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Desafios são oportunidades

Eu me lembro que quando comecei a trabalhar, em um belo, dia a minha gerente me disse: “temos um problema”. Foi assustador ouvir isso. Na minha percepção, a palavra problema trazia consigo uma carga muito, muito negativa, ao ponto de causar até uma certa paralisia. Acabamos por resolver o tal problema, mas a impressão que fiquei com relação à palavra permaneceu.

Alguns empregos depois, tive um gerente sueco que me chamou em sua sala e disse: “Estamos diante de um desafio…” e explicou todos os detalhes. A palavra desafio, ao contrário da palavra problema, me tocou de maneira diferente. O desafio eu tomei como algo pessoal, ainda que fosse uma questão corporativa. Era como se meu chefe estivesse me dizendo algo do tipo: “você pode, você consegue”. Nem preciso dizer que virei noites por conta própria para vencer o tal desafio, não é mesmo? Aquilo mexeu comigo. Eu fui desafiado, e isso tirou o melhor de mim.

O tempo passou e comecei a gerenciar pessoas. Como bom aluno, aprendi a lição. Nunca falei com meu time sobre problemas. Sempre eram desafios, coisas que precisávamos resolver juntos. E isso também dava a eles a percepção que eu tinha: éramos parte da solução e não o problema propriamente dito.

Durante esse processo, acabei por interiorizar esse conceito de tal forma que ele também passou a fazer parte da minha vida pessoal e de como eu encaro as questões que a vida me propõe. E fui mais longe… Percebi que quando a vida me dava um desafio (e desafios surgem todos os dias), é porque já existia em mim o poder, a força, a determinação e o conhecimento necessários para começar a supera-lo. E mais… Também percebi que se um desafio aparecia de forma constante em minha vida, é porque a minha estratégia para supera-lo estava equivocada. Era a hora de parar, dar um passo atrás e pensar: “O que posso fazer diferente? Por que estou não estou avançando?” E com pequenos ajustes, acabei me vendo capaz de fazer coisas que antes eu achava impossíveis. Literalmente.

Moral da história: a vida, em todos os seus níveis (pessoal, profissional, etc.), não é fácil. Entretanto, a maneira como lidamos com as questões que surgem é que define os resultados que alcançamos. Se eu pudesse dar uma sugestão para alguém que se encontra “empacado” em qualquer aspecto de sua vida, eu diria para mudar a forma de encarar o que está acontecendo. Não é um problema. É uma oportunidade, um chamado, e uma forma de ser ou de desenvolver o que cada um tem de melhor dentro de si.

Problemas nos paralisam e sem desafios estacionamos. E a vida só faz sentido quando estamos em movimento. Sempre.

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Inquietude

Na segunda-feira, dia 15/04/2019, durante uma breve caminhada, as minhas velhas e queridas sandálias Havaianas soltaram as tiras. Foram 10 anos de um relacionamento intenso, vencido pelo cansaço. Ela descansou em paz.

Piadas deixadas de lado, me vi descalço, no meio de uma rua movimentada de minha cidade, e fiquei sem saber o que fazer. Até que me dei conta que havia sandálias bem perto de mim, penduradas em um mostruário na frente de uma farmácia.

Mesma cor, mesmo número, e segui em frente. Foi fácil. Eu tinha um cartão de crédito. Apenas mais um causo para ser contado, não fosse por um pequeno detalhe: eu não era o único sem sandálias naquela rua. Logo na saída da farmácia, havia um mendigo descalço. Não era eu, felizmente, mas isso me incomodou de uma forma que eu não consegui entender no momento.

Em casa, me dei conta do quanto foi fácil resolver a questão. Talvez menos que cinco minutos. E o mendigo? Resolveu a sua questão? Tinha consciência de que havia um problema para ser resolvido? Acostumou-se a viver sem uma solução? Por que eu tinha uma sandália e ele não?

Eu não consegui obter uma resposta minimamente satisfatória. Tentei pensar em todas as “possibilidades possíveis”, e me deparei com uma verdade aterradora: eu era um privilegiado. Eu tinha. O mendigo não tinha. E o mundo seguia em frente assim mesmo. Era assim.

