Entre ferir e ser ferido, eu prefiro…
Ir à praia e tomar água de coco.
Diante de qualquer dilema, lembre-se que as opções mais óbvias podem não ser as únicas disponíveis.

Entre ferir e ser ferido, eu prefiro…
Ir à praia e tomar água de coco.
Diante de qualquer dilema, lembre-se que as opções mais óbvias podem não ser as únicas disponíveis.

Eu exagerava
Nas palavras que te dizia,
Em como te descrevia,
Mas havia um motivo:
Tudo relativo a ti
Era em mim exagerado.
Cada despedida,
Uma morte.
Cada abraço,
Uma ressurreição.
Tu eras um exagero em minha vida,
Daqueles que nunca são suficientes,
Que nunca são o bastante.
E ao mesmo tempo não eras vício,
Mas sim uma opção,
Que eu fazia e refazia,
Todos os dias.
As minhas intenções
E mesmo limitações,
Eram muitas e claras,
Porque eram óbvias
E eram a minha maneira
De dizer que eu –
Todo o meu eu –
Era todo teu.
Amei-te por amar-te,
Sem pensar ou teorizar,
Porque amando-te,
Descobri-me, despi-me,
Como nunca havia feito antes.
E hoje,
Nas andanças do tempo,
Todos os dias,
Guardo-te nos exageros
Também presentes
Nos jardins de minhas memórias,
Onde só brotam rosas brancas.

Há inocência nas palavras do poeta.
Há projeções.
Há idealizações.
Há fantasias.
Há idiossincrasias.
Há crenças.
Há fé.
Há verdades que o tempo se encarrega de mostrar
Que não possuem lastro algum na realidade.
E nesse processo, algumas poesias se apagam,
Outras tantas se perdem,
E o poeta se sente um bobo,
Um contador de histórias ridículas,
Um louco,
Um palhaço de circo
Cercado por hienas famintas.
A plateia dele ri e debocha.
Caçoa-o de forma vil,
Torcendo pela sua morte,
Mal sabendo que é na morte, –
Mais uma entre tantas mortes –
No meio do escárnio e do suplício,
É que o poeta encontra a sua redenção,
Retomando a sua forma mais sublime.
Há inocência nas palavras do poeta,
Posto que a inocência é o seu líquor, sua essência,
De forma que ele apenas lamenta
Por quem em suas palavras
Nada dele viu ou a ele sentiu,
Fustigando o poeta pela sua própria existência.

Nunca deboche ou ironize quem te ama simplesmente porque esta pessoa não está mais na sua lista de interesses.

Quando você está rodeado pela escuridão, até a mão estendida de quem te gosta é motivo de desconfiança.

Há dias a minha frente
Há dias fantásticos as minhas costas
E no hoje, no amanhã e no ontem
Há invariavelmente você.
Ainda não consigo acreditar nas pessoas
Os “eu gosto de você” e até mesmo os “eu te amo”
Me assustam de uma forma que não sei explicar
Eu tenho medo, muito, muito medo.
Tenho preferido ficar só
Porque sozinho só há eu mesmo para me ferir
Nenhuma esperança, nenhuma expectativa
Vazios enormes que não pretendo preencher.
Passei a acreditar que só se vive um grande amor
Um único, um eterno amor que ama amar
Que ama tudo que com este amor veio
E que não sabe para onde ir quando este amor se vai.
Amo ver casais se amando no restaurantes e bares
Ou em uma simples caminhada na praia
Porque eu já senti, me pareci e vivi como eles
Hoje, não mais, não mais. Infelizmente.
Talvez eu me torne um conselheiro amoroso
Para que outros vivam o que eu já vivi
Foi tudo, a melhor parte da minha vida
E por isso agradeço a Deus todos os dias.
Neste sentido, minha vida faz todo o sentido
Porque sou testemunha do que o amor pode causar
Saudade profunda da mais simples rotina
Até da chama que queimava dentro de meu peito.
Talvez hoje eu não durma só (não é uma afirmação)
Mas eu sei que continuo sozinho
Eu te vejo e te sinto em outras bocas e outros corpos
E tenho nojo de mim quando me flagro fazendo isso.
Este texto é despretensioso, porém sincero
Para falar de mim e não mais de nós
Amo as lembrancas que de você eu tenho
Eu já fui feliz, muito, muito, muito, muito feliz, feliz demais.

É lindo tudo que não fomos
Tudo em que não acreditamos
Tudo que nos venceu
Ando pelas ruas relembrando
Muitas vezes sonhando
Com tudo que não nos aconteceu
E o meu castigo, minha pena
É saber que no meu coração
Tudo de fato ocorreu
As lágrimas de sangue em minha face
São a falta do que nem sei se de fato houve:
O início ou o fim de você e eu.

Uma das coisas que descobri é que algumas pessoas seguem comigo mesmo que já tenham ido para o céu ou estejam longe fisicamente. E elas mostram sua presença do nada, em situações cotidianas e corriqueiras.
Comer aquele queijo, andar naquela praia, ir naquele parque, tomar aquele café, trocar aquele sorriso, realizar aquele sonho que seu irmão nunca teve a chance de viver, e assim descobrir que fica sempre um pouco do outro dentro de mim, e que sempre fica dentro do mim um pouco do outro, independente da minha vontade.
Quando eu era mais novo, escrevi um “livro” (eram páginas de uma impressora devidamente encadernadas). Dediquei este “livro” a meu irmão, que foi para o céu com apenas 8 anos de idade, com os seguintes dizeres:
“Tempo e distância são nada entre nós.”
Continuam não sendo. Nunca serão.
De vez em quando, eu fico triste. Não estou falando do meu irmão especificamente, mas porque me parece que envelhecer é acumular saudades. E toda a vez que eu sinto qualquer tipo de saudade, eu acredito mais ainda em Deus. A saudade me faz acreditar na vida eterna, no paraíso, e me faz acreditar que, algum dia, de alguma forma, eu vou voltar a sentir e a ter bem perto de mim aqueles que deixaram partes da minha vida congeladas quando se foram ou se afastaram.
E ainda assim, eu quero viver todas as minhas saudades. Delas não me desapego, porque a saudade me faz lembrar nos meus piores dias que em outros tantos eu fui muito, muito feliz. E que assim será até o fim dos meus dias. Sem nenhuma saudade – e são muitas, muitas – eu teria certeza de que eu nunca soube o que é viver.

Nunca deixe de reconhecer e aceitar como seu um sentimento, sendo ele bom ou ruim.

Para ser bom, um churrasco não precisa ser luxuoso. Se for, ótimo, mas confesso que os melhores que já fui (e foram muitos) foram na casa de amigos e até em lugares inusitados, com churrasqueiras improvisadas e tudo mais. E é claro que no final todo mundo teve que fazer uma vaquinha para pedir mais cerveja pelo Zé Delivery (ou para o Seu Zé do bar da esquina).
Não havia picanha uruguaia, mas havia aquelas rodas de amigos de anos que só falam besteiras (faço questão de fazer parte delas) que se zoavam e zoavam os outros o tempo todo. Não havia pessoas famosas ou alecrins dourados (estes sequer eram convidados), mas por diversas uma amiga maravilhosa levou uma mulher maravilhosa que me fez babar. Não havia utensílios especiais caríssimos para churrascos, mas havia toneladas de amor wagyu em todos os cantos. Simples, bem simples, com as crianças brincando por perto em um ambiente super seguro. Até lugar para os bêbados dormirem em paz na grama havia! Enfim…
Parabéns a todos os churrasqueiros e aos verdadeiros apreciadores de churrasco! Esta é a nossa história e eu amo muito tudo isso.
