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Beijo a flor

Bem na flor eu vi

Um beija-flor

Ele a acaricia

Língua em frisson

Fervor

 

Ela não reclama

Ele volta sempre

Ela o espera

Receptiva

Sorridente

 

Cheirosa

Amarela ou rosa

Todas as cores

Pra lá de graciosa

 

Relação sincera

Do beija-flor com a flor

Existem porque se completam

Diga instinto – eu digo amor

 

Até porque ele volta sempre

Entre tantas

Vôo certeiro

Para a mesma flor.

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Esconde-me aí dentro

Esconde-me aí dentro

Está muito frio

Minha alma tão vazia

Há tempos que sequer sorrio

 

Esconde-me aí dentro

Não quero ser encontrado

Deixe-me sem pressa dormir

Em ti completamente enroscado

 

Esconde-me aí dentro

Proteja-me do que não sei

Sutura esses cortes profundos

De quando me autoflagelei

 

Esconde-me aí dentro

Como? Eu não sei

Só sei que dentro de ti

A paz eu encontrei.

lembrancas

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Missa pre mortis

Anota, grava

Com tinta que não se apaga

Escreva você mesma

Para que reconheça a caligrafia

 

De pé em sua cova rasa

A paz do dia-a-dia dia após dia

Os sinos ressoam ao longe

Requiem da sua nababesca hipocrisia

 

Anota, grava

Quem sabe lerá um dia?

Analfabetismo sentimental é grave

E não se cura com música ou poesia.

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Holometabolismo

Invade-me teu silêncio

Talvez ele me diga alguma coisa

 

Nada

 

Talvez eu esteja surdo

Talvez tu estejas muda

 

Não precisas me explicar

Metamorfoseio-me

Oiças-me mudo

Eu mudo

E vôo

Pro mundo.

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Toma!

Amo de verdade:

Eviscerei-me.

images

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Aromas e convites

Já te vejo nua

Quando ainda estás enrolada na toalha

Teu corpo exalando aromas e convites

“Me come!”, tu não dizes e eu escuto

“Chegou a hora!”, atiço-me resoluto

Vício, hábito, comichão, aceitação, resignação

E sem que eu peça

A toalha escorre pelo teu corpo até o chão

Secou-se…

Mas há de pingar em mim e derreter meu coração.

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Ávida vida

A culpa nunca é minha

É da vida

Não é das escolhas que fiz

Ou das que não fiz

É da vida

 

Não trabalho com o que gosto?

É a vida

Deixei passar meu grande amor?

É a vida

Estou fora de forma?

É a vida

 

E de fato a vida não se importa

Com o que penso dela

Do que a culpo

Porque ela é, de fato e de direito

A vida

 

Tão poderosa, maleável

Ao ponto de ser o que eu quero

O que eu permito que ela seja

Mesmo que eu só me dê conta disso

Quando estiver perto do fim

Ou bem longe do começo

 

E nesse darradeiro momento

Creio que não me servirá de consolo

Ou amenizará meu sofrimento

Culpar a vida pela vida

Que não vivi.

 

Foi-se

Perdeu-se

A culpa toda é só minha

Faltou avidez

Na minha vida.

a-vida-e-de-quem

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Você está aqui

Vejo o sol nascer quadrado

Mas não estou preso

Já meu coração…

 

Não há habeas corpus

Fuga ou rebelião

Que o livrem desta prisão

 

Carece de grades

De motivo ou razão

É involuntária tal situação

 

O crime praticado?

Amar feito um condenado

E para isso não há perdão.

heart

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Comida

Gosto

Cheiro

Calor

Tempero

Caldo

Picante

O que sou?

Comida

Sim…

Servida

E bem comida.

boca

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Uepa, IPA!

Chegou a hora

Mas não vou-me embora

Decidi que vou ficar

 

Eu já havia me decidido

Mas fizeste-me um pedido

Resolvi reconsiderar

 

Não o fiz pela tua acobreada beleza

Que de fato não põe mesa

Mas ninguém come no chão

 

Não o fiz pela tua simpatia

És de fato bem fria

Com um amargor de matar

 

Mas tu sabes que te gosto

Nos teus efeitos eu aposto

IPAra sempre vou te amar

 

Cheers!

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Para maiores detalhes: https://www.craftbeer.com/craft-beer-muses/why-are-ipas-so-popular