E me senti devedor do mundo. E me lembrei que pago meus impostos, que também deveriam servir para combater a mendicância, a pobreza. E me lembrei das discussões religiosas e políticas sobre o assunto. Só que no meu coração não funciona na base do “eu já fiz a minha parte”. Há uma parte muito forte em mim que não se contenta em ver o errado, mesmo que eu tente fazer ou já tenha feito a minha parte. Eu sou um inconformado.

Dizem que a maturidade e a sabedoria vem com o tempo. Acredito, mas a minha inquietude só aumenta. É preciso fazer algo sobre isso. Não sobre a minha inquietude (eu a aceito como uma qualidade), mas sobre as mazelas do mundo, inclusive as minhas. A questão não é sentir culpa, mas como cidadão do mundo, é óbvio que carrego alguma.

Há um chamado dentro de mim para fazer coisas maiores do que já fiz e faço. Ainda estou tentando decifra-lo. Não quero calçar o mendigo. Quero mesmo é acabar com a mendicância. Sonho grande demais? E quem disse que tenho que sonhar pequeno?

Vou fazer a minha parte em pequenas doses. Em troca eu só quero uma coisa: nada. Para mim, ajudar os outros é algo egoísta. Ajudo porque me incomoda. Ajudo porque isso vicia. Amenizar a dor do outro ameniza as minhas dores também. É isso. Foi o que uma sandália arrebentada me ensinou.

Em frente, sempre. Mais inquieto ainda.

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Cantando alguma canção

Meus sonhos são grandes demais

Para ficarem em compasso de espera

Anestesiados e iludidos

Por desculpas que não são minhas

E por problemas que não são meus

 

Sinto que perdi parte de minha vida

Sendo empático, pouco prático

Fingindo não ver o óbvio

Com receio de admitir o engano

E simplesmente seguir em frente

 

Havia sempre aquela coisa do

“Não é possível! Não é possível!”

E ferido, cansado e atônito

Buscava por alguma explicação

Dessas que nunca se recebe

 

A vida é como é

As pessoas são como são

O erro não é querer muito

Mas esperar muito do nada

E achar que o nada é tudo

 

É preciso coragem para admitir

Que foram feitas apostas erradas

E que em um jogo de cartas marcadas

Quem joga honestamente

Não tem a menor chance de vencer

 

Felizmente, acaba por chegar o cansaço

E as fichas invariavelmente caem –

Não há como delas fugir –

Aliás, fugir não é necessário

É imperativo deixar a verdade emergir

 

Quando se diz não para a mentira conveniente

As palavras se tornam só palavras

Palavras feitas de nada

Não mais é preciso que façam sentido

A necessidade de seu entendimento se cala

 

A vida segue em frente

E há na frente melhores dias

Dias de verdade, sem súplicas

Dias sem a necessidade de clamar

Pelas coisas simples do coração

 

E sim, eu aprendi a lição

E ao invés de nadar em raiva

Sou puro amor e perdão

É nisso que sou melhor nessa vida

E sigo em frente cantando alguma canção.

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Estou vivo!

Estou vivo!

 

Há um calçadão de pedra portuguesa

Chamando por mim lá fora

Há a brisa do mar

Há a água de coco

Há luz do Sol me abraçando

Há amigos para me acompanhar

Há até banho de mar!

 

Tenho me sentido tão rico

Nessas coisas cotidianas

Tenho doado sorrisos

Beijos e abraços

E só posso dizer que estou extremamente grato.

 

Um bom dia para todos que sabem, como eu, que a felicidade não pode ser comprada com dinheiro, e que cada dia longe de si mesmo, no emaranhado das tolices do que não é essencial, é um dia perdido.

 

BOM DIA!!!

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Todos os sonhos do mundo

Sigo de cabeça erguida

Ainda que não saiba exatamente

Para onde vou

 

É que tenho certezas tão grandes

E crenças tão absurdas

Que não posso me dar ao luxo

De ignorar tudo que eu já sei

E permanecer onde estou

 

Há um senso de urgência

Um furor poético e fático

Uma necessidade de vida

Que nunca antes experimentei

 

É que me dei conta

Que hoje pode ser

Meu último dia –

Eu simplesmente não sei!

