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Voando feito anjo

Eu conheço um anjo

Que vive em seu próprio tempo

E precisa dele para viver

 

Sua beleza é inequivocamente única

Sua inteligência fora do comum

Seus toques fazem tudo parar de doer

 

Sua presença ilumina, contamina

Enche-me de paz, de amor, de tudo mais

É a pura materialização da esperança

 

É como meu sexto sentido

Onde encontro acolhedor abrigo

Que faz minha alma ficar mais mansa

 

Mas mesmo este anjo parece sentir medo

E diante de algum desassossego

Recolhe subitamente as suas asas

 

Não deixa de ser um anjo, entretanto

 

As asas recolhidas são um sinal de força

Para que em seu próximo vôo

Possa ir além, absolutamente triunfal

 

Felicidade é seu nome e sobrenome

E este amor que deixa meu coração com fome

Também é, sem dúvida alguma, angelical.

anja

Para ouvir:

Like an Angel – Yngwie J. Malmsteen

I’ve been searching for you for so long
My life’s been sacrificed
I’ve been longing for truth
And now I have found all that in you

Like an angel you came to me
And now I see
The stranger in me is finally free
To feel true love

From heaven I knew you were born
On the wings of love you were brought to me
I’ve been longing for truth journeyed so far
To be with you

Like an angel you came to me
And now I see
The stranger in me is finally free
To feel true love

Like an angel you came to me
And now I see
The stranger in me is finally free

Like an angel you came to me
And now I see
The stranger in me is finally free
To feel true love

 

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Alguém sabe o que é o amor?

Eu sei.

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É quando você viaja, e sua filha, sem você perceber, coloca o paninho que ela mais gosta dentro da sua mala. E depois, pelo telefone, diz que era para eu não ficar com saudades…

Absolutamente sem palavras. Totalmente sem palavras….

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Coveiro de si mesmo

Dizem que há um lugar

Onde a covardia é conhecida

Como uma grande virtude

Este lugar é conhecido

Como Cemitério dos Sonhos Perdidos

 

E ainda dizem que há um lugar

Onde a racionalidade é conhecida

Como a maior das virtudes

Este lugar é conhecido

Como Cemitério dos Amores dos Covardes.

index

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Em busca do EU perdido

Seu cônjuge gosta de falar palavrão?
Fale também! Por que não?

Seu cônjuge acorda cedo?
Acorde cedo também! Por que não?

Seu cônjuge não come carne?
Não coma carne também! Por que não?

Seu cônjuge não bebe?
Não beba também! Por que não?

Seu cônjuge não tem religião?
Esqueça da sua também! Por que não?

Seu cônjuge não quer ter filhos?
Não os queira também! Por que não?

Seu cônjuge ama o PT?
Ame-o também! Por que não?

Quando A e B se conheceram, A comia carne e B não. Para se aproximar de B, A resolveu parar de comer carne também. Não parou por convicção, por conta de querer proteger os animais ou por achar que faria bem para a saúde. Parou simplesmente para agradar B.

Eu poderia listar um número quase infinito de concessões, em pequeno ou maior grau, que muitos cônjuges fazem para agradar o outro, mas creio que essa lista já é suficiente para ilustrar o meu ponto.

individuo

Quando A e B se apaixonaram, A e B eram pessoas diferentes. Eram INDIVÍDUOS, e por detrás de indivíduos está o conceito de INDIVIDUALIDADE, que não pode ser perdido no casamento ou em uma união estável de qualquer natureza. Por que? Porque no longo prazo não funciona! Simples assim.

Notem que não estou falando de escolhas conscientes e acordadas entre os dois: não vamos viajar esse ano, porque nosso objetivo é ter uma casa própria. Por detrás de uma escolha consciente, o conceio de indivíduo e individualidade permanecem intactos.

Os exemplos que citei, que em um primeiro momento parecem inofensivos, ao longo do tempo fazem com que o indivíduo perca a sua individualidade, e se torne igual ou muito similar ao outro. Muito bom, não é mesmo? NÃO! Isso é absolutamente terrível! Por que? Porque A e B se apaixonaram como indivíduos, e quando essa individualidade se acaba, pode ser que a própria relação se acabe. O motivo é simples: no intuito de agradar ao outro, o que primeiramente uniu o casal simplesmente deixou de existir. A individualidade é um dos princípios de qualquer relação.

Há  três possíveis fins para relacionamentos desse tipo:

1) A e B, quer seja por questões morais que lhes foram passadas ou por qualquer outro motivo, vivem uma vida bem abaixo de sua plenitude. Se confrontados, dirão que fazem isso por suas famílias. Perderam por completo a noção do EU. No fundo, se sentem frustrados de maneira que não conseguem explicar. Culpam o destino, karma, conjunturas políticas e econômicas, etc. Se esqueceram tanto do EU que são incapazes de olhar para dentro!

