Não acendo por pedido,
não apago por ausência.
Sou carne em brasa,
sou pulso que ruge,
sou presença que rasga o escuro
mesmo quando não sou visto.
Ninguém me desliga.
Eu ardo.

Não acendo por pedido,
não apago por ausência.
Sou carne em brasa,
sou pulso que ruge,
sou presença que rasga o escuro
mesmo quando não sou visto.
Ninguém me desliga.
Eu ardo.

Nos teus braços, chama.
Tudo em mim se incendeia.
O peito desperta.
Ali o amor se revela,
vasto como um céu em brasa.
Tua falta arde
pelas frestas da madrugada:
meu corpo vigia.

Nos domingos, as cores são outras.
O verde é da Heineken e da salada com folhas para lá de frescas (com tomate cereja, por favor).
O amarelo é da batata frita, da farofa.
O branco é do arroz (que eu não como, mas que não pode faltar).
O rosa é da carne mal passada, quase ao ponto (ao ponto de alguém reclamar que está “crua”).
O preto é do carvão, que aquece e acolhe, que traz vida.
Mas o vermelho… Este é de paixão, do amor, do desejo, dos sonhos e dos beijos, da vida, do hoje, do ontem e do amanhã.
Um brinde aos domingos!
Nos domingos, além da carne, o fogo a alma queima.

Te lembro nua em nossa cama,
Enquanto minha fala jocosa implicava:
“Estás com frio? Estás eriçada!”
A mordida em teus próprios lábios me respondeu sem palavras,
Que eras e querias ferro em brasa,
E que de frio em ti não havia ou cabia absolutamente nada.

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