Eu sei que não tenho todas as respostas. Tudo que posso prometer é que estarei a teu lado para sempre, independentemente das perguntas.

Eu sei que não tenho todas as respostas. Tudo que posso prometer é que estarei a teu lado para sempre, independentemente das perguntas.

Não culpe Deus por não fazer a parte que não lhe cabe fazer.
Então, você tem rezado com os joelhos no chão. O que você espera que Deus faça? Que se manifeste fisicamente e resolva os seus problemas? Que diga para os outros o que precisa ser dito? Que termine o que não está dando certo para que algo novo se inicie? Que force você a se amar, a se respeitar, e a dizer não para o que te faz mal?
ISSO CABE A VOCÊ! O trabalho de Deus é inspirar, incomodar, indicar, intuir, esclarecer, guiar… Deus manda a resposta, mas o livre arbítrio é teu. É você quem decide o que fazer com a resposta e não Deus.
“Ah! Mas Deus não está me respondendo…” Não minta para si mesmo, vai… Deus SEMPRE responde. A questão é que muitas vezes a resposta é diferente daquela que você esperava, nem por isso deixa de ser uma resposta divina.
Reze de joelhos no chão se for o caso, mas prepare-se para ouvir o que você não quer ouvir e para ver o que você não quer ver.
Enquanto você fingir que acredita em Deus apenas quando a resposta que recebe bate com a sua vontade, é como se Deus não existisse. E Deus existe SEMPRE!
E aí? Vai continuar fingindo que não recebeu nenhuma resposta?

Uma coisa que eu aprendi é que para cada pergunta que já fiz sobre a minha vida, antes mesmo da pergunta ter sido formulada, já havia uma resposta. E a resposta estava ali, bem na minha frente, apenas esperando a pergunta correta ou mesmo adequada para emergir.
E pensando sobre isso, me dei conta que já tive medo de fazer certas perguntas por ter medo de me deparar com as suas respostas. Sim, essas mesmas respostas que eu dizia que procurava. A questão é que de fato as dúvidas não existiam. O que existia era um mecanismo de defesa, pois ao não fazer as perguntas eu podia dizer que desconhecia ou mesmo que não sabia das respostas.
Quanta tolice! Quanta imaturidade! Quanto tempo perdido em questionamentos intermináveis, até mesmo quando o óbvio insistia em se fazer presente. Quanta energia desperdiçada! Quantos “socos na parede” apenas para perceber que a parede não se importava com meus socos e permanecia completamente indiferente à dor em minhas mãos, à dor em minha alma, em meu coração. Minha dor e de mais ninguém.
Admitir que eu não sabia lidar com algumas respostas (i.e. a verdade) foi um dos processos mais dolorosos que já tive que enfrentar na minha vida. E até para isso já existia uma resposta:
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32
E assim, percebi que talvez eu não quisesse me libertar. Talvez eu apenas quisesse que as coisas não fossem como elas realmente eram. Talvez a esperança de que algo mudasse fosse grande e forte o suficiente para me fazer pensar em esperar até que a resposta mudasse. E muitas vezes eu fiquei esperando, esperando, esperando…
Seria, então, a esperança algo ruim? A esperança paralisante é. Algumas vezes, tudo que precisamos fazer é olhar para Deus e dizer: “Toma! Isso é grande demais para eu resolver!” E assim seguir em frente, na certeza de que as coisas serão como tiverem que ser. O que seria a fé senão isso?
Ainda tenho medo de algumas respostas – que isso fique claro, mas também tenho esperança. Não necessariamente a esperança de que algumas respostas mudem, mas a esperança de que encontrarei em meu caminho meios que me façam ir adiante mesmo diante de respostas com as quais não sei lidar (ainda).
E que assim seja. Eu tenho fé e isso é tudo que eu realmente tenho.

