Queria que fosse assim:
Eu não ligo para você
Você não liga para mim
E seríamos ligados assim:
Sem telefonemas
Não apenas um contato
Mas para sempre em contato
Conectados de fato
Sem fim.

Queria que fosse assim:
Eu não ligo para você
Você não liga para mim
E seríamos ligados assim:
Sem telefonemas
Não apenas um contato
Mas para sempre em contato
Conectados de fato
Sem fim.

Sempre fui o maior propagandista da Heineken, até mesmo quando ela não era conhecida no Brasil. De alguma forma, a bendita holandesa tinha conquistado o meu coração, e como eu viajava muito mundo afora, tinha virado meu padrão de cerveja, que eu pedia sem surpresas em qualquer lugar que fosse.
Observação: Me arrependo muito de ter feito tanta propaganda. No início, por volta de 2010, meus amigos odiavam. Achavam amarga demais. Hoje em dia, todo mundo só quer saber de Heineken e o preço dela disparou no Brasil. A Heineken virou uma espécie de “cerveja ostentação”. Há gente, inclusive, que bebe Heineken sem gostar de Heineken. Vai entender…
E lá estávamos nós, eu e ela, bebendo Heineken em um Saint Patrick’s Day. Estávamos no Madero, que oferecia chopp da Heineken e da Amstel (que também é da Heineken). Sem a gente se dar conta, uma equipe da Heineken chegou até o Madero para distribuir brindes nesse dia, o que faz todo o sentido por conta da Heineken ser uma “cerveja verde” (as latas e garrafas são verdes).
Conversa vai, conversa vem (não faltava entusiasmo, assunto e nem vontade de estar ali), e percebi que havia uma fotógrafa batendo fotos de nós dois. Era uma fotógrafa da equipe da Heineken. Fui até ela para perguntar o motivo das fotos, e ela me disse que seriam usadas no site oficial da Heineken no Brasil para falar da campanha que eles estavam promovendo.
– Olha, infelizmente você não vai poder usar essas fotos…
– Mas por quê? – a fotógrafa me perguntou surpresa.
– É que trabalhamos na mesma empresa… Não é algo que queríamos deixar exatamente público…
– Nossa… Mas vocês estão tão animados e formam um casal tão bonito… Uma pena… – e começou a apagar imediatamente as fotos de sua câmera profissional. Estava visivelmente frustrada.
Não cheguei a ver as fotos. Eu mesmo fiquei triste com o pedido que precisei fazer. Não queria, mas nem sempre a vida é como a gente quer. Mesmo assim, saímos cheios de brindes da Heineken do Madero. Definitivamente, uma noite especial.
E por que estou contando tudo isso?
1) Para que conheçam o Saint Patrick’s Day – mais detalhes aqui.
2) Para dizer que a Heineken continua sendo a cerveja não artesanal que mora em meu coração.
3) E para contar que quando você está feliz, as pessoas percebem. A nossa aura muda de alguma forma. Ficamos iluminados por assim dizer. Contagiamos os outros. Viramos até modelos por conta disso. 🙂
Bebam com moderação e em casa (nada de festinhas e bares por conta da pandemia). E, sobretudo, sejam felizes! Transbordem felicidade! O mundo fica muito melhor assim.
Cheers!

Bom, essa foi a minha primeira poesia. Mais uma autoral, portanto.
Noite Cinzenta
Que nesta noite tu esqueças,
Entre nossas diferenças,
Nossos medos e nossas
Alucinações.
Como um véu meio cinzento,
Minha sina, meu tormento,
Névoa espessa em nossos
Corações.
Em um mar cheio de luz,
Espero por ti, meu sonho.
Em um mar cheio de luz, jaz o meu
Viver.
Na linha do horizonte,
Jorra brisa, uma fonte,
Sentimento forte,
Desilusão.
Da tua boca ouço sofrimento,
Areia seca, sem alento,
Faca afiada no teu jogo de
Sedução.
Com olhar sempre viril,
Vem aqui, vem me mostrar,
Que tu és forte, mas também, tu sabes
Amar.
Força da natureza,
Estrela de rara beleza,
Cai pendente, sem causar
Destruição.
Força do infinito,
Acende a luz, atende à meu grito,
Confiante, grito de
Paixão.
Que se faça em mim,
O teu desejado.
Que se acenda em mim,
Teu fogo gelado.
Glória à ti, princesa,
Me inunda com tua luz.
Nos amamos, mas no meu coração,
Solidão.
Me digas de uma vez,
O que sentes por mim?
Me digas de uma vez,
Pois te amo.
Me digas de uma vez,
O que sentes por mim?
Me digas de uma vez,
Que me amas.
Me digas de uma vez,
Por pior que seja,
Ou possa vir a ser,
Mas simplesmente digas,
Pois teu silêncio, é como a morte
Enfim…

