Tanta gente com pressa de tudo
E o essencial sendo deixado na calçada
Um dia o vento e a chuva levam
Quem sabe um dia
Não restem nem vestígios do

Tanta gente com pressa de tudo
E o essencial sendo deixado na calçada
Um dia o vento e a chuva levam
Quem sabe um dia
Não restem nem vestígios do

Não espere de mim o óbvio.
O óbvio está em todos,
Em todas as esquinas,
E eu não quero ser só mais um
Para deixar claro:
Se for para ser mais um,
Não faço questão de ser nada,
Porque sei e não abro mão do que sou.
Ando cansado desses jogos,
Dessas coisas babacas do “amor”.
Perde-se tempo em disputas inúteis,
Onde nunca há vencedores.
O amor é para ser sentido,
E não para ser raciocinado,
Mendigado ou exigido.
Se todos os passos são calculados,
E nunca há risco de se pisar em falso,
Não é amor, porque amor é risco
E amar coisa de gente corajosa.
Amor é liberdade,
É asas, é sonhos,
Não tem nada de óbvio.
E por isso eu amo.

Eu me lembro de tudo
Não me esqueço de nada
Isso não era para ser um problema
Mas passou a ser
Quando tudo e nada
Se misturam e se confundem
Há meio termo eficaz?
Há algo que se possa querer?
Eu errei, eu sei
Nunca soube me omitir
Sempre falei mais do que esperado
E sim: sempre foi por querer
Forcei alguma reação
Que fosse um tapa na cara
Um chute no saco
Algo para realmente doer
Porque na minha vida
O contrário do amor
Nunca foi o ódio
Mas a indiferença do não dizer
Hoje, entre o tudo e o nada
Tento respirar,sobreviver
Se tudo realmente fiz, me calo:
Não há nada o que fazer.

Tropecei, mas não caí
Era só você…
Não foi nada.

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