Os primeiros raios de sol já entram pelo meu quarto. Não pedem licença. Não dão explicações. O fato de serem raios de sol já os credencia.
É feriado, mas é dia de trabalho para mim. Gosto do que faço. Faço porque gosto. E assim, os dias de trabalho passam leves, suaves… São dias intensos e felizes. Tensos em alguns instantes, mas qual graça haveria se assim não fossem?
Enquanto escrevo e saboreio um delicioso café com leite, a vida me faz perguntas e me pede respostas. Silencio-me. Pergunto-me se estou fazendo as perguntas corretas. Tenho plena consciência de que perguntar não é o bastante. É preciso entender o motivo das perguntas. É preciso entender onde quero chegar.
Mergulho mais fundo dentro da minha alma. A minha vida não é só trabalho. Pelo contrário. Apesar de ser uma parte importante, em última análise não sou escravo do que me proponho a fazer. Há urgências em mim em vários níveis, mas… O telefone toca. Trabalho.
Eu tenho 2 celulares, WhatsApp, Telegram, Sametime, Jabber, Slack… Eu sou “achável” 24 horas por dia. Já se passaram 3 horas desde que eu acordei e ainda não me olhei no espelho. Será que consigo?
Estou descabelado. Trabalhar de casa tem dessas coisas. Mas sei lá… Parece que estou descabelado por dentro também e não há pente que resolva isso. Um banho me parece uma boa ideia.
As perguntas não param! Melhor eu voltar para o trabalho! E de repente, caiu uma ficha: me matar de trabalhar é uma excelente motivo para não perguntar se as perguntas que eu me faço são realmente relevantes. E não sabendo nem mesmo das perguntas, como pensar em respostas? O telefone toca novamente… É urgente. Sempre é urgente. E as minhas urgências, como ficam? Ligo o “piloto automático”… Como assim, se não sei nem para onde devo ir?
O dia está nublado. Minha mente também. Preciso caminhar na praia. No momento, isso é o mais urgente. “Modo Avião” ligado. Preciso de um momento de eu comigo.

E sentado rente ao mar
As idéias ali defronte
Indo e vindo em espasmos
Em ondas e ventos
Que se misturam e se atormentam
Distorcendo o horizonte
Jazo imóvel:
Coração que sangra impecável
Diante do destino incerto
E da ferida desnecessária
Ignóbil
E me vejo naufragando
Nas poças que gero eu mesmo
Na esperança
Que se faz de desentendida
Feito quem acredita
E nunca alcança
Mas salva-me o vinho
Meu bom companheiro
E traz-me algum tipo
De ébria pujança
Que faz despir-me de mim mesmo
E perceber que ainda sou
Absoluta verossimilhança
E bem ao fundo
Diante do todo que se cala
Porque se declara mudo
Ouço todos os detalhes
E o quanto
Ainda acredito
Apesar dos pesares
Nas coisas boas deste mundo
E ainda sentado rente ao mar
Eis que as ondas cessam
O sol se abre
E a miudeza desaparece:
Foi só um susto –
Declaro –
E agora já não me desconheço
Porque sou e quero o mesmo de sempre
Por fora
Ou mesmo quando estou do avesso.

Guarde bem, meu amor
Essa coisa toda
Esse emaranhado de razões
Essa miríade de questões
Sentimentos
Momentos
Guarde tudo isso muito bem
E não digo isso por mim
É que vejo além
No meio das trevas
Acendo luzes
Brilhos nos olhos também
Sei o que quero
Onde quero
E o quanto eu quero
A vida me ensinou a reluzir
A ser porto seguro e farol
De somente um alguém
E se parecer tudo perdido
Lembre-se do meu peito amigo
Que sempre serviu de abrigo
Sem mordaças
Sem poréns
E que no meio dessa coisa toda
Desabroche uma ciranda leve e solta
Cheia de sorrisos destemidos
Contagiantes
Abraços esfuziantes
Êxtases alucinates
Lascívia torturante
Escaldante
Saudade lascinante
Em frente!
Doravante!
Posto que no calar das perguntas
É que jorram e escorrem
As mais do que óbvias
Respostas.

