Ah! Meu amor!
Que bosta!
Eu te amo não basta.
A língua se contorce,
Faltam palavras,
Sobram desejos,
Abraços,
Beijos…
Ah! Meu amor!
Puta que pariu!

Ah! Meu amor!
Que bosta!
Eu te amo não basta.
A língua se contorce,
Faltam palavras,
Sobram desejos,
Abraços,
Beijos…
Ah! Meu amor!
Puta que pariu!

Tenho medos infantis
Coragens imensas
Defeitos singulares
Qualidades intensas
Tudo faz de mim o que sou
…
Tenho uma sensibilidade aguçada
Percebo coisas mesmo sem querer
Não sou capaz de sorrir quando estou triste
Não sou capaz de fingir o que não sei ser
…
E assim, deste jeito ímpar
Disponho-me a ser seu par
Nos piores e nos melhores momentos
Em todas as dimensões do que é amar
…
Nas lágrimas e nas risadas
Nas faxinas e nos pratos por lavar
Nos boletos e nas mancadas
Nos olhos fechados do beijar
…
Por isso beija-me
Porque não estou de passagem
Cheguei para contigo seguir viagem
Rumo a todo e qualquer lugar
Não foi por acaso que acabei de publicar algumas obras de grandes poetas e poetisas. Cada um deles com suas formas únicas de nos dizer o que vemos e vivemos, e que muitas vezes não conseguimos traduzir em palavras, quanto mais em versos.
Confesso que cheguei a me sentir ridículo na medida em que lia e relia as palavras dos mestres. E ao mesmo tempo, me sentia um aprendiz. E será que um aprendiz deve sentir vergonha de não ser capaz de criar algo tão magnífico quanto seus mestres? Não. Creio que não.
Eu, enquanto escrevo, nunca me preocupo com o que vão achar de minhas palavras. Elas são minhas, e nelas encontro algum sentido para o que vejo e sinto. Minhas poesias refletem o melhor e também o pior de mim.
Enfim… Minhas poesias são sinceras, assim como sou sincero em tudo que digo e faço. O resto eu deixo por conta de quem me lê. Sinto-me um privilegiado quando sou lido.
E portanto, muito obrigados aos grandes mestres! Simplesmente obrigado. Vocês me fazem e me fizeram ver que eu também sou capaz (ainda que seja só de tentar).

sinta-me pulsar dentro de ti
.
me engula
me esconda
me aperte
me desague
me extraia
.
devolva-me desfalecido
para meu coração –
doido varrido –
se sentir
vivo
