Avatar de Desconhecido

Pingos nos is

O travesseiro me chama para ti,

Para teus braços,

Teus abraços,

Teu corpo –

Descompasso! –

E eu ali só com a memória do teu cheiro,

Do teu gosto em minhas mãos.

De que adianta tudo aqui,

Se sem ti eu quase não existo?

Dou risadas falhas,

Conto piadas toscas,

Mas eu mesmo quero um único rosto

Em uma multidão de 10 bilhões!

Tu me pagas… Ah! Se me pagas!

O câmbio?

O mesmo de sempre:

Trocas entre nossos ventres,

Vinhos e beijos,

Queijos,

Desejos,

Ontem, amanhã,

Hoje,

Agora,

Aqui,

Onde for.

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Avante

Cerrei meus olhos,

Relaxei meus punhos,

E fui na base da coragem.

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Anseios

Aonde eu estaria se não estivesse onde estou?

Seriam os sonhos os mesmos?

E os anseios, receios?

Teriam os mesmos nomes

E trariam consigo as mesmas dúvidas,

As mesmas paixões e amores?

Pitadas de solidão?

Do que eu me defenderia?

Para o que eu me abriria?

Padeceria de lonjuras

Ou me afogaria em presenças?

Riria de mim mesmo ou deixaria que rissem de mim?

Teria eu mais apelo?

Uma carta na manga… Algo assim?

Ou seria só um indolente,

Refastelado em uma poltrona decadente,

Com centenas de controles remotos (sem pilhas) nas mãos?

Está tudo bem, eu sei.

Me disseram que está tudo sob controle.

Que bom.

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Bruxas?

A mulher não pode ser feliz. Simplesmente não pode! Porque mulher feliz não é mulher: é “bruxa”.

A mulher, para ser reconhecida como mulher pela sociedade, precisa:

  • Ser completamente submissa ao homem.
  • Não pode emitir opiniões.
  • Não pode ter sonhos.
  • Precisa entender que o casamento é uma sentença, e que se o casamento der errado, a culpa será sempre dela.
  • Não pode ter desejos ou fantasias sexuais.
  • Precisa se submeter a todo tipo de perversão ou parafilia proposta pelo homem.
  • Pode ser traída e precisa respeitar a “natureza dos homens”.
  • Precisa sofrer calada a todo tipo de abuso físico, psicológico e financeiro.
  • Tem que ser mãe, cuidar da casa, fazer comida, lavar e passar.
  • Precisa estar sempre limpa e arrumada.

Enfim… Precisa ser uma escrava por ter nascido mulher.

Agora eu entendo porque caçavam as “bruxas”. Masculinidade frágil, tóxica. Foi e é assim desde sempre, e a grande verdade é que eu sempre achei as “bruxas” mais atraentes. Sim… As mesmas que a Rita Lee (salve!!!) chamava de “ovelhas negras”. 🙂

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Sentindo

No que pensar

Do que falar

Quando tudo ao redor

Parece não ter sentido,

Ainda que tenha sido sentido?

LOUCURA – de Natalicio Borges Jr
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Abrigo

Talvez eu fique fora da foto

Ou mesmo do agradecimento no livro

Tudo bem… Não preciso.

Me basta ter sido preciso

Quando tua alma precisava de abrigo.

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The Eagle Flies Alone – Arch Enemy

“Never joined the herd, could not adjust well”

Há tempos quero postar esta música. Bate comigo de alguma forma.

Detalhes importantes: “Arch Enemy é uma banda sueca de death metal melódico com influências de power metal, formada em 1995. Tem uma distinção das outras bandas do gênero, por ter uma mulher como vocalista, o que é muito raro nas bandas de death metal sendo que o vocal é gutural.” Fonte: Wikipedia.

A vocalista, Alissa White-Gluz, é uma fofa. Definitivamente, um caso raro onde quem vê cara, não vê coração… Ou melhor: não “vê” voz.

Divirtam-se!

When I was born the seed was sown
I will not obey, my life is my own
Battle rows, which do enslave me
Exposed lies that enrage me

I don’t believe in heaven, I don’t believe in hell
Never joined the herd, could not adjust well
Slave and master, it’s not for me
I choose my own path, set myself free

I, I go my own way
I swim against the stream
Forever I will fight the powers that be
I, I go my own way
I swim against the stream
Forever I will fight the pοwers that be
The eagle flies alone

Reject the system that dictates the norm
This world is full of lies and deceit
I ask my own betrayal, cut so deep
Suffered defeat only to rise again

I, I go my own way
I swim against the stream
Forever I will fight the powers that be
I, I go my own way
I swim against the stream
Forever I will fight the powers that be
The eagle flies alone

Alone!

I, I go my own way
I swim against the stream
Forever I will fight the powers that be
I, I go my own way
I swim against the stream
Forever I will fight the powers that be
The eagle flies alone

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Pingado? Não, obrigado

Tomou só um café

E foi com fé

Nunca quis uma vida café com leite.

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É pela saudade

No café da manhã, enquanto ela lia as notícias e conversávamos sobre elas.

Na hora de dormir, vendo “O mundo visto de cima”.

Sinto falta de tudo que acontecia durante o dia.

Nunca senti uma saudade tão intensa.

Já xinguei Deus por conta disso. Já agradeci a Deus por tudo isso.

Tenho memórias e milhões de histórias.

Tenho sorrisos que aparecem por conta de lembranças. Também tenho lágrimas que aparecem pelo mesmo motivo.

Mas, acima de tudo, sempre muita saudade.

E quero viver com ela mais memórias e milhões de histórias.

Porque se não é pela presença, é pela saudade que eu vivo.

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Anil

Te olhar nem sempre é com os olhos.

Por vezes, sinto minhas entranhas atiçadas, pois és parte delas.

Por vezes, quando as minhas pálpebras fingem que dormem, lá estás, lá vives.

Nenhuma força é maior do que ti, e por isto acabaste com meu estado de natureza.

És o meu estado meu estado civil, e o céu se faz anil todos os dias, até nos dias que não te vejo.