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Fiquei chato

Fiquei chato

 

Eu sei…

Repetitivo

 

Em busca de respostas

Tateando no escuro

Falando mais do que devia

Ouvindo o que não queria

 

Fiquei chato

 

Perdi o encanto

Virei pranto

Escondendo-me nos cantos

Nas sombras do que eu queria

 

Fiquei chato

 

Quando resolvi

Que precisava de certezas

Cartas sobre a mesa

Pés no chão

 

Fiquei chato

 

Quando quis materializar

Quando não quis só mais sonhar

Quando quis viver e ter

Quando quis simplesmente ser

 

Fiquei chato

 

Minhas palavras

De fato e nexo vazias

Buscando um sentido sentido

Nas palavras que você não dizia

 

Fiquei chato…

 

Mas como assim?

Amo – por você e por mim

Chato?

Não era e não sou assim.

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Indigentes

Não

Não foi acidente

Não foi desatino

Do destino

Foi aprendizado

Anseio

Ensino

Que virou ode

Canção

Hino

 

Juntos

Menina

E menino

Adultos

Escancaradamente

Ocultos

Sulcos

No coração

Na alma

Felicidade

Liberdade

Absoluto

Total

Brutal

Descomunal

Indulto

 

Não

Não foi acidente

Foi Deus sendo benevolente

Com os que sentiam fome de amar

E do amor eram indigentes.

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Maratonistas

Lembro-me da luz do sol

Invadindo nosso quarto

Por entre a cortina

Iluminando teu corpo nu

 

Lembro-me do meu corpo

Suado, também nu

Ainda ofegante

No mais completo e extravagante êxtase

 

Nosso cheiro embolado no ar

Roupa de cama molhada

Evidências incontestáveis

De fatos concretos, consumados

 

Teus cabelos bagunçados

Tuas pernas torneadas e meladas

Rios que de ti escorriam

Águas que criaste e levaste de mim

 

Lembro de te puxar-te pelos braços

Jogar-te de volta na cama

Provar novamente os nossos gostos

O mais puro e selvagem absinto

 

Lembro-me de visitar-te por dentro

Do céu da boca e de todos os outros lugares

E de novos rios intermináveis

Jorrando sobre nossos corpos lisos

 

Mas de tudo isso

Lembro-me ainda mais

Da delícia que é ser teu homem

E da delícia que é tu seres a minha mulher.

200_s

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Temo-me

Não temo a morte

Temo estar morto em vida

Em alimentar feridas

Que sequer precisariam existir

 

Temo que me falte coragem

Para seguir minha vontade

E que o que fogo dentro de mim arde

Cozinhe meu destino

 

Temo que me sobre medo

De ir, de ficar

De esperar, de avançar

Medo do que nem sei se existe

 

Temo temer

Essa é a verdade

Temo ser um grande e falso sorriso

E encontrar um medíocre abrigo

Que assassine minha esperança

 

Temo temer

Tudo que eu poderia viver

E ainda que o tempo não seja meu amigo

Não é meu maior inimigo

Posto que este já sou eu.

se-o-tempo-curasse

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The Versatile Blogger Award

versatile-blogger-award

E aí, você está concentrado, no meio de um dia pesado de trabalho, e recebe uma nomeação para o cobiçado prêmio “The Versatile Blogger Award“. Não, não se trata de dinheiro, mas de reconhecimento. Nesse caso específico, tem um sabor especial… De chocolate, digamos assim. 🙂

Eis a indicação propriamente dita:

Agora Babou – Autoria de uma pessoinha ‘deliciosa’, Fábio Ottolini. Desembaraçado, bem articulado e recheado de boa conversa. Um lugar para fazer #pitstop para um cafezinho. Os textos são descontraídos e os poemas me enchem de reflexão.

Quem me indicou? A Lu Amorim, do blog Pecados da Annalu. A indicação pode ser vista nesse post.

Eu disse que tinha sabor especial, porque a Lu é uma pessoa especial. Gosto MUITO do que ela escreve, e tenho MUITO ORGULHO de ter sido lembrado por ela.

Lu, um beijo com sabor de chocolate! 🙂

Dito isso, vamos às minhas indicações.

Os indicados ao Versatile Blogger Award devem nomear 15 blogs para o concurso e também escreverem 7 coisas sobre si ao final do post. Dessa maneira os indicados contribuem com a premiação e reconhecem os blogues que estão se destacando pelo conteúdo interessante na blogosfera.

Blogs mais do que interessantes (a Lu seria uma escolha natural, mas como recebi o prêmio dela, não vale):

vidaintensavida.wordpress.com

raquelnubia.wordpress.com

poetadagarrafa.wordpress.com – 

coloquepoesia.com.br

filmose.wordpress.com – 

electronicmaze.wordpress.com

helencoppi.wordpress.com – Por

É ÓBVIO que sigo e admiro muitos outros blogs! Esses são apenas alguns dos muitos que sigo. Há muita coisa boa na blogosfera, e falar de todos seria impossível.

Agora, as tais 7 coisas… (odeio essa parte)

1 – Toco violão e guitarra. Comecei a tocar violão clássico quando tinha 13 anos e depois fui para a guitarra. Infelizmente, não dá para ser músico no Brasil tocando música de qualidade.

2 – O nome do site é AGORA BABOU porque ele nasceu com uma proposta 100% política. Era algo do tipo “agora não tem mais jeito”. Coisa de fluminense/carioca. Depois, veio a idéia de colocar as poesias e tal. Tarde demais para mudar de nome.

