Cresci ouvindo ABBA por conta dos meus pais. Gostava de uma música ou outra, sendo a minha favorita “The Winner Takes It All”. Pois bem.
Lá estou eu ouvindo bandas/músicas novas (esse é um dos meus maiores hobbies), e me deparo de maneira aleatória com “The Winner Takes It All”. Eu não estava nem olhando para o telefone, mas a introdução com os teclados é inconfundível. E para a minha surpresa, um homem começou a cantar. Não era o ABBA. Era uma banda alemã chamada At Vance que regravou a música e fez o Pop virar Hard Rock/Metal.
Me chama muito a atenção a voz do Oliver Hartmann. Difícil acompanhar uma música cantada originalmente por uma mulher. Que voz!!!
A palavra de hoje é ressignificar. E como todo mundo está falando desta palavra sem se dar ao trabalho de entender o processo como um todo, resolvi meter a minha colher neste angu cheio de caroços.
Vamos começar por entender o que não é ressignificar. Ressignificar não é olhar para algo que aconteceu na tua vida e dizer que tudo é culpa ou responsabilidade do outro. O nome disso é negação.
Não é possível ressignificar sem vencer a fase da negação. Ressignificar é assumir o teu protagonismo na tua história. É perceber que muita coisa do que te aconteceu tem que ver com teus atos e omissões. E somente diante deste protagonismo, que não pode ser fingido (precisa ser de fato entendido, aceito e internalizado), é que podemos ressignificar qualquer coisa que seja.
“Poxa! Fulano fez isso comigo!” – Quantos sinais claros de que Fulano iria fazer algo do tipo foram sumariamente ignorados? Quantas vezes você se calou quando deveria falar ou fazer algo? Quantas vezes tentou fazer pelo outro o que ao outro cabia fazer? Quantas vezes você ignorou a tua intuição, a tua voz interior? Quantas vezes você “fingiu que não viu” o que estava bem diante dos teus olhos?
Ninguém aprende lição alguma sem antes entender o papel que representou em determinada situação ou história. Ressignificar é tirar o melhor de algo negativo que aconteceu em tua vida, e isso passa obrigatoriamente pela aceitação não só de teus acertos, mas também dos teus erros. É assim que se cresce. É assim que a tal da maturidade chega. É também assim que chegam a paz e a felicidade.
P.S.: Ninguém melhor para te auxiliar nessa jornada do que um Psicólogo ou Psicanalista.
Enquanto você não se afastar do que não te serve, o que te serve não tem como se aproximar. Leia de novo. Mais uma vez. Entendeu?
Liberte-se! Aceite as coisas e as pessoas como elas são e que você não consegue mudar ninguém a não ser a si mesma. Vá ser feliz! Sim, ser feliz é uma escolha que depende principalmente de você.
Exemplo prático:
“Quero encontrar o amor da minha vida!”, mas está em um “relacionamento” (entre aspas mesmo) 100% focada em alguém que não está nem aí para você, vivendo basicamente de migalhas. Como alguém que esteja de fato interessado em você vai se aproximar?
Se olhe no espelho. Respire fundo. Sinta-se. Ja reparou o quanto você está estressada por conta desse “relacionamento” (entre aspas novamente)? Como é que alguém vai ver o teu brilho se você está apagada em todas as outras direções que não a do “relacionamento” (mais aspas, infinitas aspas). Esquece! Já deu!
Não reclame daquilo que você permite e que já virou até um costume perverso contra si mesma. Tire as aspas da sua vida!
Tuas lágrimas não são motivo de vergonha. Tua dor merece todo o respeito do mundo. Teu receio do futuro é mais do que justificável. Teu medo de que tudo se repita é plausível. Tu estás ferida, machucada, com o coração apertado, e não há como fugir disso. Simplesmente não há.
Quanto mais resistires, pior será. Quanto mais evitares esta onda de sentimentos lancinantes, mais agudos eles se tornarão, e não irão embora enquanto não realizarem dentro de ti a proposta divina e universal da mudança.
Mudança necessária! Não estás vivendo tudo isto por acaso. É imperativo que acredites que a vida está a chamar-te para viver em um novo patamar, que não pode ser alcançado enquanto a dor, que ora age como implacável e rigoroso professor, atinja dentro de ti os seus objetivos.
