Um dia, você vai se lembrar de como eu te chamava, de como eu dizia o teu nome, e vai perceber que sempre que eu te chamava, que sempre que eu dizia o teu nome, eu estava te chamando de volta pra casa.

Um dia, você vai se lembrar de como eu te chamava, de como eu dizia o teu nome, e vai perceber que sempre que eu te chamava, que sempre que eu dizia o teu nome, eu estava te chamando de volta pra casa.

Me desculpe por responder rapidamente as suas mensagens. O telefone fica perto de mim o dia todo por conta do trabalho e eu estou genuinamente interessado em você.

Eu estou em casa,
Sentado à mesa,
Esperando você chegar.
As taças, o saca-rolhas,
Aquele vinho que você gosta,
Milhares de risadas,
Queijo parmesão.
Eu estou em casa,
Sentado à mesa,
Meu coração em uma baixela,
Meu sangue na molheira –
Vivo –
Borbulhando.

Me disseram que era difícil,
Mas na verdade era muito mais difícil do que me disseram.
Eu acabei descobrindo porque fui lá e fiz,
Coisa que os moscas-mortas nunca fizeram.

Tenha mil defeitos, mas apenas uma cara.

Vou sair um pouco.
Vou até um lugar diferente.
Sei lá…
Qualquer lugar,
Onde o simples fato de eu lá estar,
Não me faça lembrar da gente.

Só aceita a derrota de hoje quem consegue se imaginar vitorioso em outro dia.

Talvez se a gente bater aquela fotografia
E ela virar poesia de alguma forma
Algum dia
Vai que você a posta no Instagram?
Para que vejam a sua mãe e sua irmã
Para que saibam de mim
Ainda que não me aceitem
Mas para que saibam que eu existo.
Talvez se eu lhe oferecer mais um trago
Um aceno, um abano
Um aperto, um agrado
Talvez… Talvez…
E talvez você me entenda:
É tudo pessoal
Vivo e sentimental
Lógico e irracional
Coração na ponta dos dedos
No tato, no toque, na escrita
Em tudo
E meus pés nunca tocam o chão.
Talvez, meu amor
O maior de todos
Você, meu amor
Quem sabe assim eu caiba
De alguma maneira
Nas músicas do Ed Sheeran
Que eu queria ter escrito
Vivido com você.
E talvez (com certeza)
Se restassem apenas 10 centavos
E eu tivesse que apostar na Mega Sena
Eu viveria em uma Teimosinha com você.
Você não é os meus talvezes
É todos os meus porquês
Meu fundo de panela
Alho, cebola e pimenta do reino
Meu cravo e minha canela
Meu hoje, meu ontem
Meu sempre
Talvez não!
Nunca talvez
Todos os dias
Você sempre.

De todas as vezes que senti
(e foram muitas),
Esta foi a que doeu mais.
Talvez porque agora eu esteja pronto
Para sentir tudo aquilo que eu dizia antes
Que nem doía.