Fiquei chato
Eu sei…
Repetitivo
Em busca de respostas
Tateando no escuro
Falando mais do que devia
Ouvindo o que não queria
Fiquei chato
Perdi o encanto
Virei pranto
Escondendo-me nos cantos
Nas sombras do que eu queria
Fiquei chato
Quando resolvi
Que precisava de certezas
Cartas sobre a mesa
Pés no chão
Fiquei chato
Quando quis materializar
Quando não quis só mais sonhar
Quando quis viver e ter
Quando quis simplesmente ser
Fiquei chato
Minhas palavras
De fato e nexo vazias
Buscando um sentido sentido
Nas palavras que você não dizia
Fiquei chato…
Mas como assim?
Amo – por você e por mim
Chato?
Não era e não sou assim.
“Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” – Geraldo Vandré
Frases contraditórias. Muitas vezes se espera para saber. A iluminação pode surgir em um piscar de olhos, mas ela também pode aparecer depois de um tempo. O importante é estarmos em busca do saber.
Acho que a dúvida de muitos é onde encontrar esse saber, que em última análise se transforma em uma grande busca por respostas. Procuramos em livros, em artigos, em amigos e em familiares as respostas para as quais precisamos. Tais respostas costumam variar bastante. Algumas se apresentam contraditórias. Nos esquecemos, entretanto, de perguntar para quem via de regra sabe todas as respostas: nosso eu interior.
Entretanto, isso não é tão simples quanto parece. É preciso que o seu eu interior esteja conectado ao universo e preparado para receber respostas, muitas vezes, completamente diferentes das que esperavamos obter.
O universo tudo sabe. Se o universo te fez chegar até às perguntas, as respostas já existem. Ouça-as. Veja-as. Elas estão em todos os lugares, até mesmo nos mais inusitados.
Mas não… É bem provável que ela não venha na forma de palavras. É bem provável que não seja verbalizada. É bem provável que venha através de sinais.
Sim, sinais! É a música que toca, o pássaro que voa distante, o vento, o barulho das ondas do mar… Contextualize os sinais diante de suas perguntas e pronto. Eis que surgem as suas respostas.
Aceite-as. Receba-as com gratidão. Por mais dolorosas ou difíceis que sejam ou pareçam ser, são as verdadeiras respostas. São as únicas respostas. São a verdade. A verdade que sempre esteve dentro de você e que o universo simplesmente aflorou quando você realmente quis ou estava preparado para encontra-la.
Não tema a verdade. Ela é o único meio de sermos realmente livres. Deixe a verdade te surpreender.

E se você fosse
Deixada aos terrores da noite
Sem nada entender
Em uma encruzilhada da vida?
E se suas respostas
Virassem perguntas
E não houvesse ninguém
Sequer para ouvi-las?
E se aquele delicioso vinho
Suave e inebriante
Ficasse seco de repente
E tivesse que bebê-lo sozinha?
E se a cama vazia
Seca, inerte e nua
Com lençóis gélidos
Fosse unicamente sua?
E se suas lágrimas
Alcançassem o chão
Formando imensas poças
Antes que alguém tentasse entendê-las?
E se o seu grito dorido
Vomitado do peito
Fosse ignorado
Ou mesmo esquecido?
E se o seu nome
Repetido tantas vezes
Em tantos tons e texturas
Fosse completamente esquecido?
E se…
Você pudesse evitar tudo isso?
E se…
Eu não sei
Nem você
Espero que jamais saibamos
Espero que seja só um
E se.

– Pai, existe buldogue argentino?
– Hein?
– Buldogue argentino, pai!
– Filha, mas são 6 horas da manhã…
– Existe ou não existe?
O pai levanta, vai até o computador, e descobre o Dogo Argentino. Lindíssimo, por sinal.
– Filha, eu descobri um cachorro argentino, mas acho que não é um buldogue… Não sei…
– …
– Filha? Dormiu…
Não consegui dormir depois disso. Se qualquer outra pessoa no mundo fizesse isso comigo, eu ficaria, no mínimo, muito irritado. No caso dela, me limitei a verificar se estava bem coberta, dei um beijo em sua testa, e sorri.
Não, não basta ser pai. É preciso ter prazer em ver os seus filhos crescerem e servir de instrumento sempre que a curiosidade deles se aguçar, e de preferência ajudar a aguçar essa curiosidade. No fim, tudo que eu quero é que minha filha seja uma versão muito melhor de mim. Muito melhor.

P.S.: Essa foto não é da minha filha.