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Afasia sentimental

Ando pelas ruas procurando o teu rosto

Tentando sentir o teu perfume

Talvez ouvir a tua voz

Quem sabe?

 

Eu sei

Não estás aqui

Não sei onde estás

Mas isso não encerra minhas buscas

 

Em outros rostos

Em outros perfumes

Em outras vozes

Eu me afundo

E te esqueço

Por não mais que alguns segundos

 

E depois, sinto-me traído

Nem um pouco embevecido

Não houve amor ou prazer

Não houve o que me faz te querer

 

E sigo nesse rotina fatigante

Quem sabe, um dia…

Na esquina da minha teimosia

Eu te encontre?

 

Ou quem sabe um dia

Quando formos apenas almas

Cercados por anjos a baterem palmas

Possamos nos reencontrar e viver

Curados dessa sentimental afasia.

ANJOS_DO_AMOR1

 

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Fecha a conta!

Se há uma cor que nos representa?

Vermelha

 

É sangue

É amor

É paixão

É comichão

 

Sim…

Comi no chão

Comeria onde fosse

Como fosse

Quando fosse

O importante são

Os sabores

Os temperos

Os destemperos

Os exageros

A cor vermelha

Que você me trouxe

 

Bem ou mal passada?

Ao ponto

Vermelha

Para escorrer em mim

Me inundar de prazer

E deixa-la ruborizada

Vermelha

Envergonhada

Da sua explosão

Da nossa depravação

Do puro prazer

 

Não se trata de

Querer ou não querer

Estou com fome

Quero comer você

 

Fecha a conta, garçom!

Ou seremos presos

Por mostrar de verdade

O que é sobre a mesa

 

Vermelha

Nossa cor é

Sempre vermelha

Nossos corações

No ponto

Banquete indecente

Eu e você.

carne-ao-ponto

 

 

 

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Bendito Gräfenberg!

Tolos… O ponto G fica nos ouvidos!

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Fica sempre um pouco de perfume…

A expectativa que geramos é o primeiro passo em direção à frustração. Não crie espectativas. Faça pelo prazer de fazer. Esta já é a sua recompensa.

E lembre-se: “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas.”