Um dos piores desfavores que as religiões fazem para seus seguidores é representar Diabo de maneira arquetípica: chifres, rabo, fogo, cheiro de enxofre, etc.
Mas não é este mesmo Diabo descrito como o Príncipe das Mentiras? E assim sendo, não poderia ele mesmo se apresentar de maneira que fugisse ao seu arquétipo justamente para não ser reconhecido?
Parece-me óbvio que o diabo está em botecos cheios de pessoas caindo pelo chão, casas de prostituição, surubas em geral, mas não será esta uma visão simplista? O que o diabo tem a ganhar nestes lugares, já que as pessoas que lá estão já sucumbiram às trevas?
Minha argumentação tem um único objetivo: mostrar que as coisas não são tão simples quanto parecem. O Diabo não está apenas nos lugares óbvios que mencionei. É possivel encontra-lo em situações cotidianas. E ao encontra-lo, ele provavelmente não terá a aparência arquetípica. Talvez não se manifeste como ou seja o que se espera da personificação do mal. Talvez seja apenas uma serpente silenciosa, que entra na vida das pessoas como quem deseja a elas tudo de bom. Como um amigo, um amor, um mentor, ou de qualquer maneira que possa seduzir, desviar e inflar o ego de suas vítimas. E tudo isso apenas para ganhar a confiança, o amor, e logo depois deixar as vítimas no chão, sem esperança, sem dignidade, bem longe de Deus.
Portanto, é bom repararmos nos detalhes e não nas aparências. Reparar nas atitudes e não nas palavras (palavras são NADA para o Diabo). No que de fato é e não no que é vendido ou prometido.
O Príncipe das Trevas só tem o poder que é voluntariamente fornecido a ele, de maneira consciente ou não. Fiquemos todos atentos, então, e cada vez mais perto de Deus para que não sejamos enganados ou iludidos pelo Príncipe das Mentiras.
Se Jesus voltasse hoje, será que o reconheceríamos? Ou será que estaríamos mais preocupados com o que os grupos de WhatsApp, a Globo News, a Jovem Pan e os “digital influencers” falariam dele? Será que questionaríamos se ele é de direita ou de esquerda, ou mesmo se é preconceituoso ou racista?
Em suma: será que estamos preparados para a volta de nosso salvador?
Tuas lágrimas não são motivo de vergonha. Tua dor merece todo o respeito do mundo. Teu receio do futuro é mais do que justificável. Teu medo de que tudo se repita é plausível. Tu estás ferida, machucada, com o coração apertado, e não há como fugir disso. Simplesmente não há.
Quanto mais resistires, pior será. Quanto mais evitares esta onda de sentimentos lancinantes, mais agudos eles se tornarão, e não irão embora enquanto não realizarem dentro de ti a proposta divina e universal da mudança.
Mudança necessária! Não estás vivendo tudo isto por acaso. É imperativo que acredites que a vida está a chamar-te para viver em um novo patamar, que não pode ser alcançado enquanto a dor, que ora age como implacável e rigoroso professor, atinja dentro de ti os seus objetivos.
Sê forte! Tem fé! Acredita na transformação necessária para que chegues ao teu destino. E quando lá chegares, não te esqueças das lições. Aprenda com teus erros e faça de tudo a teu alcance para que eles não se repitam.
É o que te desejo do fundo do meu coração, porque comigo foi exatamente assim. Só quando me entreguei para o que eu sentia e cheguei ao fundo do poço é que me dei conta de que o Deus que tira é o mesmo Deus que dá. Havia um propósito em minha aparente queda. E assim como no meu caso, Deus está trabalhando em tua vida. Tenha fé nisto.
Tu és uma obra de Deus e toda obra de Deus é perfeita. Repousa durante a noite, quando tudo parece ser 100 vezes pior do que realmente é, tendo a certeza disto. Deus é contigo hoje, agora e sempre.
Muito bom o texto. Não somos a salvação de ninguém e “amar por pena” ou por qualquer outro motivo que não seja amor é degradante. É tirar dos dois a possibilidade de serem felizes.