 

E problemas que vi tão grandes

Se tornaram menores

Barreiras intransponíveis

Desmoronaram

E tudo porque eu decidi

Que de agora em diante

Tudo vai ser assim:

Não mais sobre o que eu perdi –

Ou nunca tive –

Mas sobre o que pode estar adiante

No quebrar  da esquina

Logo ali

 

Podem até chamar de egoísmo –

Não me importo! –

Mas de agora em diante

Eu vou mesmo é pensar mais em mim.

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Em mim

– Se tu me amas, oferece AGORA o que de mais valioso tu tens!

– Mas já estou oferecendo!

– Como assim? Não vejo ouro, prata, diamantes… Do que falas, afinal?

– Ah! Minha amada… Falo do que não podes ver! Falo do intangível, do impalpável, do impagável, do imperecível! Falo do ouvido atento, dos beijos que te dei em pensamento… Falo dos abraços que inquestionavelmente e incondicionalmente te abraçam, da saudade que transformo em prece ou em ode pela tua vida, pela tua felicidade… Falo do que faço quando não estou diante de ti ou mesmo diante dos que nem sabem que tu existes… Falo da minha existência, da minha consciência e de tudo – de todas as coisas – que me fazem ser teu… Falo de um amor que transcende tempo e distância, de uma vida que, mesmo sendo minha, também é tua… Falo dos sonhos, que tenho por ti e por mim… Falo dos sorrisos que me roubas sem saber que o fazes… Falo do desejo e do fogo que aquecem meu corpo, das fantasias que só podem ser realizadas por ti… Falo de eu te achar a mais linda de todas, ao ponto de achar que as outras sequer existem… Falo do tempo que nunca mais volta, e de todas vezes que, diante das maiores tempestades e infortúnios, eu conscientemente te escolhi… Falo de mim, como se eu fosse parte de ti… Ah! Minha amada… Isto é tudo que tenho para te oferecer, e falo com meu peito aberto e meu coração em tuas mãos. Eu te amo. Esse é o ouro, a prata e os diamantes que tenho a oferecer.

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De flor em flor

Desejando o bem

Sigo meus caminhos

E ainda que toda e cada rosa

Tenha seus espinhos

Gotas de sangue –

Imperceptíveis! –

Escorrem de meus dedos sem dor

 

Mas o perfume da flor

Ah! Esse sim é como o amor!

Maior do que tudo –

E ainda mesmo que seja tudo –

É único de flor em flor.

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Tudo na vida é uma opção

Fugindo dos olhos

Da voz

Do toque

 

Mantendo-se distante

Olhando de longe

Ou mesmo nem olhando

 

O Sol

A Lua

O mar

Não precisam de anuência para existir

 

Há coisas que simplesmente existem

E que são como são

 

A recusa

A negação

O não dito em detrimento do sim

O sim dito no lugar do não

 

E a vida passa…

Cheia de possibilidades

De escolhas

Tudo na vida é uma opção

 

E diante de toda mentira explícita

Há uma verdade enclausurada

Clamando por atenção.

verdades

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Muros ou pontes?

Uns constroem muros e outros constroem pontes.

  • O que você realmente quer para a sua vida?
  • O que pulsa dentro do seu peito quando você está em silêncio, longe dos holofotes?
  • Qual a última coisa que passa pela sua cabeça antes de dormir?
  • O que faz falta na sua vida, independentemente do que os outros achem?
  • Onde você gostaria de estar se pudesse escolher (e você pode)?

Só você tem todas essas respostas. Todas e muitas mais. Entretanto, queria aproveitar essa sexta-feira para convida-lo(a) para uma reflexão:

Será que você está não está construindo muros demais ou muros onde não deve? E aquela ponte? Por que não a constrói de vez? Por que não põe abaixo os muros  que o(a) aprisionam?

Passam os anos e mudam as estações, mas se você não muda, a realidade ao seu redor permanece inalterada. A sua visão e a sua vida são limitados tão somente pelos muros que você mesmo(a) construiu ou que deixou construírem a sua volta.

Uma excelente sexta-feira para todos! Que Deus nos abençoe!

ponte

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O que você já enxergou hoje?

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