Meu coração
É tua querência
Tua terra
Teu chão
…
Meu coração
Já é todo teu
E nele eu resisto
Feito bolha de sabão
Meu coração
É tua querência
Tua terra
Teu chão
…
Meu coração
Já é todo teu
E nele eu resisto
Feito bolha de sabão
Trust me, my love
When I say yes to things
I should have said nay
It is not because I fear
Being alone, all by myself
It is a love statement
An open declaration
That I love you more
Than our differences
Or circunstances
…
But, my love
If you see any weakness
In what I do
Let me warn you:
I love you
And if what I concede
Is not perceived
As a love gesture
I will just pack
And follow the steps
Towards my principles
Even if they take me
Away from you.
E foi no último café
No último trago
Do último cigarro
Que a vida virou cinzas
E se desfez a cortina de fumaça
Pertencer
Ser
Tecer sem tear
Com o olhar
Com o gesto
…
Na urdidura do amor
Para tecer
Só é preciso amar
Saí para comprar cigarros
E voltei
Foi assim que descobri
Que é amor
Reconheço no que narras
Não só meus erros e defeitos
Mas braços abertos
Para voltar a ter a teu lado
Meus braços para abraçar
…
E hoje me senti muito amado
Me senti acolhido, abraçado
Arrependido e envergonhado
Redimido e perdoado
Presentes que ganhei de ti
…
Mas sei que palavras são só palavras
E que esperas que meus atos
Que o dia a dia, os fatos
Que o que sinta em meus abraços
Falem por mim e de mim
…
Obrigado!
Muito obrigado!
Obrigado por me tirar
Do buraco escuro onde eu estava
E por fazer eu me reencontrar em mim
…
Eu te amo.
do canto da tua boca
escorre prata
deixei na tua boca
meu ouro
Se algum dia o prazer da minha ausência falar mais baixo do que a dor da minha presença, lembre-se disso: a escolha foi toda tua.

O amor morre. Morre no silêncio. Não há sepultamento e muito menos atestado de óbito. Partes do cadáver ficam pelo chão.
O amor morre nas lonjuras. Não nas distâncias físicas mas nas psíquicas. Nas que só vivem quando há, quando existe amor.
Minha cabeça se apoia na coluna do bar ao lado de minha mesa. Finjo que saboreio a moça que me olha, enquanto gin que está na minha mesa esquenta. Finjo. Um, dois, três segundos… Minutos… Horas. Parece funcionar para a multidão que me olha em fúria: cadê aquela filha da puta que você ama?
Saco do fundo do baú aquele olhar sexy, aquele comentário picante. Ela quer me dar, mas ela não é ela. Ela não tem o gosto e o cheiro de quem eu quero que me afogue. Ela nunca teve do meu caralho a posse. No máximo um “válido por duas horas”. Nada mais.
Dou um trago no cigarro de um amigo. Lembro-me dela em minha cama. Tenho una ereção infinita. Só ela sabia fazer isso com minha pica. Gozar litros. O teto, a parede, o chão. Não vejo nada parecido com ela ao meu redor, e me lembro que ainda que eu não esteja só, dentro dela não estou.
A noite corre solta. Não saio daqui sozinho. Procuro o meu ninho. Aonde você está, cachorra? Me dá seu pescoço! Me deixa rouco de te ouvir gritar.
