Avatar de Desconhecido

5 – Inveja

Aquilo que tenho quando não estou contigo

E que me faz sentir que estou sem mim

Tenho inveja de mim mesmo

Do garoto que viro

Do semblante leve

Dos sorrisos, dos papos animados

Do não ter pressa

Do não ter rumo

Do não precisar do futuro

Do saber o que é só estar ali

Do barulho do mar

Da água de coco na praia

Do protetor solar

Dos coqueiros

Da restinga

Do biquini

Da toalha que cai e me faz rir

É, eu tenho inveja de mim..

Quem sabe um dia essa inveja vire só saudade

E talvez um dia até essa saudade chegue ao fim

Seria uma pena

Enfim.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

Avatar de Desconhecido

4 – Ira

É o aperto no coração

Que faz sangrar o que não deveria ser dito

 

Perguntas sem respostas

Cartas que vão e não voltam

Monólogos compartilhados

Ansiedade que dispara

O que fica para depois

O que nunca é antes

 

É o breve

O rápido

O descuido

O descaso

A ingratidão

Os pés no chão

Ainda que com asas

 

É a espera

O aleatório prognóstico

A comida que esfria sobre a mesa

Feito amor que saiu para comprar cigarros

E nunca mais voltou

 

São as fotos

A presença distante

O gosto do beijo

O vinho e o queijo

A incapacidade de lidar

Com o sim e com o não

 

É a mão estendida

A promessa não esquecida

A loucura da solidão

O medo do escuro

A esperança de que não tenha sido tudo em vão

 

Minha ira

Casca de ferida

Mais que dorida

Que não se cura

E que está sempre pronta para virar perdão.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

Avatar de Desconhecido

3 – Luxúria

Somos eu

Somos você

Muito mais que nós

É o que nos agride

É o que nos maltrata

É a falta da pele do outro

É a falta do cheiro e do gosto

É a abundância

É a fartura

É a perda da coordenação

É vício e fissura

É o toque

É o gesto

É a saliva

É o arrepio

É roupa que cai

É o gole que enlouquece

É o despejar de vida

É a láurea de quem não padece

É a beira da praia

É a beira da cama

É a beira da loucura

É essa coisa totalmente insana

É o despertar

É o dormir

É o comer até o fim

É não deixar ir

É destino

É o inteiro e o recorte

É querer mais que querer

É a brisa fraca e o vento forte

É o corpo suado

É a alma que sacode

É a arritmia das cores

É o cachorro que ladra e morde

É a eternidade

É o viver sem temer a morte

É amor e anistia

É o não precisar de sorte

E por fim

É o Sul e o Norte

É os fatos como são

É da felicidade o passaporte

Somos eu

Somos você

Muito mais que nós.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

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2 – Avareza

Jamais quero perder-te

E se isso for defeito

Abro mão desse direito

Ponha-te a correr!

 

Mas se não for o caso

Se nada entre nós for raso

Tua fuga será destrutiva

Fuga do que é e deve ser

 

Enquanto isso

Reparo nos teus cabelos

Minhas mãos em teus seios

Por ti avarento sempre hei de ser.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

Avatar de Desconhecido

1 – Gula

Nunca me cansei de te comer

Muito menos de te beber

Gosto de abundantes farturas

Não por vício

Mas por opção

Te comer e te beber

É sempre muito bom

 

Ao ponto de assar, quase doer

Nenhuma sobra

Nenhum resto

E apesar disso

Eterno “enterro dos ossos”

Eterno comer e beber

 

Sim, é putaria

Mas quem disso vai saber?

É algo nosso

Prognóstico?

Comer e beber

Até morrer

Causa mortis?

Banquete de prazer.

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1 – Gula

2 – Avareza

3 – Luxúria

4 – Ira

5 – Inveja

6 – Preguiça

7 – Orgulho

Avatar de Desconhecido

Beijo

Beijar nunca me satisfaz

Quanto mais eu beijo

Mais eu quero beijar

Sim, é sem dúvida um vício

Posto que não sei como controlar

Beijo o beijo dos beijos

E a sua boca quero e preciso beijar.

Avatar de Desconhecido

Veneno

Esta noite

Por descaso

Pouco caso

Vergonha

Orgulho

Cansaço

E tudo mais

Que percebo

E disfarço:

 

Deixe-me

Deixe-me provar!

O veneno

Que aos poucos –

E disso eu bem sei –

Irá nos matar.

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Avatar de Desconhecido

Afogo-me

Amor é quando eu vejo

O sim e o não

Pulsando das minhas veias

E em reação

Diante de toda e qualquer presunção

Afogo-me nos teus seios.

Avatar de Desconhecido

Badulaque

Tirando a essência

De ser o que se é

O resto é puro badulaque

Por mim

Que fique

SEMPRE

Nua.

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Sopra-me, vida!

Se a vida é um sopro

Sopra-me, vida!

Quero criar e viver sonhos por aí.

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