Esta noite
Por descaso
Pouco caso
Vergonha
Orgulho
Cansaço
E tudo mais
Que percebo
E disfarço:
Deixe-me
Deixe-me provar!
O veneno
Que aos poucos –
E disso eu bem sei –
Irá nos matar.

Esta noite
Por descaso
Pouco caso
Vergonha
Orgulho
Cansaço
E tudo mais
Que percebo
E disfarço:
Deixe-me
Deixe-me provar!
O veneno
Que aos poucos –
E disso eu bem sei –
Irá nos matar.

Amor é quando eu vejo
O sim e o não
Pulsando das minhas veias
E em reação
Diante de toda e qualquer presunção
Afogo-me nos teus seios.

Tirando a essência
De ser o que se é
O resto é puro badulaque
Por mim
Que fique
SEMPRE
Nua.

Se a vida é um sopro
Sopra-me, vida!
Quero criar e viver sonhos por aí.

Fármaco poderoso
Cura qualquer indisposição
Use sem nenhuma moderação.

Blues de minha autoria. Se eu não me engano, de 1998.
Pés na Sarjeta
Ouça esse blues
Como quem houve uma despedida
Pois do fundo do meu coração
Não te quero como amiga
Já te tive em meus braços
Já vi você gritar por mim
Te ver sem te ter
É decretar meu próprio fim
[Refrão]
Não se preocupe
Eu já sei me virar
Mudam os nomes e os sobrenomes
Mas a história é a mesma:
Uma garrafa de whisky e meus pés na sarjeta
Diga pros outros
O que disse para mim
Talvez eles acreditem
No seu papo de mulher de botequim
Já estou cansado
Das tuas mudanças de humor
Quero sangue, quero carne
Quero amor, quero ardor
[Refrão]
[Solo]
[Refrão]

Não há espaço no meu coração para raiva
E nem para nenhum outro sentimento negativo
Eu sou mais do que isso
Eu não sou juiz
Eu sou perdão
Eu não sou um qualquer
Sou motivo e razão
Eu não sou abandono
Eu sou amor, empatia, compaixão
Eu não sou mais do mesmo
Sou mudança, solução
E não me importo com que me digam
Ou pensem de mim
Eu lido com fatos, atitudes
Não com promessas que são
Que vem e vão
Como bolhas de sabão
E hoje, quando saio às ruas
Levanto a cabeça e miro o céu
E sorrio em busca de um milagre –
E talvez esse milagre seja o tempo! –
Que aos poucos tornará suave
O silêncio
A ausência
A falta
O vazio
O que foi
E o que não foi
Em vão
E ainda assim
Nesse momento difícil
Caminho sem medo
Com muita, muita fé
Na certeza de que o milagre –
O tempo! –
Revelará o que sou
E para onde queria ir
Para onde vou
E se o vento por aí sussurrar
A minha voz, o meu cheiro
Não serão lamúrias
Mas espasmos de saudade
E talvez assim eu seja ouvido
E talvez assim eu volte a ouvir.

“São 4:30 da tarde. Sei que está ocupado, mas queria saber como você está…”
O nome disso?
Carinho
e nada mais
não é preciso nada mais

Preciso de tempero
pois comida sem graça não me atrai
até como se estiver com fome
e depois não como nunca mais