2) Seguindo o exemplo da carne, A fez todos os tipos de concessão para B no sentido de “ser aceito”, “evitar brigas”, etc. A deixou de ser EU, e portanto esqueceu-se de sua própria felicidade e vontades. E para surpresa de A, B um dia chega para A e diz: “Acabou! Não reconheço mais você! Você não é a pessoa pela qual me apaixonei!” Vira as costas e vai embora. E A, depois de 10 anos ou mais de concessões, sente-se completamente perdido, sem saber o que fazer da vida, e culpando-se por não ter feito mais para que B não fosse embora. Percebem o caso clássico do feitiço virando contra o feiticeiro? Deixando de lado o julgamento do mérito da ruptura, fato é que A vai precisar reencontrar o próprio EU, e enquanto este não for encontrado, viverá relações destrutivas de todos os tipos.

3) Tamém seguindo o exemplo da carne, A fez todos os tipos de concessão para B no sentido de “ser aceito”, “evitar brigas”, etc. A deixou de ser EU, e portanto esqueceu-se de sua própria felicidade e vontades. Entretanto, diferentemente do que foi citado acima, A começa a perceber que deixou de ser EU e angustia-se. Começa a perceber que anulou-se durante anos por conta de um alguém que muitas vezes sequer reconheceu seu valor. Sobe-lhe um sopro de vida que assusta e que é ao mesmo tempo irresistível. E então, A resolve recuperar o tempo perdido, e muitas vezes vê em B o seu algoz, muito embora a responsabilidade sobre sua felicidade seja inteiramente sua. “B, estou indo embora. Eu me anulei por sua conta. Preciso viver!” E B, possivelmente, não vai entender do que se trata. “Como assim? A tem vontades? Devem ser os amigos ou a terapeuta que estão gerando influências negativas! Talvez seja maluca!” Tanto faz… Como o mundo girava no entorno de B, B é incapaz de perceber o que aconteceu com A. B é incapaz de perceber que A também precisava de seu EU.

Notem que essas relações são destrutivas. Quem conscientemente faria escolhas desse tipo? Entretanto, escolhas desse tipo são feitas TODOS OS DIAS, e muitas vezes percebidas apenas depois de longos e penosos anos.

Convido a todos que reflitam sobre suas vidas e sobre suas relações. Somos os únicos responsáveis por nossa própria felicidade, e com certeza há no mundo pessoas que nos aceitam com todas as nossas qualidades e defeitos. Há pessoas que amam o EU do outro e que desejarão viver eternamente ao lado dele.

Sejamos felizes e plenos!

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Nunca feche o cruzamento

Sim…

Frequentemente ela me diz não

“Não, não para!”

Obedeço

Está mais do que na cara.

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Isotônica

Hidrate-me já!

Já que queres fazer-me perder fluidos

Não deixe-me nessa sede eterna

Ainda mais com esse manancial

Que há entre as tuas pernas!

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Relaxa…

Fique tranquila
(ou preocupe-se):
Não vai acontecer nada –
Absolutamente nada –
Entre nós
Que seja esquecível
Ou mesmo perecível

O tempo há de mostrar isto.

a Inesquecivel

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Apostando tudo

Eu poderia estar no Casino Monte-Carlo

Mas preferi ficar aqui

Nesse par ou ímpar

Esperando que dê par.

photo

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Descartando Descartes

O que fazer com o que não se entende?

Paciência dizem uns

Sabedoria dizem outros

Terapia dizem alguns

Bebida dizem quase todos!

O que eu digo?

Não aceito e duvido!

 

 

Eu sei dos meus motivos!

A grande verdade

É que minha mente cartesiana

Se nega a entender

Conjunturas e fatos são irrelevantes

Quando é o coração que está a doer.

 

Sangra, pobre coitado!

Ainda que com a carcaça lançada aos abutres

A alma facciosa não desapega-se de sua cruz.

dor de amor

 

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Status quo

Montanha russa não é o que vivemos
É o que deixamos de viver em função
De uma ordem que não existe

Montanha russa é dizer não
Quando deveria se dizer o sim
E não se diz por medo, por capricho

Montanha russa não é tentar racionalizar
O que não pode e não precisa
De maneira alguma ser explicado

Montanha russa é o que não foi sentido
O que foi propositalmente ignorado
Para manter o status quo

Montanha russa é sermos os mesmos
Ainda que a vida insista em nos mostrar
Que há muito mais para ser vivido

Montanha russa é morrer sem ter experimentado
A felicidade da chegada, a dor da partida
Sorrisos e lágrimas que não acabam

Montanha russa é achar que há controle
Quando justamente a falta de controle
É o que cria a descarga de adrenalina

Montanha russa não é para ser
A exceção, o diferente
É para ser o que ainda não há

Montanha russa não é a fraqueza
De permanecer imóvel
Enquanto a vida insiste em nos chacoalhar

Montanha russa não somos você e eu
É de fato nós com outros
É a vida como está

Convém verificar se
A montanha russa em que vivemos
Não está desativada há tempos.

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