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Tequila (2)

Talvez a felicidade seja algo tão simples
Quanto poder dormir com a consciência tranquila
(depois de alguns shots de tequila)

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Sem palavras

Você me conquistou no dia em que eu precisei ir
E sem palavras você me disse: “eu te espero”

Acabei por voltar de onde nem era o meu lugar
E sem palavras você me disse: “eu te quero”

E por fim, trocamos olhares tomando vinho no chão da sala
E sem palavras você me disse: “eu te amo”

Estou até agora sem palavras
E eu não sou de ficar sem palavras

Mas mesmo que eu tivesse todas as palavras
Meu coração resiste e ao mesmo tempo insiste
Para que eu lhe diga sem palavras: “eu também”.

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Travesseiro

Na tentativa de abafar
Com um travesseiro
Os gritos e gemidos
Que jorravam de sua boca
Em meio a todos aqueles aguaceiros
Acabou por se entregar
Ainda mais
Muito, muito mais
E fez rugir e estrondar
A cama, o quarto
E nossos corpos inteiros.

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Puna-me!

Silêncio…

Só consigo sentir os teus gemidos
Tuas coxas selaram meus ouvidos

Falar eu não consigo
E ainda assim com fúria te bendigo

Por que fazes isso comigo?

Teu ventre é um perigo
Mereço de fato este castigo?

Mereço
E pior do que isso:
Quero sempre mais

Punas-me!

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Labaredas

As labaredas que lambem os corpos

E que incendeiam os lençóis

Só fazem sentido

Quando as centelhas

São paridas pelo coração.

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Nocturne No. 20 C-Sharp Minor – Chopin

Essa noite, ouvi essa música tomando um “scotch” e dando umas baforadas em um charuto. Fez-me esquecer que eu estava nesse planeta por alguns instantes. Recomendo a experiência. Vou repeti-la. 🙂

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Foge não!

Vem cá…
Senta aqui…
Não fuja mais de mim!

Estou pronto!

Me conta tudo que eu nunca quis ouvir
Me deixa te sentir por completo
Em todas as partes do meu corpo
Em todas as minhas células
Pulsando pelas minhas veias
Não tenha dó de mim!

Cansei de te evitar
Cansei!

Vem cá, verdade…
De verdade:
Foge não!

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A Love Bizarre – Michael Hedges & Prince + Sheila E.

Conheci essa música através do mestre Michael Hedges. Sempre fui apaixonado pela letra e pelo fato dele transformar o violão em um instrumento também percussivo, passando pelas praias do New Age. Depois, descobri a versão original, que é do Prince e da Sheila E., que são de fato os compositores (dois MONSTROS por sinal).

Duas versões, dois absurdos, e dois mundos completamente diferentes. O melhor deles? Não faço a menor ideia e essa é a melhor parte. 🙂

Letra logo após os vídeos.

The moon up above, it shines down upon our skin
Whispering words that scream of outrageous sin
We all want the stuff that’s found in our wildest dreams
It gets kinda rough in the back of our limousine

That’s what we are, we all want a love bizarre
That’s what we are, we all want a love bizarre

A strawberry mind, a body that’s built for two
A kiss on the spine, we do things we never do
Swallow the pride and joy of the ivory tower

We’ll dance on the roof, make love on a bed of flower
That’s what we are, we all want a love bizarre

The moon up above, it shines on upon our skin
Whispering words that scream of outrageous sin
We all want the stuff that’s found in our wildest dreams
It gets kinda rough in the back of our limousine

That’s what we are, we all want a love bizarre
That’s what we are, we all want a love bizarre

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Urgências

De todas as urgências que tenho

Nenhuma é maior do que me ter

Porque eu não me caibo

Eu sou maior do que eu mesmo sei ser.

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Soberana

Ela não pediu minha permissão
Só segurou na minha mão
E me fez olhar para frente

Não me pediu explicação
Sem nenhum porém ou senão
Acalentou minha alma descrente

Não tocou meu corpo em vão
Fez novamente bater meu coração
Disse-me tudo que realmente sente

Invadiu-me a felicidade do seu condão
Mostrou-me que nada foi em vão
E que tudo pode um homem valente

Homem
Ela me teve como homem
E ela em mim se fez mulher
Do tipo que sabe o que quer.