E começa mais um dia
E uma estranha euforia
Toma conta do seu ser:
Café, eu amo você!

E começa mais um dia
E uma estranha euforia
Toma conta do seu ser:
Café, eu amo você!

Eu precisava de um motivo para não ir
E de todos, o mais racional escolhi:
Ainda que o corpo fosse, a alma ficaria
E corpo vazio não escreve ou vive em poesia.

Para ti, deixo os sonhos não realizados
O amor não vivido
O medo que te cala
A culpa que te amordaça
E deixo porque nada disso
Jamais foi meu
Tu que és minha
E eu que sou teu.

Se você fosse uma televisão
Eu a assistiria o dia todo
E gravaria ainda por cima
Para rever com você
Como a vejo com meus olhos
É indescritível
Você não iria se reconhecer.

Eu me lembro de tudo
Não me esqueço de nada
Isso não era para ser um problema
Mas passou a ser
Quando tudo e nada
Se misturam e se confundem
Há meio termo eficaz?
Há algo que se possa querer?
Eu errei, eu sei
Nunca soube me omitir
Sempre falei mais do que esperado
E sim: sempre foi por querer
Forcei alguma reação
Que fosse um tapa na cara
Um chute no saco
Algo para realmente doer
Porque na minha vida
O contrário do amor
Nunca foi o ódio
Mas a indiferença do não dizer
Hoje, entre o tudo e o nada
Tento respirar,sobreviver
Se tudo realmente fiz, me calo:
Não há nada o que fazer.

Cuidar da dor do outro como se fosse tua
Empenhar-se em resolver o problema do outro como se fosse teu
Amar é isso.

Se em todo sonho a alma se liberta
E em todo sonho eu te reencontro
Só estou realmente livre
Quando vou a seu encontro
E quando acordo, paciência…
Simplesmente me desencontro
Era só isso
Pronto.

Você consegue fugir
E se esconder de todo mundo
Menos de mim
Não é melhor admitir logo
Que quer ser pega?
Que merda de cabra-cega!

E aí? Com qual você se identifica?
É muito comum entre os fãs do automobilismo comparar pilotos. No caso do Senna especificamente, a comparação direta é, em geral, com o Nelson Piquet.
Eu confesso que não sei dizer quais dos dois era melhor. Acho que ambos possuem (no caso do Senna, possuíam) suas qualidades como pilotos, como seres humanos, mas o Senna fazia com que eu me emocionasse ao ver as corridas de F1 ao lado de meu falecido pai.
Coincidência ou não, meu pai começou a gravar as corridas no dia que Senna estreou na F1 e parou de grava-las no dia sua morte. Tudo gravado em fitas VHS (ih… entreguei a idade). E esse laço emocional que fazia meu pai e eu assistirmos corridas de madrugada em uma época onde a F1 era muito mais emocionante que agora, certamente tem alguma influência sobre essa minha paixão pelo Senna.
Hoje, é um de sentir saudades do Senna, mas também é um dia de lembrar de tempos bons que não voltarão mais. É um dia de lembrar do meu pai e deixar a saudade me inundar.
Te amo, meu pai. Meu pai ainda vive, mesmo que seja só dentro de mim.
