Em geral, aqueles que acreditam que as pessoas e os fatos orbitam a sua volta, no entorno do “eu”, costumam se dar conta de que um “nós” é possível apenas quando este já não existe ou perdeu o sentido de existir.

Em geral, aqueles que acreditam que as pessoas e os fatos orbitam a sua volta, no entorno do “eu”, costumam se dar conta de que um “nós” é possível apenas quando este já não existe ou perdeu o sentido de existir.

Não seja refém de si mesmo! Pague o resgate, seja ele qual for, e liberte-se!

Feliz Dia dos Pais para todos! Feito no ano passado. Mais atual que nunca!
Bom, eu não sei a resposta exata, mas tenho algumas idéias sobre o assunto.
Quando eu era pequeno, achava que era o cara que trabalhava feito um doido e que brigava comigo quando eu fazia besteiras. Eram brigas leves, diga-se de passagem. Meu pai nunca me bateu, mas essa não é a melhor recordação que tenho dele.
Meu pai era um homem que gostava de trabalhar. Eu via isso nele claramente. Era capaz de ir para o trabalho com crises renais (vi isso acontecer – não me contaram) e tinha muito orgulho do que fazia (era Administrador de Empresas e Técnico em Contabilidade). Trabalhou em empresas grandes e pequenas, dando tudo de si em todas elas. Após se aposentar, parte do brilho que sempre vi nem seus olhos se foi, mas ainda assim ele seguiu empreendendo, o que sabemos que é uma espécie de loteria no Brasil. Aposentado e desgostoso…
Ver o post original 393 mais palavras
Silenciei
Nada a ver com boca ou ouvidos
O silêncio que não me dei
Fez emergir outros sentidos.

Lembro-me como se fosse hoje de como tive meu primeiro contato com esse livro (ou conjunto de livros). Ao chegar no trabalho, vi o que acredito ser o primeiro volume em cima da mesa de uma amiga. Fiquei curioso e resolvi abrir uma página aleatoriamente. Coincidência ou não, abri justamente nas páginas do “fuck hard”.
“I don’t make love. I fuck… Hard”
…
“My desires are… Unconventional”
Sim, o livro era em inglês. Não dei muita importância no momento. Achei que era só mais um livro erótico ou algo do tipo. Mas logo em seguida, veio a febre, e com ela os comentários positivos e negativos:
Eu nunca li o livro. Provavelmente, nunca o lerei. Entretanto, a última frase da lista acima realmente me chamou a atenção:
Até onde eu sei, sexo é uma coisa feita a dois. Se uma mulher nunca foi fodida de verdade, isso significa que um homem nunca a fodeu de verdade.
DISCLAIMER: Por favor… Sem cretinicies LGBT nesse caso. O livro é heterossexual e a história se desenvolve no entorno de práticas de BDSM.
Esse pensamento ficou martelando minha cabeça. Quer dizer que os homens que criticam o livro são os mesmos que acreditam que certas coisas não podem ser feitas com suas namoradas/esposas, mas sim com vadias da rua ou prostitutas, e as mulheres estão dizendo que estão interessadas em fazer o que os homens fazem com as vadias da rua ou prostitutas? Como assim? Quebra de paradigmas? Percebem a desconexão?
Se pensarmos um pouco mais no assunto, podemos chegar a conclusão que há vários homens e mulheres insatisfeitos na cama, apesar de quererem as mesmas coisas. Não estou falando especificamente de BDSM, mas de fetiches e fantasias em geral. Seriam esses fetiches e fantasias algo exclusivo dos homens? Não. Definitivamente não.
Hoje, percebo a importância desse livro para o despertar da sexualidade feminina. Ou melhor… Para o despertar dos homens para a sexualidade feminina. MULHERES FODEM TAMBÉM E NÃO SÃO E NEM PRECISAM SER VADIAS OU PROSTITUTAS PARA ISSO! Toda mulher tem desejos inconfessos, alguns muito mais sacanas do que se pode imaginar, e cabe ao homem saber explorar isso. Está clara essa mensagem? Sob essa ótica, esse livro fez mais pelas mulheres de que todo o movimento feminista já fez, sobretudo porque foi escrito por uma mulher. É quase que um grito de alerta.
Não, meu camarada… Você não precisa ter a grana Christian Grey e nem precisa ser adepto do BDSM. Entretanto, saiba que sua mulher é um agente ativo na cama, que não está lá só para te dar prazer. Aliás, é bom que você entenda isso rapidinho, sob pena de, no mínimo, viver com uma mulher infeliz e insatisfeita com a sua vida sexual. Acho que nem preciso dizer o quanto a vida sexual das pessoas é importante, não é mesmo?
Para o texto não ficar muito longo, gostaria de terminar dizendo que amor e sacanagem podem perfeitamente caminhar juntos. Aliás, não há combinação mais perfeita do que amor com sacanagem. Eu particularmente acho que só se chega no estágio máximo da sacanagem através do amor, mas isso é assunto para outro texto…
Até a próxima!