Uma história verídica, ocorrida na década de 1990. Os nomes dos personagens foram omitidos propositalmente.
Algumas Merecem
Ontem à noite eu comprei um botão de rosa vermelha
E a ofereci para alguém muito (supostamente) especial.
Como as palavras me faltavam naquele belo e vívido momento,
Achei que a rosa resolveria meu dilema passional.
Cartola já falava das rosas muito antes de mim
E as evidências da vida não posso negar:
Rosas são ponte Rio-Niterói de razão e sentimento,
Que levam consigo o que o medo prefere ocultar.
Esperava uma resposta positiva, um sim,
Mas um grande silêncio pairou eterno no ar.
Foi por demais triste aquele eterno momento
Pensei em fugir, mas não tinha como para casa voltar.
Sim, eu não ouvi nada e não estava surdo.
Meu Deus, alguém poderia por favor me elucidar?
Existe vida após a morte, outras reencarnações?
Demorarei vidas para esquecer a indiferença, o desprezar.
Eis que surge um nobre, rico e material adversário,
Digno da atenção da minha musa, assassina loura, vulgar.
Com poucas palavras e muito estilo, a convence:
“- Nós precisamo e devemo se amar.”
Até aí nada demais no amor da bela e a fera,
Mas uma parte importante da estória ainda está por se contar:
No mesmo bar aonde estávamos naquele exato instante,
Trinta minutos antes, estavam meu adversário e a sua respectiva titular.
Minha fogosa e cheia de memória mulher dos meus sonhos e pesadelos
Havia visto a titular com meu adversário se agarrar.
Sabia que ele era homem “casado”, quem sabe pai de família,
Mas isso a excitava e ela não pôde e nem quis se controlar.
Antes de sair ela me agradeceu pelo adorável presente…
Disse que a poria em um vaso com água para pudesse vingar.
O vaso eu imaginava de qual tipo neo-pós-impressionista seria:
Uma privada, com a descarga quebrada, cheia de ilhotas a navegar.
Saíram de carro importado levando a minha rosa,
Eu teria pelo menos um (será que existe?) objeto testemunha ocular.
Que me contaria com a maior clareza o decorrer dos fatos,
Para que eu pudesse a mim mesmo me auto-torturar.
A história foi contada com a maior imparcialidade possível, juro.
Uma mensagem quero para os Românticos Anônimos deixar:
Escolham com bastante cautela quem vocês presenteiam,
Pois se muitas não merecem, existem várias outras que não merecem também.

Foice
Foi-se
Foda-se.

És assim:
A última coisa que penso antes de morrer
Morro todas as noites
Ressuscito todos os dias
E da gaveta do meu necrotério pessoal
Onde permanecem insepultos
Tanto o bem quanto o mal
Levanto-me e não me encontro
No obituário do jornal
E nesse estado de inexistência e torpor
Morto e roto
Liberto do amor
Não sinto tua falta
De fato, nada sinto
Pois lá
Seja lá onde esse lá for
Nem tu nem eu existimos
Dia e noite
Noite e dia
Vida sem sorte
Abraça-me a morte
Nua e fria!
Esquece-me a vida
Sufocante agonia!
Inexistência de tristeza e alegria
Eu diria
Não fosse esse implacável despertador
Que todo santo dia
É meu desfibrilador
E que me lembra de sentir dor
Cirurgia de peito aberto de saudade
Sem nenhuma anestesia.

Estava tudo nos detalhes
E você ali…
Estática
Esperando por algo grandioso
Grandiosa agora é a sua saudade
Mas isso para mim é só um detalhe.

Entre ósculos e amplexos
De um amor angelical
Puro
Sem igual
Amor apaixonado
Que transcende o conceito
De certo e errado
Fodem
Fodem muito
E levam no dia-a-dia
O prazer como legado
Sempre
Costumeiramente
Abundantemente
Melados
Amam-se
Consomem-se
Fodem-se
Esquentam-se
São fogo
Combustível
Comburente –
Não se deixam amornar
Amor para foder
Foder para amar.
Sim, eu te amo
E te quero cada vez mais,
E sempre que eu te chamo
Espero que venhas diferente,
Mais pura, mais leve, mais solta,
De preferência, sem muita roupa,
Pois não haverá muito tempo para resistir.
Fecho os olhos e recebo teus beijos:
Sinto teu cheiro em mim.
E me satisfaço em saber que meu desejo
Está como veio ao mundo,
Exatamente diante de mim.
Sim, meu desejo tem voz
E nesse momento que estamos à sós,
Te possuo com gritos e berros,
Te rasgo com palavras doces,
E tudo de bom que a vida me trouxe
Eu despejo dentro de ti.
Inundo-te feito rio doce, melado,
Nenhuma destruição, só prazer.
Ao mesmo tempo que descanso,
Tua vontade eu agiganto
Beijando, sem pressa,
As portas do teu céu,
Fazendo com que teu contorno se mostre,
E minha congruência mais uma vez invoque,
Mostrando o tanto que quero em ti.
E se feito um número peço que fiques,
E que sem medo te entregues para mim,
Te mostro o que ainda não experimentaste,
E a mistura de dor e prazer em tua face
É o prêmio maior que recebo
Desse momento que vicia,
Marcando definitivamente minhas fantasias,
Quando por sobre seu ombro
Vejo o que tu não precisas dizer.
Sim, sei que te sentes mais mulher agora
E sem dúvida me sinto também mais homem.
Chegastes onde querias,
E no teu rosto, inigualável imagem:
Vejo meu prazer brilhar em ti!
Teu gosto definitivamente meu,
Como se fosse minha própria saliva,
Que sem pressa cristaliza
O quanto que ainda preciso te ter.
Sim, somos puro prazer…
E dentro de nós resta a esperança
De mais um dia, mais uma noite…
Sempre mais, cada vez mais,
Não há nada melhor do que sermos um único corpo.
