O sol não pergunta:
apenas retorna.
Mesmo depois
de noites mais densas,
ele atravessa o horizonte
sem memória do escuro.
Há algo nisso.
Não promessa,
não certeza:
apenas o fim
daquilo que se repetia
e ainda se encerra.
A luz toca
onde ainda não havia forma
e, sem aviso,
desenha caminhos improváveis.
Não é milagre.
É possibilidade.
E basta.