Quanto mais experiente eu fico (ou mais velho, pode até ser), mais eu percebo que grande parte do sofrimento que causamos e sentimos poderia ser plenamente evitado ou minimizado com uma simples conversa após os fatos que desencadearam a mágoa.
Há dias em que não acordamos bem. Há dias que dizemos o que não deveríamos. Há dias que as palavras do outro entram em nossos ouvidos tal como se fossem uma navalha, apesar de não ter sido esse o objetivo. O que fazer, então?
Acho que o primeiro passo é entender os objetivos de quem disse e de quem ouviu o que foi considerado ruim. Quem disse queria magoar? Quem ouviu essa pretensa mágoa quer magoar de volta? Se esse não for o caso, por que não oferecer um imediato e libertador perdão?
Vou ainda mais longe… Comunicação é uma avenida de duas vias. Eu posso não ter a intenção de magoar alguém, mas se essa pessoa se magoou com o que eu disse, creio que é minha obrigação esclarecer o assunto. E vice-versa. Afinal de contas, alguém precisa estender a mão para que o impasse se resolva, sob pena do assunto se arrastar por dias, gerando grande desgaste, sem que haja a menor necessidade disso.
Eu tenho poucas certezas na vida, e uma delas é que não faço a menor questão de estar certo. Eu não preciso disso. Simples assim. Estando eu certo ou errado (não interessa!!!), se eu puder desfazer um mal entendido, por que não? Até porque as pessoas não são iguais, e muitos tem dificuldades de lidar com essas questões, estando certos ou não. Cada vez que perdoamos, também ensinamos o perdão.
Para resumir: estando você certo ou não, se a pessoa envolvida na situação é alguém que você ama, acerte-se com ela. Não! Não há rebaixamento algum quando você dá o primeiro passo. Repito: estar certo ou errado não faz a menor diferença. O importante é o retorno da harmonia.
Talvez esse texto não diga nada para você. Talvez diga muito. Se disser alguma coisa, levante-se da cadeira e vá se reconciliar com quem você ama! O amor não pode e não deve ser abafado por coisas pequenas.
Não espere um pedido de perdão para perdoar! O perdão pode e deve ser proativo. Seja grande e ajude quem você ama a ser também!

Hoje, um estranho me sorriu. Ele não me pediu nada. Não queria nada. Simplesmente sorriu porque o deixei passar na minha frente durante uma caminhada pelas ruas do bairro. Ele não sabia disso, mas eu precisava daquele sorriso. Eu também não sabia, mas senti algo muito positivo quando vi seu sorriso. Uma espécie de injeção de ânimo. Difícil de explicar.
E durante o resto de minha caminhada, segui sorrindo. Sorri para homens e mulheres. As mais novas eventualmente pensaram que minha simpatia era alguma espécie de cantada. As mais velhas, sorriam de volta. Os homens, não sabiam ao certo se eu era gay, maluco ou estava simplesmente feliz. De qualquer forma, o meu sorriso causou sensações nas pessoas, e era exatamente isso que eu queria.
Esperamos muito da vida. Compreensão, carinho e compaixão (entre outras coisas), mas muitas vezes nos esquecemos de dar justamente o que nos faz falta. Quanto me custou sorrir? Será que não fiz por alguma pessoa o mesmo que o estranho fez por mim?
Por via das dúvidas, vou continuar sorrindo. Espero que a vida também continue a sorrir para mim.


Bendigo-te
Ainda que insistas
Que nada que eu diga
Faça sentido ou exista
Bendigo-te
Na tua negação
Nas desculpas mais do que pensadas
Para acalmar tua paralisante (e irritante!!!) razão
Bendigo-te
Por todos os “não sei”
Por todos os “vamos ver”
Por tudo que em ti já revelei
Bendigo-te
E afirmo-te:
Não há coração
Mais moribundo
Do que aquele
Que insiste
Que quase desiste
De fazer circular por teu corpo
A felicidade
Que chegou em tua vida
Não… Não chegou tarde.
Muito bom o texto. Não somos a salvação de ninguém e “amar por pena” ou por qualquer outro motivo que não seja amor é degradante. É tirar dos dois a possibilidade de serem felizes.