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Bolha de sabão

Meu coração

É tua querência

Tua terra

Teu chão

Meu coração

Já é todo teu

E nele eu resisto

Feito bolha de sabão

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Trust me

Trust me, my love

When I say yes to things

I should have said nay

It is not because I fear

Being alone, all by myself

It is a love statement

An open declaration

That I love you more

Than our differences

Or circunstances

But, my love

If you see any weakness

In what I do

Let me warn you:

I love you

And if what I concede

Is not perceived

As a love gesture

I will just pack

And follow the steps

Towards my principles

Even if they take me

Away from you.

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Cinzas

E foi no último café

No último trago

Do último cigarro

Que a vida virou cinzas

E se desfez a cortina de fumaça

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Tecelão

Pertencer

Ser

Tecer sem tear

Com o olhar

Com o gesto

Na urdidura do amor

Para tecer

Só é preciso amar

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Voltei

Saí para comprar cigarros
E voltei

Foi assim que descobri
Que é amor

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Sinfonia de nós

E ao olhar para trás

Ela me via ir e vir

Indo do Gravissimo

Ao Prestissimo

Do Adagio

Ao Allegro.

Alegres

Felizes

Embevecidos

Embebidos

Em solfejos de nós.

As lacunas

Do doloroso interstício

Preenchidas com maestria:

Foi dado seguimento

Ao concerto

Da sinfonia

Do viver em nós.

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Abraços

Reconheço no que narras

Não só meus erros e defeitos

Mas braços abertos

Para voltar a ter a teu lado

Meus braços para abraçar

E hoje me senti muito amado

Me senti acolhido, abraçado

Arrependido e envergonhado

Redimido e perdoado

Presentes que ganhei de ti

Mas sei que palavras são só palavras

E que esperas que meus atos

Que o dia a dia, os fatos

Que o que sinta em meus abraços

Falem por mim e de mim

Obrigado!

Muito obrigado!

Obrigado por me tirar

Do buraco escuro onde eu estava

E por fazer eu me reencontrar em mim

Eu te amo.

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Riqueza

do canto da tua boca
escorre prata
deixei na tua boca
meu ouro

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Escolhas

Se algum dia o prazer da minha ausência falar mais baixo do que a dor da minha presença, lembre-se disso: a escolha foi toda tua.

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Cachorra

O amor morre. Morre no silêncio. Não há sepultamento e muito menos atestado de óbito. Partes do cadáver ficam pelo chão.

O amor morre nas lonjuras. Não nas distâncias físicas mas nas psíquicas. Nas que só vivem quando há, quando existe amor.

Minha cabeça se apoia na coluna do bar ao lado de minha mesa. Finjo que saboreio a moça que me olha, enquanto gin que está na minha mesa esquenta. Finjo. Um, dois, três segundos… Minutos… Horas. Parece funcionar para a multidão que me olha em fúria: cadê aquela filha da puta que você ama?

Saco do fundo do baú aquele olhar sexy, aquele comentário picante. Ela quer me dar, mas ela não é ela. Ela não tem o gosto e o cheiro de quem eu quero que me afogue. Ela nunca teve do meu caralho a posse. No máximo um “válido por duas horas”. Nada mais.

Dou um trago no cigarro de um amigo. Lembro-me dela em minha cama. Tenho una ereção infinita. Só ela sabia fazer isso com minha pica. Gozar litros. O teto, a parede, o chão. Não vejo nada parecido com ela ao meu redor, e me lembro que ainda que eu não esteja só, dentro dela não estou.

A noite corre solta. Não saio daqui sozinho. Procuro o meu ninho. Aonde você está, cachorra? Me dá seu pescoço! Me deixa rouco de te ouvir gritar.