Até ontem
Eu não tinha nem do que reclamar
Você chegou
E agora até do que reclamar eu tenho.

Até ontem
Eu não tinha nem do que reclamar
Você chegou
E agora até do que reclamar eu tenho.

Uma boa conversa
É melhor do que sexo
Uma boa conversa
É sexo.

Não é na tua presença que te noto
É na tua volta
Eu revivo.

Deixes-me ver
Entre as frestas do teu coração
Quero ver se me acho
Se me encaixo
Se caibo de fato em ti.
Tu cabes em mim – reafirmo
Como posso ter certeza?
Tola…
Não há vida sem coração.

Eu nunca quis ser o maior
Eu só queria ser
Querendo você ou não
Hoje
Eu sou
E você nem aparece
No meu retrovisor.

Silenciou-se o canto
Silenciou-se o pranto
No seu rio de lágrimas
Suicidou-se, morreu.
Não acharam o corpo
“Dessepulto!” – disse o puto
Melhor assim
O cadáver não endureceu.
Disseram que era doce
Que diferença faz agora?
Já não voa mais a rola
Pombas – nunca antes isso me aconteceu!

Prolixo? Talvez…
Assumo!
Fiel ao que sinto.

Sem procurar nada
Acabei encontrando o que eu nem sabia que queria
Melhor assim… No susto!

Está com a faca e o queijo na mão…
Só que a goiabada é minha.

Outra autoral para não variar um pouco. 🙂
A Buzina
Deixe-me beber meu vinho em paz
Eu paguei por isso
Não comprei a uva, eu bem sei
Mas dos frutos dela desfruto
Ainda é cedo por aqui,
Mas não para quem não dormiu
Que hoje não me perturbem as testemunhas
Nada vi e nada quero ver
Há momentos assim
Menos frequentes do que eu gostaria
Onde sinto prazer em sofrer
Nada que mais um trago não cure
A buzina ensandencida
É de quem ainda não bebeu
Provavelmente até dormiu bem…
De que lhe valeu tudo isso?
O meu vinho preferido?
O que eu estou bebendo
Sou enólogo apenas da minha vida
Só faço questão disso
Que haja fartura de uvas
Ainda que haja verdade
Bem longe do vinho
Não quero, não vou
Eu vinho, tu vinhas…
Continuo esperando.
Meu Deus…
Que porre essa buzina!
