Beijar nunca me satisfaz
Quanto mais eu beijo
Mais eu quero beijar
Sim, é sem dúvida um vício
Posto que não sei como controlar
Beijo o beijo dos beijos
E a sua boca quero e preciso beijar.

Beijar nunca me satisfaz
Quanto mais eu beijo
Mais eu quero beijar
Sim, é sem dúvida um vício
Posto que não sei como controlar
Beijo o beijo dos beijos
E a sua boca quero e preciso beijar.

Esta noite
Por descaso
Pouco caso
Vergonha
Orgulho
Cansaço
E tudo mais
Que percebo
E disfarço:
Deixe-me
Deixe-me provar!
O veneno
Que aos poucos –
E disso eu bem sei –
Irá nos matar.

Desde pequeno, sempre gostei de dar presentes. Gostava mais de dar do que receber. Não sei exatamente o porque, mas sentia e ainda sinto um prazer intenso quando consigo levar um ou mesmo vários sorrisos ao rosto alguém.
Presentes não são necessariamente bens materiais. Podem ser afagos, palavras de conforto, ouvidos atentos, abraços, beijos, etc. Só que com o tempo, percebi que verdadeiramente o maior presente que eu poderia oferecer seria estar de fato presente na vida das pessoas, compartilhando com elas momentos bons, momentos ruins… Compartilhando a vida.
E depois que se passou mais tempo, eu acabei percebendo que não é por ser um presente que necessariamente agrada. Há quem não queira ou não goste dos meus presentes. Há quem os rejeite. Há quem os despreze. Há quem ria deles. E nem por isso deixam de ser presentes. Eu sei o que há no meu coração quando presenteio. Eu sei bem o que quero e sinto quando presenteio, e isso é algo que está sempre em mim.
Confesso que cheguei a questionar essa minha “mania”. E hoje, depois de ter passado mais tempo ainda, percebi que durante a minha vida inteira eu não estava presenteando somente os outros, mas também a mim. Tudo que eu dei de presente eu sempre recebi de volta em dobro, quer seja de forma direta ou indireta, independentemente da reação de quem recebeu os presentes. E assim eu permaneço fiel ao meu propósito. Fiel ao que há de melhor em mim.
De fato, eu nunca dei presentes. Eu sempre me dei, sempre dei parte de mim e sou muito feliz assim. Mais ainda, agradeço a Deus por ter me feito desse jeito. Eu gosto de ser assim.

Amor é quando eu vejo
O sim e o não
Pulsando das minhas veias
E em reação
Diante de toda e qualquer presunção
Afogo-me nos teus seios.

Tirando a essência
De ser o que se é
O resto é puro badulaque
Por mim
Que fique
SEMPRE
Nua.

Fármaco poderoso
Cura qualquer indisposição
Use sem nenhuma moderação.

Não há espaço no meu coração para raiva
E nem para nenhum outro sentimento negativo
Eu sou mais do que isso
Eu não sou juiz
Eu sou perdão
Eu não sou um qualquer
Sou motivo e razão
Eu não sou abandono
Eu sou amor, empatia, compaixão
Eu não sou mais do mesmo
Sou mudança, solução
E não me importo com que me digam
Ou pensem de mim
Eu lido com fatos, atitudes
Não com promessas que são
Que vem e vão
Como bolhas de sabão
E hoje, quando saio às ruas
Levanto a cabeça e miro o céu
E sorrio em busca de um milagre –
E talvez esse milagre seja o tempo! –
Que aos poucos tornará suave
O silêncio
A ausência
A falta
O vazio
O que foi
E o que não foi
Em vão
E ainda assim
Nesse momento difícil
Caminho sem medo
Com muita, muita fé
Na certeza de que o milagre –
O tempo! –
Revelará o que sou
E para onde queria ir
Para onde vou
E se o vento por aí sussurrar
A minha voz, o meu cheiro
Não serão lamúrias
Mas espasmos de saudade
E talvez assim eu seja ouvido
E talvez assim eu volte a ouvir.

Meu olhar
Minhas palavras
Minha presenças
Minhas ausências
Minhas idéias
Minhas crenças
Meus valores
Minhas paixões
Meus amores
Meus quereres
Minhas companhias
Minha solidão
Meu coração
Meus cuidados
Meu zelos
Minha atenção
Minha intuição
Minha ingenuidade
Minha inteligência
Minha sagacidade
Minhas forças
Minhas fraquezas
Minhas qualidades
Meus defeitos
Minhas seguranças
Minhas inseguranças
Minhas cartas sobre a mesa
Minha transparência
Minha integridade
Meus sorrisos
Minhas lágrimas
Minhas memórias
Minhas histórias
Minhas poesias
Meus antes
Meus agoras
Meus futuros
Minhas incertezas
Minhas vontades
Minhas necessidades
Minhas ansiedades
Minhas piadas
Meus sarcasmos
Meus vacilos
Meus furos
Meus acertos
Minhas verdades
Minha gratidão
Minha dignidade
Minhas idas
Minhas vindas
Meus adeuses
Minhas saudades
Meus toques
Minhas carícias
Meus beijos
Meus abraços
Meus gostos
Meus sabores
Minhas loucuras
Minha sofreguidão
Minha comichão
Meu tesão
Minhas delícias
Meu cheiro
Meu suor
Meu corpo
Meus fluidos
Minhas vísceras
Essas são minhas únicas armas
É que na vida é assim:
Cada um usa o que tem
Para conquistar o coração de alguém
Sendo que não sou de me dar em pedações
Para caber no que me é aquém.

– Amor, eu estou bem nesse vestido? – pergunta a mulher, curiosa.
– Está sim! – responde o marido, sem prestar muita atenção nos detalhes.
Momentos depois…
– E nesse vestido Laranja de Marte, o que acha?
– Linda, meu amor! Linda!
– E nesse vestido salmão. O corte é um pouco diferente dos outros… O que acha?
– Foi o melhor até agora, meu amor! Sensacional!
….
– Vamos?
– Olha só… Eu sei que você não precisa usar sutiã, mas está marcando muito… Suas coxas de fora… O vestido está muito curto. Volta lá e troca isso, vai…
– Eu te mostrei todos os vestidos…
– Ok, mas só agora eu vi. Eu tenho ciúmes de você, po! Não quero deixar os outros babando!
– Mas você sabe que eu sou sua…
– Sei. Por isso mesmo… Faz isso por mim?
– Só se quando a gente voltar para casa você aproveitar, usar e abusar de tudo que te deixa enciumado…
– Eu já faria isso sem você pedir…
– Eu te amo!
– E eu também!
Moral da história: homens protegem suas fêmeas. Diferencie quem te ama de quem te exibe ou te quer só por ter. O amor está nos detalhes.

Havia uma vale enorme
Um abismo intransponível
Entre vontades e desejos
Amor e paixão:
A ousadia do discar
Mas e se não atender?
Mas e se atender?
Custa tentar?
Mas e se não houver assunto?
Mas e se tudo for assunto?
Não vale arriscar?
Mas e se quiser culpar?
Mas e se quiser perdoar?
Nem assim vale arriscar?
A distância deve ser desfeita
A presença deve ser refeita
O amor não precisa ser perfeito
Só é preciso amor para se amar.
