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Temporário

Eu sou
O que está por detrás
Das portas que não abro
O que não encaro
Nas janelas que embaço
As músicas que não escuto
Os petiscos que não degusto
Os vinhos que não abro
As conversas que não tenho
Os sentimentos que ignoro
E tudo mais que disfarço

Eu estou
Sem sede
Sem fome
Entalado
Mofado
Abismado
Atordoado
Disperso
Possesso
Compresso
Inconfesso
Puto!
E mais nada

Eu estou
O reverso
Eu estou
Ao contrário
E diante
Desse corolário
Eu estou morto
Mas esse óbito –
Valha-me, Deus! –
É temporário.

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Ademais

Quando olho para meu passado
Percebo os momentos exatos
Em que fiz demais
Tentei demais
Falei demais
Demais…

Não mais!

Porque quem eu era
Já não mais sou
Mas ainda sou
E ainda sinto
Sinto muito
Ademais.

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A coisa mais linda

De todas as coisas lindas da vida –
E na vida não faltam coisas lindas –
A vida é sempre das coisas a mais linda.

Ora feliz, ora triste
Ora crente, ora descrente
Tudo permanece, tudo existe
Tudo permeia, tudo insiste
Tudo é porque é
Tudo é vivo
Tudo pulsa
Tudo.

Tenho medo de perder a vida
Não porque tenho medo da morte,
Mas porque há muita sorte
Em se poder ter a vida.

Que os sorrisos invadam!
Que as lágrimas corram soltas!
Pois tudo é parte das coisas lindas
E do privilégio que é poder achar que são lindas
As coisa mais lindas que são a própria vida.

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Hão de florir

Na estrada
Que leva ao nada
Encontrei-te
A seguir

Na estrada
Que leva ao nada
Encontrei-te
E precisei partir

É porque preciso
Chegar
Ser
E estar
E na estrada
Que leva ao nada
Não posso existir

Mas se quiseres
Chegar
Ser
E estar
Abandona a estrada –
A mesma que leva ao nada –
E outros caminhos hão de florir.

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Obrigado

Não sei se deveria te agradecer
Por mostrar que minha fé
Meus sonhos
Meus planos
E tudo que há de maior em mim
Faz sentido dentro de ti também

Não sei se deveria te agradecer
Pelas nossas conversas sem fim
Pelos nossos sorrisos esfuziantes
Pelo brilho nos nossos olhos risonhos
Pelos toques abertamente pretensiosos
Que se fizeram sentir até mesmo em nossos corações

Não sei se deveria te agradecer
Por amar e ser amado
Por desejar e ser desejado
Por querer e ser querido
Pelos abraços que damos em nossas almas
Pelo fogo da paixão que esquenta e revigora nossos corpos
Pela total e absoluta entrega, afinal

Não sei se devo te agradecer
Por cada segundo que passamos juntos
Pela deliciosa sensação de estarmos entrelaçados diante do futuro
Por deixar que saibas quem eu sou
Por me deixar saber quem és
Por abrir as cortinas de nossas vidas

E justamente por não saber
Se devo agradecer ou não
Eu agradeço
E de ti nunca me esqueço
Pois tudo parece pouco
Diante da imensidão do que temos vivido

Eu agradeço

Eu agradeço

Na dúvida
Eu agradeço

Pelas certezas que banham nossos corações
Pelo fim dos talvezes e dos porquês
E ainda que seja redundante
Eu agradeço
Pelo direito de sentir e poder dizer que te amo

Eu te amo
E é um privilégio te amar e ser por ti amado.

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Vai com alma!

Para uns,
Nunca seremos bons o suficiente.

Para outros,
Seremos puro exagero constante.

Mas nada disso importa,
Quando a própria alma é simplesmente bastante.

Quando há alma,
Há vigor,
Força,
Intensidade,
E nunca é cedo ou tarde,
É sempre quando precisa ser.

E tudo é muito –
Intenso e muito –
E o único intuito
É o amar,
O bem querer.

Quem tem alma, tem pressa,
Abraços e beijos à beça
Para dar
Até mesmo sem ter.


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Hoje

Hoje,
Foi o melhor dia da minha vida.

E vou logo avisando:
Amanhã será melhor.

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Sorria-se!

E que dentro você se encontre

Se entenda

Se perceba

Se aceite

Se assuma

Se sinta

Se chore

Se ria

E se seja

 

Há um mundo esperando que você seja

O que nasceu para ser

Há um mundo esperando pelo seu sorriso

 

Sorria!

Dance, cante, ria…

E faça isso por você

Pois você não está sendo filmado.

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Muros ou pontes?

Uns constroem muros e outros constroem pontes.

  • O que você realmente quer para a sua vida?
  • O que pulsa dentro do seu peito quando você está em silêncio, longe dos holofotes?
  • Qual a última coisa que passa pela sua cabeça antes de dormir?
  • O que faz falta na sua vida, independentemente do que os outros achem?
  • Onde você gostaria de estar se pudesse escolher (e você pode)?

Só você tem todas essas respostas. Todas e muitas mais. Entretanto, queria aproveitar essa sexta-feira para convida-lo(a) para uma reflexão:

Será que você está não está construindo muros demais ou muros onde não deve? E aquela ponte? Por que não a constrói de vez? Por que não põe abaixo os muros  que o(a) aprisionam?

Passam os anos e mudam as estações, mas se você não muda, a realidade ao seu redor permanece inalterada. A sua visão e a sua vida são limitados tão somente pelos muros que você mesmo(a) construiu ou que deixou construírem a sua volta.

Uma excelente sexta-feira para todos! Que Deus nos abençoe!

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Do avesso

E sentado rente ao mar

As idéias ali defronte

Indo e vindo em espasmos

Em ondas e ventos

Que se misturam e se atormentam

Distorcendo o horizonte

Jazo imóvel:

Coração que sangra impecável

Diante do destino incerto

E da ferida desnecessária

Ignóbil

 

E me vejo naufragando

Nas poças que gero eu mesmo

Na esperança

Que se faz de desentendida

Feito quem acredita

E nunca alcança

 

Mas salva-me o vinho

Meu bom companheiro

E traz-me algum tipo

De ébria pujança

Que faz despir-me de mim mesmo

E perceber que ainda sou

Absoluta verossimilhança

 

E bem ao fundo

Diante do todo que se cala

Porque se declara mudo

Ouço todos os detalhes

E o quanto

Ainda acredito

Apesar dos pesares

Nas coisas boas deste mundo

 

E ainda sentado rente ao mar

Eis que as ondas cessam

O sol se abre

E a miudeza desaparece:

Foi só um susto –

Declaro –

E agora já não me desconheço

Porque sou e quero o mesmo de sempre

Por fora

Ou mesmo quando estou do avesso.

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