algumas frequências se perdem ou são exacerbadas ao extremo). Então, se você for um audiófilo (confesso – eu sou), sugiro ouvir o CD ou a música do Spotify na qualidade máxima (link após os vídeos).