Queria que fosse assim:
Eu não ligo para você
Você não liga para mim
E seríamos ligados assim:
Sem telefonemas
Não apenas um contato
Mas para sempre em contato
Conectados de fato
Sem fim.

Queria que fosse assim:
Eu não ligo para você
Você não liga para mim
E seríamos ligados assim:
Sem telefonemas
Não apenas um contato
Mas para sempre em contato
Conectados de fato
Sem fim.

E eu vi ali
Naquele passarinho
Que parecia não ter ninho
O que eu queria ser
Voar alto
Enxergar longe
Bem além de onde o sol se esconde
Quando chega a hora de dormir
E assim, cresci
Voei de mim
E percebi que sou sem fim
Sou sempre recomeço
Essas pequenas coisas
Que não tem preço
Dentro do meu coração as aqueço
Sempre as levo comigo
Meu passarinho amigo
Mensageiro do infinito
És o universo ouvindo meu grito
O amor florescendo do meu avesso.

Sentar ao meu lado
Que eu saiba
Nunca foi pecado
Para falar de poesia
De fotografia
Da vida
Do dia-a-dia
Ou para ficarmos calados
Nunca nos faltou assunto
Nunca
E mesmo assim esse silêncio
Essa distância
Essa falta de abundância
Do básico
Algo quase afásico
Algo que não é nosso
Essa coisa, esse troço
Nunca foi assim
Ainda me flagro
Conversando com seu cheiro
Com seu toque
E acredite…
Quando me toca
Ainda sinto aquele choque
É como se fosse ontem…
É como se fosse…
É como se não tivesse fim
E nada há de apagar
O que foi sentido
O que foi falado
O que foi ouvido
O que foi feito e desfeito
Com a sensação platônica
Do mais que perfeito
Não é pretério
Ou finada
A falta que trago em meu peito
Como se fosse ontem…
Como se fosse…
E se fosse, seria
Mais do que já é
Mais do que sempre
Renascida
Sobrevivida
A cada sol poente.

Essas dicas são infalíveis! Se funcionarão em 6 meses ou em 10 anos, não tenho como dizer. Entretanto, é fato que funcionam. Basta seguir rigorosamente os passos abaixo.
Essa lista poderia não tem fim, mas espero que esteja claro que o objetivo é acabar com o relacionamento e no final fingir que não sabe ao certo o que deu errado. A culpa será sempre do outro, claro.
Você teria alguma dica a acrescentar? Por favor! Os comentários estão aí para isso! 🙂

A culpa nunca é minha
É da vida
Não é das escolhas que fiz
Ou das que não fiz
É da vida
Não trabalho com o que gosto?
É a vida
Deixei passar meu grande amor?
É a vida
Estou fora de forma?
É a vida
E de fato a vida não se importa
Com o que penso dela
Do que a culpo
Porque ela é, de fato e de direito
A vida
Tão poderosa, maleável
Ao ponto de ser o que eu quero
O que eu permito que ela seja
Mesmo que eu só me dê conta disso
Quando estiver perto do fim
Ou bem longe do começo
E nesse darradeiro momento
Creio que não me servirá de consolo
Ou amenizará meu sofrimento
Culpar a vida pela vida
Que não vivi.
Foi-se
Perdeu-se
A culpa toda é só minha
Faltou avidez
Na minha vida.

É muito comum nos dias de hoje ver pessoas perguntando coisas do tipo “Onde erramos? Quando foi que acabou?” E, inevitavelmente, após esses questionamentos mais básicos e elementares, na defensiva surge a necessidade de culpar alguém: “A culpa é sua e não minha!” é o que mais se costumar ouvir. Prático e patético, não?
Mas não adianta falar em culpa depois que algo acabou, adianta? Não. Acabou. E depois de um tempo, depois que a raiva vai embora e da vida nos mostrar algumas lições, percebemos que podíamos ter sido mais flexíveis aqui e ali para evitar que se chegasse ao fim. Podíamos. Não podemos mais. Chegou o fim.
Em geral, pelo menos uma das partes, quiçá as duas, dão inúmeros avisos e alertas sobre os problemas, que não são coisas que surgem do nada. Um comportamento ou mesmo um simples gesto inadequado repetido ao longo dos anos pode se transformar em um derradeiro motivo, ainda que uma das partes entenda que não. Viver a dois é isso. Se algo incomoda, é preciso falar sobre isso. Fingir que esse algo não existe não é uma solução. Na verdade, é uma agressão ainda maior a quem está se sentindo incomodado.
E o mais engraçado é que não se chega ao fim sem um início, sem um meio. O que era diferente no início? Era justamente essa falta de acomodação, essa incapacidade de machucar o outro e ignorar a situação. E o meio é justamente quando a agressão – é assim que sucessivos erros começam a ser vistos, consciente ou não, começa a cair no lugar comum. É quando se perde a noção de que o amor é algo que se rega todo o dia. Quando se perde isso, se perdeu tudo. Não restou mais nada. Fim.
A vida é assim. Todo mundo quer o melhor dos outros, mas realmente poucos, pouquíssimos querem dar para os outros o seu melhor, mesmo que isso seja algo tão simples quanto mudar o lugar onde se deixa uma chinelo de dedo antes de dormir.
Não tome como certo aquilo que você já tem. Tente ser melhor, sempre melhor. Não faça pouco caso da vontade do outro. Não desmeraça o outro. Não se esqueça do outro. Diante de uma despedida, mudar o lugar onde se guarda uma chinelo de dedo antes de dormir e agradecer a Deus pelo que se tem é um esforço ínfimo.