A maior doçura do mel se sente com os ouvidos
Mel…
Mel…
Mel…
Mel aqui…
Mela aqui…
Doçura em favos
De carne e osso.

A maior doçura do mel se sente com os ouvidos
Mel…
Mel…
Mel…
Mel aqui…
Mela aqui…
Doçura em favos
De carne e osso.

Lista de doenças transmitidas pelo beijo:
1 – Saudade
Sim, é realmente grave
Dói e arde
Fim.

Doce
Safado
Penetrante
Molhado
Inesquecível
Beijo
Beijos e mais
Beijos…
Do teus beijos
Não me esqueci.

Máscaras…
Já não te valem mais nada
Caíram
Despedaçaram-se
Simplesmente sumiram
Vi teus olhos marejados
Na despedida
As gargalhas desmedidas
Abundantes fagulhas e centelhas de vida
O teu olhar de admiração
Que fez tua alma ficar despida
Teu corpo contraindo-se em turbilhão
Enquanto repousas em mim, exaurida
Foram-se todas as máscaras
Mas tu não podes
E nem queres ir mais:
De que adianta ires só de corpo
E tua alma ficar para trás?
E quanto as minhas máscaras
Como bem sabes
Nunca as tive:
Na presença ou na ausência
No sorriso ou no pranto
O amor por ti eternamente reside.

Lembro-me da luz do sol
Invadindo nosso quarto
Por entre a cortina
Iluminando teu corpo nu
Lembro-me do meu corpo
Suado, também nu
Ainda ofegante
No mais completo e extravagante êxtase
Nosso cheiro embolado no ar
Roupa de cama molhada
Evidências incontestáveis
De fatos concretos, consumados
Teus cabelos bagunçados
Tuas pernas torneadas e meladas
Rios que de ti escorriam
Águas que criaste e levaste de mim
Lembro de te puxar-te pelos braços
Jogar-te de volta na cama
Provar novamente os nossos gostos
O mais puro e selvagem absinto
Lembro-me de visitar-te por dentro
Do céu da boca e de todos os outros lugares
E de novos rios intermináveis
Jorrando sobre nossos corpos lisos
Mas de tudo isso
Lembro-me ainda mais
Da delícia que é ser teu homem
E da delícia que é tu seres a minha mulher.

Deixa assim…
Eu vivo do passado
Olhando para um futuro
Com você ao meu lado
Morrendo de rir
Três pizzas para dois
Quatro gozadas depois
Te amo
Te chamo
Vinho
Canto
Pranto
Amor sem fim
Sim, a gente é assim
Sem fim
Sem começo
Puro recomeço –
Eis o preço! –
De vidas tortas
Que bateram em nossas respectivas portas
Precisando-se, pedindo-se
Necessitando-se…
Sim, vamos esconder
O que a vida nos prometeu:
Vamos nos ignorar em direitos
Defeitos
Peitos!
Falando nisso
Adoro os seus!
Exalo saudades
Das conversas sem fim
Do meu corpo suado
Colado no seu
Algo sem igual
Algo só meu e seu
Já mencionei seus peitos?
Enfim…
Saudades das nossas músicas
Das cinco horas da manhã
Do seu pai pegando água
Do seu sutiã
Do calor que me esquentava
Do frio que não fazia!
Ah, meu amor!
Não pedirei nenhum favor
Peço apenas pelo meu direito
De sermos para sempre felizes
Lado a lado
Perfeitamente imperfeitos
Ah, meu amor!
Seja como o seja for –
Já disse –
Não pedirei nenhum favor
Apenas entregue-se ao que sou
Ao que você é
Ao que somos
E sabemos que somos
Pura felicidade e poesia
Eis-me todo seu
Ao meu
Ao nosso
Indiscreto
Direto
Mais do que manifesto
Dispor.

Eu sou a sombra dos teus desejos
A parte deles que nunca dorme
A parte que sempre te acompanha
Por mais que o negues quando foges
Tua fuga me agiganta e de nada adianta
Fico mais forte – nunca ausente
Ainda que me renegues repetidas vezes
Faço parte de ti, sempre presente
Tua lógica não me enfraquece
Tua negação me faz rir
Não posso ser descartado, jogado fora
Por que insistes em insistir?
Se soubessem a fúria louca que tens pode dentro
Se soubessem da mulher que finges que não és
Teriam medo de ti como não tenho
Ou achariam isso tudo um grande revés?
Que sorte a minha serem tolos assim!
Deflagro-te ainda que à distância
És parte do que sou em essência
És minha mais pura e devassa verossimilhança
Não se queixes de eu existir
Sou o derradeiro conduíte da tua felicidade
Se impura fores, impura é nossa essência
Da qual nos regozijaremos por toda a só nossa eternidade.

Que não seja contigo
Mas é sempre por ti
É sempre em ti
És tudo
Absolutamente nada mais –
Posto que não há nada mais –
Cabe em mim
Tu me transbordas
És enchente
És vida
És o presente
És o ausente
És o nascer
És o poente
És tudo
Estás
Invariavelmente
Inexoravelmente
Nos milissegundos do sempre
Aqui.

Entre ósculos e amplexos
De um amor angelical
Puro
Sem igual
Amor apaixonado
Que transcende o conceito
De certo e errado
Fodem
Fodem muito
E levam no dia-a-dia
O prazer como legado
Sempre
Costumeiramente
Abundantemente
Melados
Amam-se
Consomem-se
Fodem-se
Esquentam-se
São fogo
Combustível
Comburente –
Não se deixam amornar
Amor para foder
Foder para amar.
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