Para ser bom, um churrasco não precisa ser luxuoso. Se for, ótimo, mas confesso que os melhores que já fui (e foram muitos) foram na casa de amigos e até em lugares inusitados, com churrasqueiras improvisadas e tudo mais. E é claro que no final todo mundo teve que fazer uma vaquinha para pedir mais cerveja pelo Zé Delivery (ou para o Seu Zé do bar da esquina).
Não havia picanha uruguaia, mas havia aquelas rodas de amigos de anos que só falam besteiras (faço questão de fazer parte delas) que se zoavam e zoavam os outros o tempo todo. Não havia pessoas famosas ou alecrins dourados (estes sequer eram convidados), mas por diversas uma amiga maravilhosa levou uma mulher maravilhosa que me fez babar. Não havia utensílios especiais caríssimos para churrascos, mas havia toneladas de amor wagyu em todos os cantos. Simples, bem simples, com as crianças brincando por perto em um ambiente super seguro. Até lugar para os bêbados dormirem em paz na grama havia! Enfim…
Parabéns a todos os churrasqueiros e aos verdadeiros apreciadores de churrasco! Esta é a nossa história e eu amo muito tudo isso.
Me perdoes por não olhar-te Como se fosses o prato do dia.
A minha fome não é de comida: Eu preciso alimentar meu coração Dar de comer a minha alma E nada disso se dá Em uma só refeição.
Somos incompatíveis Não porque nos falte afinidade – Que mais do que há, diga-se de passagem – Mas porque o que tens para me oferecer É justamente o que não preciso E o que tenho para te oferecer Soa-te como completa falta de juízo.
Não é uma crítica – Que fique claro – São duas almas buscando um caminho Que vamos seguir como se entre nós Nada tivesse acontecido Até – quem sabe? – tudo acontecer de novo E de novo, e de novo, e de novo, e de novo…
Esqueci meu juízo
Em algum lugar
Nao sei se tento
Ao menos procurar
Pois tanto faz perder
E tanto faz achar
O que de nada me serve
Deixa essa merda pra lá!