Avatar de Desconhecido

Chama despida

Teu lábio quente na minha pele desliza,
Desperta o fogo que queima o lençol,
Teu sussurro suave é como a brisa,
Que nos consome antes do pôr do sol.

Minhas mãos te buscam nas sombras escuras,
No compasso lento de uma respiração,
Nossas bocas provam texturas puras,
Na urgência extrema da nossa atração.

O suor brilha no escuro do quarto,
Nesse ritmo louco que nos conduz,
De cada traço teu eu nunca me farto,
Sendo teu corpo minha única luz.

Avatar de Desconhecido

Incêndio

Nos teus braços, chama.

Tudo em mim se incendeia.

O peito desperta.

Ali o amor se revela,

vasto como um céu em brasa.

Avatar de Desconhecido

Ausência viva

Tua falta arde

pelas frestas da madrugada:

meu corpo vigia.

Avatar de Desconhecido

Eriçada

Te lembro nua em nossa cama,

Enquanto minha fala jocosa implicava:

“Estás com frio? Estás eriçada!”

A mordida em teus próprios lábios me respondeu sem palavras,

Que eras e querias ferro em brasa,

E que de frio em ti não havia ou cabia absolutamente nada.