Avatar de Desconhecido

Teu olhar

Este que fazes sem forçar
Que é tímido e discreto
Obsceno e direto
Misterioso e incerto
Uma miríade de convites
Todos eles a me torturar

Cabelos que cobrem
O que precisa ser descoberto
Lábios que explodem
Que fascinam por completo
Presença que avassala
Água cristalina no deserto

E nesse meu sonho que tu és
Que vem, que vai
Devoro teus mistérios
Na certeza de que muitos são
Pois na tua pele eu encontro
Todos os meus desejos mais ébrios

O que pretendes?
Onde estás?
Para onde vais?

Talvez assim eu te encontre
Quer seja por mero acaso
Ou por seguir teu cheiro

Desejo-te

E meu desejo é mais que verdadeiro
Posto que tu és um universo inteiro

um-olhar-pode-dizer-o-que-milhoes-de-palavras

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Que beijo!

Não me esqueci do nosso último beijo.
Não me esqueci dos nossos beijos.
Não me esqueci de você.

Procuro-o e não o acho
Em outras bocas que sentem
Que não sei o que estou fazendo ali.

Não era a mecânica:
Era a foda no beijo
Ou o beijo que virava foda
Não sei…
Acho que ninguém sabe.

Só sei que toda vez que penso em beijo –
Nos meus sonhos eu ainda te beijo –
Na minha boca só cabe você.

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Sorria!

Adoro ver esse sorriso
Em todos os teus lábios.

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Lábios

Desde que te conheci
Só bebo vinhos Rosé
É que me lembram
O sabor
E a cor
De seus lábios:
Incluindo aqueles
Nos quais você não passa batom.


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Arco Reflexo

E chega a sexta-feira

As taças de vinho

A garrafa na mão

Sento-me

Bebo sozinho

Bebo-te até não sobrar

Uma gota que seja de ti

 

As unhas vermelhas

O elixir tinto

As lembranças que sinto

Os sonhos vivos

Faíscas e centelhas

 

É involuntário

Fisiologicamente necessário

 

A gota de vinho

Que escorre pelo meu peito

Tem teu gosto e cheiro…

 

Não, não há solidão!

Estou contigo

E não, não há perigo…

Sorrio –

Revejo meus lábios no teu umbigo.

beijo-no-umbigo

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Denominação de Origem Controlada

Era só espumante

Que tocava seus lábios

Escorria pelo seu corpo

Por caminhos inconfessáveis

Que conheço muito…

Muito bem

E enquanto percorria

Esse relevo paradisíaco

Picos, cânions e vales…

Mudava até de nome:

Champagne!

E eu o sorvo

Ora com fúria

Ora com afeto

Até o último gole

Não deixo uma gota na taça

Que nem de longe disfarça

O serviço foi

Completo.

Champagne