Avatar de Desconhecido

O que as palavras não podem dizer

Sim, eu te amo
E te quero cada vez mais,
E sempre que eu te chamo
Espero que venhas diferente,
Mais pura, mais leve, mais solta,
De preferência, sem muita roupa,
Pois não haverá muito tempo para resistir.

Fecho os olhos e recebo teus beijos:
Sinto teu cheiro em mim.
E me satisfaço em saber que meu desejo
Está como veio ao mundo,
Exatamente diante de mim.
Sim, meu desejo tem voz
E nesse momento que estamos à sós,
Te possuo com gritos e berros,
Te rasgo com palavras doces,
E tudo de bom que a vida me trouxe
Eu despejo dentro de ti.

Inundo-te feito rio doce, melado,
Nenhuma destruição, só prazer.
Ao mesmo tempo que descanso,
Tua vontade eu agiganto
Beijando, sem pressa,
As portas do teu céu,
Fazendo com que teu contorno se mostre,
E minha congruência mais uma vez invoque,
Mostrando o tanto que quero em ti.

E se feito um número peço que fiques,
E que sem medo te entregues para mim,
Te mostro o que ainda não experimentaste,
E a mistura de dor e prazer em tua face
É o prêmio maior que recebo
Desse momento que vicia,
Marcando definitivamente minhas fantasias,
Quando por sobre seu ombro
Vejo o que tu não precisas dizer.

Sim, sei que te sentes mais mulher agora
E sem dúvida me sinto também mais homem.
Chegastes onde querias,
E no teu rosto, inigualável imagem:
Vejo meu prazer brilhar em ti!
Teu gosto definitivamente meu,
Como se fosse minha própria saliva,
Que sem pressa cristaliza
O quanto que ainda preciso te ter.

Sim, somos puro prazer…
E dentro de nós resta a esperança
De mais um dia, mais uma noite…
Sempre mais, cada vez mais,
Não há nada melhor do que sermos um único corpo.

cb5a40d32c72cae0c5826cd42aee4056

Avatar de Desconhecido

Arco Reflexo

E chega a sexta-feira

As taças de vinho

A garrafa na mão

Sento-me

Bebo sozinho

Bebo-te até não sobrar

Uma gota que seja de ti

 

As unhas vermelhas

O elixir tinto

As lembranças que sinto

Os sonhos vivos

Faíscas e centelhas

 

É involuntário

Fisiologicamente necessário

 

A gota de vinho

Que escorre pelo meu peito

Tem teu gosto e cheiro…

 

Não, não há solidão!

Estou contigo

E não, não há perigo…

Sorrio –

Revejo meus lábios no teu umbigo.

beijo-no-umbigo

Avatar de Desconhecido

Paradoxilingus

Que jorre o néctar que de ti

Em minha face mais do que aceito

E que os beijos sejam sempre de “até mais”

E que o dilacerante e paradoxal fim destes

Seja eterno e inexorável recomeço.

Avatar de Desconhecido

Aperitivo

Há mel em seus lábios

Teu corpo inteiro em chamas

Cheiros e gostos incomuns

Especiarias que em mim derramas

 

De onde vem esta loucura

Que nos fulmina na cama

Só para ressurgir instantes depois

Ainda mais colossal e insana?

 

Acho melhor nem tentar entender

Já se tornou repetitivo

O nosso agora ao futuro pertence

Somos eterno aperitivo

 

E se tu tentares resistir

Deixo-te logo este aviso

Sim, sempre fazemos amor

Mas fodo teu corpo, tua alma e teu juízo.

beijo_erotico_g

Avatar de Desconhecido

Partituramente

Durante um ano inteiro

Executamos a nossa música

 

Lembra?

 

Mais ou menos assim:

Eu te amo

Água na boca

Delícia

Saudades

Gemidos

Voz rouca

Cheiro, calor, sabor, comichão, sufoco

Só para economizar reticências!

 

Transcrita

Minha partitura

Minha mais essencial

E atemporal

Essência

 

Ao longe

A melodia

O ritmo

A harmonia

O clássico

O meio sem jeito

Mas acima de tudo

Pretérito

Presente

Futuro

Muito mais do que perfeito.

corpo

Avatar de Desconhecido

Florescendo

Chuva lá fora…

E eu te querendo

Desaguando em mim

 

Chove, chuva…

Chove… Chove…

 

Mas eu sei que o que te molha

É a flor do meu jardim.

dew.png

 

 

 

Avatar de Desconhecido

Só um café?

Há dias em que adio

E tenho medo…

E ainda assim

Mais do que desejo

Sabes que tenho fé

E se não for só um café?

E se forem ruídos

E gemidos

Corpos ardentes

Despidos

Chama que me chama

Almas que se encontram

Que fazem sentido?

Insisto!

E se não for só um café?

E se for tiramisu

Lambido sobre seu corpo nu?

Diante de seus olhos e cabelos

Os motivos de todos

Os meus infinitos desesperos

E se também for doce

O que transborda do seu corpo

E me lambuza como se fosse –

Como de fato é –

O melhor que a vida já me trouxe?

Desisto!

Que não seja só um café!

Que seja como Deus quiser

Que no meio do espresso

Seja por nós dois espresso

O inconfesso

O incontroverso

Nosso direito de ter

E de ser

Nosso próprio

E incontido

Universo

Almas unidas por um café

Amor

Paixão

Ou simplesmente

Naturalmente

E absurdamente

Vulgar sexo.

0011793027

Avatar de Desconhecido

Fetichando

Fetiches unitários?
Lamento…
Só os realizo de dois em dois
Um deles precisa ser necessariamente
O fetiche de estar comigo.

fetiche
Save

Avatar de Desconhecido

Martírio

As horas avançam

E a necessidade encrustrada desperta

E revela planos

Tramóias e enganos

Verdades incompletas

Que não escondem

A porta que deixas aberta

Em teu peito

Durante a noite

Onde me escondo

Deliciosas descobertas

 

E no teu sussurro desconexo

No teu gemido que sai rouco

Nas marcas que deixas em meu corpo

No teu vigor que me deixa louco

Entrego-me

Renego-me

Nossa unicidade plena

Não é doxa ou paradoxa

É teorema

 

E nessas sessões de tortura consensual

Reciprocidade arreganhada

Desavergonhada

Toques e retoques

Tudo pleonasticamente abissal

Fazemos-nos homem e mulher

E que seja feito o que o universo quiser

Desse fogo que nos rasga

Nos assa e amassa

Enquanto nos comemos à colher

 

E a manhã que chega úmida

Fronhas e lençóis

Que escorrem

E que nos fazem lembrar

Que não há melhor prazer na vida

Que por a roupa de cama para lavar.

20071004010020-sabanasblancas

Avatar de Desconhecido

Lei da Palmada

Não creio que a Lei da Palmada se aplique ao nosso caso. Até porque você pede. Você gosta.

091562d5901a8286e697f91561b37e36