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Limites

Sejamos claros:
Não é porque você não os tem
Que eu não os tenho

Tire seus sapatos –
Limpes suas patas –
Antes de adentrar na minha vida

Se for para chegar
Que chegue leve, suave
Cheirosa, aquosa
Despreocupada, apaixonada
Completamente nua
(minha e sua – nossa)

Não, não são entraves
São só limites.

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Aquele que te amava

Eu era só aquele que te amava
Em qualquer tempo ou lugar
Na frente de tudo
Na frente de todos
Diante de mim

Eu era só aquele que te amava
Que esperava por um sinal
Um breve olhar
Um mínimo sorriso
Para viver o meu dia

Eu era só aquele que te amava
Que comemorava tuas vitórias
Tais como se fossem minhas
E ficava eufórico em te ver crescer
E em de alguma forma te fazer feliz

Eu era só aquele que te amava
Sem julgamentos ou motivos
Sem limites ou barreiras
Amor daqueles brutais
Amor de todas as maneiras

Eu era só aquele que te amava
Que se importava
Que chorava e sorria
Que era poesia
Que era lido e guardado

Eu era só aquele que te amava
Que fazia do impossível
Sempre, sempre possível
Para te ter ao meu lado
Para te fazer feliz

Eu era só aquele que te amava

Eu era só.

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Inundação

A meteorologia avisou:
Há risco de inundação

E eu corro esse risco
Todos os dias
A teu lado
Chovendo
Ou não.

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Allegro em Fá – Opus 69

Doravante

Regência filarmônica

Minha clave é

Solfejada na cama

Lábios em chama

Sinfonia profana

Dominante sem dó.

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Asas

Eu jamais tiraria o teu chão

Sem ter a certeza de que poderias voar –

Eu já tinha visto as tuas asas!

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Fly, you butterfly!

Fly

You, butterfly!

Get as high as you can

You, fantastic butterfly!

Just fly…

I am bewittled

You are such

A butterfly!

Never wonder

Nor wander

Why

Just fly

You, incredible

You, high

You, invincible

Incredible

Beloved

Butterfly!

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Canelas secas

Confiei em ti
Ao ponto de
Confiar a ti
Meus segredos

Tornei-me
Propositadamente
Conscientemente
Vulnerável
E tu não sabes
Lidar com isso

Eu entendo…
Não caibo –
E no fundo
Tu sabes –
No que é raso
E minhas canelas
Mal se molharam:
Permanecem secas.

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Eu vou respeitar o meu coração

Eu vou respeitar o meu coração
Em qualquer situação
Em todo momento
Durante todo o tempo
Até a última hora

Nem sempre o entendo
Mas sempre o respeito
Para ele não ir embora

Guardo dentro dele coisas gigantes
Tesouros incalculáveis:
Sonhos
Pessoas
Futuro
Presente
Passado

Um pouco de tudo
Até mesmo do nada
Mas nenhum centavo
Nada do que me pode
Ser tirado

E há momentos
Em que ele não cabe dentro de mim
E foge pelas minhas mãos
Feito pichador
Que nas paredes do meu mundo
Liberta-me pintando poesias

Talvez as coisas andem
Um pouco desarrumadas
Mas nele está
Tudo que deveria estar

E quando ele se agita –
E sempre se agita –
Desarruma-me
Mas é justamente desarrumado
Completamente desarrumado
Que me sinto mais vivo
Mais no rumo
Seja lá qual rumo for

Eu já quis ter o poder
De decidir o que nele ficaria
Ou o que nele eu colocaria
Quanta hipocrisia!

Mas não…
É melhor não…
Ele tem vida própria
E eu só tenho o que chamam de razão.

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Até você

Você sussurrava
Em meus ouvidos
Feito vento leve
Feito brisa do mar…

Nunca se deu conta
Dos furacões
E tempestades
Dos maremotos
Dos rochedos
Dos raios
Dos trovões
Que causava
Bem dentro de mim

Cada palavra era um grito –
Um uivo aflito –
E eu ando meio surdo
De não mais lhe ouvir

Eu era nau
Sem rumo
E todos os rumos –
O desconhecido! –
Levavam-me
De volta
Até você.

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Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea

Pois é… Uma poesia minha minha foi selecionada. Sim… É uma editora do além mar, da terra de Fernando Pessoa, o que me deixa mais honrado ainda. O nome completo da obra é Volume V da Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea: “Além da Terra Além do Céu”. O que eu posso fazer além de agradecer a Deus, a minha família, a vocês, ao Universo?

A poesia selecionada? Vocês vão descobrir em Março, quando o livro for publicado. Não é uma poesia inédita, só para deixar claro.

E hoje, obviamente, vai ter festa! Claro que vai. Não vai ter aglomeração, claro, mas vai ter festa… Óbvio que vai. 🙂

Meus agradecimentos mais do que especiais para a Francielle Santos, autora do blog “Reescrevo me“, que veio me cutucar e me dar uma série de ideias. Sem ela, nada disso estaria acontecendo. Fran, um beijo gigante para você! Já te agradeci “ao vivo”, mas faço questão de deixar aqui o registro. Há muitas coisas boas acontecendo na minha vida ao mesmo tempo, e você é uma delas. OBRIGADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!