Do meu orgulho me dispo,
Mas não sem antes fulminar
Com a fúria enlouquecida de meus dentes,
O que com um reles e vadio olhar
Não antes rasguei da tua roupa.
Não percebes que ficaste nua na mesa?
Não percebes que tua calcinha ficou pelo chão?
És o molho e a calda,
A refeição e a sobremesa.
FODA-SE TUDO!
FODAM-SE TODOS!
Fodamos nós…
A sós…
Ou sobre a mesa
Sobrecoxa
Sobre tuas coxas
Sobremaneira!
PORRA!!!
O teu gozo é a ladeira
Para o infinito.
Eu grito!
Eu urro!
Entre nós
Não há muros.
Eu só vivo
E só quero –
Exatamente –
Tudo do que em ti
E em mim mais ainda
Mergulho.
Na ausência de palavras articuladas, No silêncio sepulcral que não é meu, Mas que me invade e me domina, Arde-me e consome-me, Tudo cabe, Tudo é, Tudo existe.
Não tenho medo de silêncios, Mas tenho pavor a tudo que eles dizem, Porque nunca sei se o que eles dizem É o que de fato estão a me dizer.
Silêncios não me matam, Mas silêncios me torturam.
E eu permaneço em silêncio, No opróbrio do nada ignorar, E do nada, do absolutamente nada, – Posto que o silêncio é o nada – Nada saber.
Posso dizer que tenho um livro de cabeceira, e ele se chama “Auto-estima e os seus seis pilares”, do Dr. Nathaniel Branden.
Sei que, normalmente, as pessoas já ficam com um pé atrás quando ouvem falar de livros sobre autoestima (geralmente associam com livros de autoajuda), mas o autor é de fato um dos pioneiros e um especialista no assunto, que vai desde a autoestima até a falsa autoestima.
Eis um pequeno trecho de um dos capítulos iniciais.
A “felicidade ansiosa” é muito comum. A felicidade pode ativar vozes internas que me dizem que não mereço ser feliz, ou que a felicidade não vai durar, ou que estou a caminho do infortúnio, ou que estou matando meus pais por ser mais feliz do que eles já foram, ou que a vida não é isso, ou que as pessoas vão me invejar e me odiar, ou que a felicidade é apenas uma ilusão, ou se ninguém mais é feliz, por que eu iria ser? É exigido muito de nós, por mais paradoxal que seja, que tenhamos a coragem de tolerar a felicidade sem nos auto-sabotar, até a hora em que perdemos o medo dela e compreendemos que ela não nos destruirá (e que não tem necessidade de desaparecer). De vez em quando eu digo a meus clientes: veja se consegue passar o dia de hoje sem fazer nada que possa enfraquecer ou subverter sentimentos bons – e se você “cair do trem”, não se desespere, recupere-se e comprometa-se de novo com a felicidade. Essa perseverança consolida a auto-estima.
Ademais, precisamos confrontar essas vozes destrutivas, e não correr delas; envolvê-las em um diálogo íntimo; desafiá-las a justificarem-se; pacientemente responder-lhes e refutar seus absurdos – lidando com elas como se deve lidar com pessoas reais, e distinguindo-as das vozes do nosso eu adulto.
…
Tendemos a ser muito mais influenciados pelo desejo de evitar a dor do que de experimentar o prazer. O negativo tem muito mais poder sobre nós que o positivo. Se não acreditamos em nós mesmos – nem em nossa eficiência, nem no que temos de bom -, o universo se torna ameaçador.
Como se pode ver, é mais profundo do que ficar se olhando no espelho e dizendo “sou bonito” e coisas do tipo. Aliás, é um livro que nos faz refletir e correlacionar alguns de nossos hábitos e comportamentos com a visão que temos de nós mesmos. Deixa de lado a visão simplista do “cuida bem do seu corpo, logo tem autoestima elevada”, e entra nos detalhes inconvenientes e nos mecanismos de proteção que criamos para justificar e provar o que pensamos sobre nós mesmos.
Sou um cara do bem. Se você deixar claro para mim que não me quer por perto, eu nao estarei por perto. Não vou forçar a barra. Simples assim.
Talvez eu esbarre em você pela rua ou clique em algo que eu nao deveria clicar na Internet. Faz parte. Não foi por querer. Talvez tenha sido um acidente, curiosidade, obra do destino, ou algo assim. Acontece. Talvez aconteça mais de uma vez. Não sei.
Não crie expectativas tendo como base estes pontos fora da curva. Se você me conhece pelo menos um pouco, sabe o que penso da vida e que sempre acreditei que o único caminho possivel entre duas pessoas é uma reta, ou seja, um diálogo aberto e franco. Nada de estratagemas. Não os uso.
Siga e seu caminho e releve estas bobagens. O que quer que eu tinha para falar para você, com certeza eu já falei (a menos que você tenha se negado a me ouvir, e aí eu não posso fazer nada). Caso tenha algo a me dizer, entretanto, aí já é outra questão. Neste caso, serei educado e todo ouvidos como sempre fui.
Não será você quem determinará a minha maneira de agir. Eu sou sempre assim. Você me conhece e sabe diso. O nome disso não é maturidade; é sanidade. Sob toda e qualquer circunstância, a vida continua.
Ela tinha 19 anos quando compôs essa música (tem 20 anos agora). Essa música é uma espécie de catarse, com uma linguagem clara, objetiva e direta. A voz intimista no início (e que você!!!) e os gritos* no final, bem como arranjo, que é um híbrido de Jazz com Pop, ajudam bastante.
Divirtam-se! O segundo vídeo, que não é o original, contém a letra. O vídeo original, entretanto, retrata de maneira bem mais precisa sobre o que é a música.
* Ela disse que precisava dos gritos e que ficou sem voz por alguns dias. Uma catarse, com certeza.
Recentemente, ouvi de uma pessoa que respeito muito a seguinte frase:
“O TOOL é a minha religião.”
Eu estou sem palavras! O TOOL não virou a minha religião, mas as letras (sempre complexas), os tempos das músicas (compassos e suas respectivas acentuações) e a técnica absurda de seus músicos (em especial do baterista Danny Carey) não saem da minha cabeça!
Eu vou listar 3 músicas. Poderiam ser outras tantas, mas essas são as que me marcaram mãos até agora.
Divirtam-se! O primeiro vídeo é ao vivo e 100% focado no baterista. Surreal! Sugiro que procurem pela banda nos seus aplicativos de streaming, sobretudo se estiverem com uma cerveja nas mãos e usando um headphone de qualidade.
P.S.: O algoritmo de conversão e compressão do YouTube não é dos melhores (algumas frequências se perdem ou são exacerbadas ao extremo). Então, se você for um audiófilo (confesso – eu sou), sugiro ouvir o CD ou a música do Spotify na qualidade máxima (link após os vídeos).