Não vou dizer nada. Não tenho discursos bonitos ou coisas enlatadas para dizer. Só quero que saibam que nenhuma palavra, nenhum verso ou estrofe chegaram até este blog por acaso. São parte de mim. Sempre serão.
Obrigado por me lerem. Sou essa “coisa” que escreve por aqui. Sou um apaixonado pela vida, um apaixonado por viver. Um aprendiz, um aspirante, um ridículo… E me orgulho muito disso. ❤️
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que tenho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Eu estava trabalhando e ouvindo música (como de costume). De repente, uma frase de uma música desconhecida me despertou do transe: “I sent you a letter, I thought it’d be better than calling you.” Reconheci a voz por conta da banda Masterplan: Jorn Lande (Jørn Lande para ser mais preciso – um monstro!). Parei a música e deixei para ouvir depois com mais atenção.
E foi assim que eu descobri esta banda de apenas dois discos gravados. Uma mistura de Pink Floyd com Marillion, com alguns outros elementos mais agressivos. Uma obra prima! Pura poesia! Desconhecida, infelizmente.
Com vocês, “Missing you” na voz de Jorn Lande na banda ARK.
Here I stand A heartbroken man I was a bad seed in your future plan When it rains it pours That’s when you hide and close the door I’ll never be the one you wanted
I sent you a letter I thought it’d be better than calling you
I’m missing you I’m the man you never knew Always blue over you And I can’t help it I can not fake it For I still love you
I don’t know you anymore Behind the shell lies something wounded Have you found your superman And does he fit your master plan I feel it hard to search for something new
I sent you a letter I thought it be better than calling you
I’m missing you I’m the man you never knew Always blue over you And I can’t help it I can not fake it For I still love you
I can see the starts above They watch us live They shine upon our fragile lives.and cry Can I ask you why we turn our heads the other way And look for something we will never find Imaginary day.when pain is washed away Waiting for freedom Give us reason to live Missing you
A hotel where nobody stays A piano that nobody plays Is what my heart feels like Empty room cold dark stairway You left me brokenhearted All alone on the road to somewhere
I’m missing you I’m the man you never knew Always blue over you And I can’t help it I can not fake it For I still love you