Sê forte! Tem fé! Acredita na transformação necessária para que chegues ao teu destino. E quando lá chegares, não te esqueças das lições. Aprenda com teus erros e faça de tudo a teu alcance para que eles não se repitam.
É o que te desejo do fundo do meu coração, porque comigo foi exatamente assim. Só quando me entreguei para o que eu sentia e cheguei ao fundo do poço é que me dei conta de que o Deus que tira é o mesmo Deus que dá. Havia um propósito em minha aparente queda. E assim como no meu caso, Deus está trabalhando em tua vida. Tenha fé nisto.
Tu és uma obra de Deus e toda obra de Deus é perfeita. Repousa durante a noite, quando tudo parece ser 100 vezes pior do que realmente é, tendo a certeza disto. Deus é contigo hoje, agora e sempre.
Com o tempo, você descobre que perdoar a si mesmo pelo que permitiu que os outros fizessem com você é muito mais difícil e complexo do que perdoar os outros.
Que delícia de música! Toda honra e todo o mérito para a versão original da música, mas o Dino (Dino Jelusić na sua língua nativa – croata) está nos vocais, no baixo e no teclado na versão “revamped”. O cara é talento puro! Absurdo! Do Portnoy e Hoekstra não preciso nem falar… Enfim. É para aplaudir de pé! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
Eu sempre lembro da música, e sempre me esqueço de publica-la em uma noite de lua cheia. Hoje, por conta das fotos que tirei na praia e quero publicar, acabei me lembrando. Finalmente!!!
Praia de Icaraí – Niterói/RJ
E agora, a música. Amo essa mistura do clássico com o metal. O Sonata Arctica estará no Circo Voador no dia 10/04, e eu estarei lá. 🙂
Você já se viu diante de uma situação onde teve que escolher entre alguém “forte” e alguém “fraco”?
Sei que esta pergunta pode parecer estranha em uma primeira leitura, mas este é um dilema real que muitas pessoas enfrentam diante de manipuladores.
Em geral, o manipulador se apresenta como alguém fraco. Demonstra apatia e incapacidade de lidar com o mundo real. É sempre vítima das pessoas e das circunstâncias. Frases típicas: “Eu não vou aguentar passar por isso…”, ou “Nunca mais vou me recuperar…”, ou mesmo ameaças diretas ou indiretas de suicídio.
A pessoa vista como fraca é o “café com leite” da família, do ambiente de trabalho, da roda de amigos, e até mesmo nos relacionamentos românticos. Em geral, consegue o que quer através da culpa que consegue infligir nos outros que, comovidos com a sua declarada fraqueza, pensam que o único caminho para aquela pobre alma é a plena satisfação de suas vontades, por mais absurdas que estas sejam. E é aí que reside o problema.
A diferença entre o fraco e o forte é, na maioria das vezes, apenas uma questão de atitude. O dito forte é apenas uma pessoa que sabe que vai ter que matar um leão por dia e que se fazer de coitado ou mesmo conseguir algo por se comportar de maneira covarde é indigno. O forte, acima de tudo, tem dignidade, tem brio, ainda que precise ou deseje uma coisa muito mais do que um dito fraco. A diferença é que o dito forte jamais será capaz de se utilizar de qualquer ferramenta que viole o seu código de conduta, bem como a maneira que se vê e como quer ser percebido pelo mundo em que vive.
O paradoxo dessa situação? Quanto mais objetivos a pessoa dita fraca alcançar através da manipulação, menos forte ela precisará ser. Com o tempo, aumentará consideravelmente o seu repertório de ardis e sua capacidade de tocar (ou pelo menos de tentar tocar) nos pontos fracos (culpa, pena, dó, piedade, valores religiosos) de quem deseja manipular. Já a pessoa tida como forte, aprenderá com suas experiências, quer sejam derrotas ou vitórias, e aumentará a sua força e a sua coragem, na certeza de que obter o que deseja obter por conta do seu esforço direto é o único caminho possível a ser seguido.
Não comecei este texto colocando entre aspas as palavras forte e fraco por mero acaso. Só é fraco quem nunca precisou de fato ser forte e quem teve exemplos bem próximos de manipulação e covardia.
DISCLAIMER: O meu texto é sobre pessoas funcionais e não acometidas de algum tipo de patologia ou transtorno psiquiátrico, muito embora a vida tenha me ensinado que até estas pessoas precisam e devem fazer algum tipo de esforço para se curarem em definitivo.