Avatar de Desconhecido

Sinfonia de nós

E ao olhar para trás

Ela me via ir e vir

Indo do Gravissimo

Ao Prestissimo

Do Adagio

Ao Allegro.

Alegres

Felizes

Embevecidos

Embebidos

Em solfejos de nós.

As lacunas

Do doloroso interstício

Preenchidas com maestria:

Foi dado seguimento

Ao concerto

Da sinfonia

Do viver em nós.

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Abraços

Reconheço no que narras

Não só meus erros e defeitos

Mas braços abertos

Para voltar a ter a teu lado

Meus braços para abraçar

E hoje me senti muito amado

Me senti acolhido, abraçado

Arrependido e envergonhado

Redimido e perdoado

Presentes que ganhei de ti

Mas sei que palavras são só palavras

E que esperas que meus atos

Que o dia a dia, os fatos

Que o que sinta em meus abraços

Falem por mim e de mim

Obrigado!

Muito obrigado!

Obrigado por me tirar

Do buraco escuro onde eu estava

E por fazer eu me reencontrar em mim

Eu te amo.

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Riqueza

do canto da tua boca
escorre prata
deixei na tua boca
meu ouro

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Escolhas

Se algum dia o prazer da minha ausência falar mais baixo do que a dor da minha presença, lembre-se disso: a escolha foi toda tua.

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Socrática

Se tu visses a ti mesma

Com meus olhos

Verias que tua beleza

Não está em mim


Conhece-te!


És o universo

E também os deuses

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Confessionário

Amo a confissão das

Tuas vulnerabilidades

Tuas dúvidas

Tuas preocupações

Tuas angústias


Amo porque também estão em mim

Todos estes sentimentos

Pintados de outras cores

Com outros gostos e cheiros

E ainda assim os mesmos


Amo a confissão de que somos humanos


E assim

Humanos

Nos amamos

Porque nos confessamos

Por inteiro

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Pores do sol

Aos poucos, o calor do verão se vai,

E o fim de tarde chega feito esperança:

Brisa leve, água de coco, andanças,

Pores do sol para admirar.

No coração certezas frágeis,

Ausências sentidas,

Distâncias doridas,

E a realidade para me abraçar.

O sonho está vivo,

Viver é preciso,

E os velhos lugares me sorriem,

Me chamando para ser e estar.

E volta e meia a saudade me cutuca,

Dá o ar da sua graça e o perfume da sua nuca,

Lembranças das quais não fujo,

Lembranças que insistem em ficar.

E quem sabe amanhã ou hoje ainda,

Neste por de sol que sempre fascina,

Tudo se resolva com um simples olhar:

Posto que tudo é simples e belo com os olhos do amar.

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Braillando

Queria que você me lesse em braille:

Há trechos com acentos para lá de agudos.

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Pingos nos is

O travesseiro me chama para ti,

Para teus braços,

Teus abraços,

Teu corpo –

Descompasso! –

E eu ali só com a memória do teu cheiro,

Do teu gosto em minhas mãos.

De que adianta tudo aqui,

Se sem ti eu quase não existo?

Dou risadas falhas,

Conto piadas toscas,

Mas eu mesmo quero um único rosto

Em uma multidão de 10 bilhões!

Tu me pagas… Ah! Se me pagas!

O câmbio?

O mesmo de sempre:

Trocas entre nossos ventres,

Vinhos e beijos,

Queijos,

Desejos,

Ontem, amanhã,

Hoje,

Agora,

Aqui,

Onde for.

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Avante

Cerrei meus olhos,

Relaxei meus punhos,

E fui na base da coragem.