3 – Trabalho com Tecnologia e Segurança da Informação. Sim, eu sou doido! Podem apostar nisso! Ganhei meu primeiro computador com 10 anos de idade (um ZX80) e nunca mais consegui me desvencilhar desses “bichos”.

4 – AMO cerveja! Quanto mais diferente, melhor. Portanto, minha preferência natural é pelas artesanais. O tipo de cerveja que mais gosto é a IPA. Não tomo NENHUMA cerveja que contenha milho (quase todas da Ambev contém).

5 – Eu preciso dos meus momentos de solidão. Não me sinto sozinho nesses momentos. Pelo contrário. Penso e sinto tudo com muita intensidade nessas ocasiões. São momentos importantes para a tomada de decisões. Conselho para as mulheres: deixem seus homens ter seus momentos de solidão!

6 – De 2016 para cá, estou indo a academia praticamente todos os dias. Uma ótima mudança para quem era extremamente sedentário. Nunca me senti tão bem comigo mesmo em toda a minha vida!

7 – “Escrevi” minha primeira poesia com 14 anos, na praia de Piratininga, em Niterói/RJ. Não sei como, lembrava-me dela por inteiro no dia seguinte, quando a transcrevi para o papel (não havia papel comigo na praia). Essa poesia está no meu blog e se chama Noite Cinzenta.

Peço aos indicados que mandem o prêmio adiante!

É isso, pessoal! Até a próxima! 🙂

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Corre!

Corre…

Repara o dano

Antes que este se torne irreparável

Antes que não se repare mais nele.

o-tempo-presente-e-o-unico-no-qual-podemos-reparar-o-passado-e-construir-o-futuro-santo-agostinho-apostolo-da-inteligencia-frase-411-8734

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Sem medo

E a gente vai…

Sóbrio ou ébrio

De pé ou de joelhos

Sorrindo ou chorando

Mas a gente vai…

 

Ir é necessário

 

Ainda que não seja por opção

Ir faz-se necessário

Em um universo de infinitas possibilidades

É um sinal de gratidão

Pelo que já foi

Pelo que é

Pelo que ainda está por vir.

epicuro-01

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Ao meu lado

Deixa assim…

Eu vivo do passado

Olhando para um futuro

Com você ao meu lado

Morrendo de rir

Três pizzas para dois

Quatro gozadas depois

Te amo

Te chamo

Vinho

Canto

Pranto

Amor sem fim

Sim, a gente é assim

Sem fim

Sem começo

Puro recomeço –

Eis o preço! –

De vidas tortas

Que bateram em nossas respectivas portas

Precisando-se, pedindo-se

Necessitando-se…

Sim, vamos esconder

O que a vida nos prometeu:

Vamos nos ignorar em direitos

Defeitos

Peitos!

Falando nisso

Adoro os seus!

Exalo saudades

Das conversas sem fim

Do meu corpo suado

Colado no seu

Algo sem igual

Algo só meu e seu

Já mencionei seus peitos?

Enfim…

Saudades das nossas músicas

Das cinco horas da manhã

Do seu pai pegando água

Do seu sutiã

Do calor que me esquentava

Do frio que não fazia!

Ah, meu amor!

Não pedirei nenhum favor

Peço apenas pelo meu direito

De sermos para sempre felizes

Lado a lado

Perfeitamente imperfeitos

Ah, meu amor!

Seja como o seja for –

Já disse –

Não pedirei nenhum favor

Apenas entregue-se ao que sou

Ao que você é

Ao que somos

E sabemos que somos

Pura felicidade e poesia

Eis-me todo seu

Ao meu

Ao nosso

Indiscreto

Direto

Mais do que manifesto

Dispor.

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Escuta-me!

Escuta-me!

Percebe meu silêncio?

Estou aqui!

Em silêncio…

Não ouso me manifestar!

 

Palavras mil

Idéias em milhões

Resto de tudo

Náufrago de ilusões

 

Eu sei, amor protocolar

“Estou confusa”

Mas abro meu coração

Rasgo a minha blusa

Alma que sangra por um peito aberto

Completamente desnuda

 

Ah, meu amor!

Que falta faz seu cheiro

Seu sabor…

Saudades de tudo

Mudo…

Silêncio mudo

 

TUDO!

 

Aquela pizza

Aquele vinho

Aquele sushi

Tudo ali!

Saudades do que está de fato perto

Estou vivo

Você também

Estamos aqui!

 

Queria eu que fosse

Um passado esquecível

Mas nosso amor, outro nível

Inquestionavelmente crível!

Aquieto-me diante do meu infindável pranto

 

Mas é assim…

Tantas coisas para lembrar

Um futuro para achar

Dentro de um pretérito imperfeito

Que na fragrância abundante e melada de um amor

Encontrou visceral e inalienável direito

De um futuro que existe sem existir

De um amor que ora renasce e ora está por vir

 

Eternamente…

 

Em nossa existência e na esperança que existe –

E resiste! –

Na nossa razão e motivo para…

 

Sem rima…

 

TUDO!!!

 

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Ame sempre!

Ame sempre!

Ame sem entender!

Ame para viver!

Ame por amar!

 

 

Ame!

Ame!

Ame!

 

 

Ame sem limites!

Ame na mais pura solidão!

Ame no por do sol!

Ame nas noites mal dormidas que virão!

 

 

Ame!

Ame!

Ame!

 

 

Não espere ser entendido

Cale-se diante da incompreensão

Quem ama tudo suporta

O amor nunca é em vão!

 

 

E quando rirem do que sente

Lembre-se que o mundo gira –

Sempre assim será! –

O amor é bálsamo para quem o sente

E penúria de quem a falta dele eventualmente sentirá.

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