E do muito que eu já tinha
Dei-te tudo
Mas é assim que é no amor:
Sempre –
Sempre! –
Se sai com mais
Com muito mais
Do que se tinha antes.

E do muito que eu já tinha
Dei-te tudo
Mas é assim que é no amor:
Sempre –
Sempre! –
Se sai com mais
Com muito mais
Do que se tinha antes.

No dia 15 de Fevereiro, na última sexta-feira, estive no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, que fica em Fátima, Portugal, acompanhado da família que por aqui tenho (sou brasileiro e português).
Deixei aos pés de Nossa Senhora todas as minhas angústias, meus medos. Reconheci minhas fraquezas e meus erros, e das vezes em que a falta de fé adentrou meu coração e o deixou frio. Pedi por mim, por meus familiares, e por todas as pessoas que eu amo. Mais do que isso: entreguei à mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, que também é minha mãe, o meu coração, o meu destino, na certeza de que muitas vezes sequer sei o que é melhor para mim.
E entre sorrisos lágrimas, na presença de tudo que há de mais sagrado em minha vida, pedi humildemente que as promessas do Cristo se cumpram em minha vida. E para isso, perdoei e pedi perdão, descartei meu orgulho, minha ignorância, e tudo que me faz pensar que existo sem Deus. Eu não sei, disse eu, mas Deus… Esse tudo sabe.
E saí do Santuário mais leve, menos dono de mim, com meu coração profundamente mexido e tocado. Senti a presença de Deus em minha vida, e percebi com mais clareza ainda que a entrega da minha vida e do meu futuro ao meu Salvador é a melhor e a única coisa realmente importante que posso fazer por mim.
Já não sou o mesmo que esteve em Fátima na última sexta-feira. Já não tenho tantas certezas e menos ainda a agonia que rondava o meu peito.
Em Deus eu renasci e em Deus eu novamente vivo. E que a vida que me espera seja como tiver que ser, na certeza de que há SEMPRE alguém por mim, por nós.
Obrigado, meu bom Deus, por me mostrar que minha fraqueza é força, e que meu coração, que tantas vezes sangra e chora, é cheio do mais puro amor que existe.
Ave Maria, rogai por todos nós!

Só há uma coisa melhor do que ter um namorado(a) ou esposo(a) a seu lado nesse dia tão triste para os solteiros (Dia dos Namorados – sarcasm mode on), que é de fato ter ao lado alguém que realmente se ama, independentemente de títulos ou rótulos. Brindemos a isso: aos encontros, reencontros e namoros mentais/espirituais – nunca virtuais – dessa e de outras vidas, e que jamais aparecerão em foto alguma do Instagram ou do Facebook.
Na vitrola: Bridge Across Forever

– E por que você me olha? Já te disse adeus!
– É porque quero me lembrar de ti… É o meu jeito. Eu sou assim.
– Lembrar? Você precisa é esquecer! Deixe de ser ridículo!
– E talvez eu seja drummonicamente ridículo. Não me importo. Preciso te olhar e sentir que não posso mais te amar, mesmo que meu coração por isso grite e chore. Exagerado como sempre, mas real. Preciso ver o tamanho do abismo que me espera após a nossa despedida. Preciso aceitar que não sou mais teu, mesmo que cada partícula da minha existência grite o teu nome. Preciso entender que meu futuro está em outras moças, que até ontem para mim eram completamente invisíveis. Preciso sentir uma última batida do meu coração perto do teu, antes que meu coração mergulhe no mundo do desconhecido, do que eu nunca quis, do que sequer sei que é para mim. Mas acima de tudo, meu amor, minha vida, em lágrimas me despeço dos sonhos. Dos nossos sonhos. Da falta que eles farão em mim… E é por isso que quero me lembrar de ti. Porque te esquecer é também de mim me esquecer. E eu quero te guardar para sempre em alguma gaveta ou prateleira, onde eu possa te ver, e me lembrar de ti, de mim, de nós, e justamente por isso sorrir. Eu só te amo.

Eu não te dei asas;
Tu já as tinha.
Talvez dobradas,
Amarrotadas,
Mas contigo já estavam.
Eu não te dei sorrisos;
Tu já os tinha.
Talvez acabrunhados,
Pensando-se exagerados,
Mas contigo já estavam.
Eu não te dei suspiros;
Só ajudei-te a desengaiola-los.
Eu não te dei prazeres;
Só ajudei-te a vivencia-los.
Eu não te dei nada,
Porque de fato era do nada que precisavas.
Só olhei-te com os olhos e lentes do amor,
E de dentro do teu coração,
Estas e milhares de outras sementes brotaram.

Há coisas que são só para os olhos
E há aquelas coisas
Que ousam –
Que pousam! –
No ventre,
No útero,
No nascer,
No adeus,
Em Deus,
Há coisas –
E de todas essas coisas –
Há o grito,
Calmo ou aflito,
Onde te penumbro,
E nunca te ofusco.
Há luz,
Há verdade,
Há claridade
Na cerca que não cerca,
No abraço que não prende,
Na doença que não e moléstia,
Na ausência que é presença
Farta e certa.
E tudo
No momento certo,
Quer seja no coração que sangra,
Ou no que o orgulho lacra –
Aberto! –
Renasce por suas próprias forças,
Posto que o amor
Ressurge e urge
No presente fingido,
Cujo futuro –
Decerto –
É comunhão,
Entrega,
Vida,
Sublime abnegação,
Água no deserto.

Que não nos esqueçamos de quem é o aniversariante, não é mesmo? Que nos vistamos como quem vai para uma festa (e de fato vamos), mas que nos lembremos que o próprio aniversariante está muito mais preocupado com o que carregamos em nossos corações.
Se eu quero pedir um presente? Não. Eu só quero agradecer. Obrigado, Meu Deus, por tudo que o Senhor me deu e pela minha fé sem tamanho, que se renova todos os dias. Em Ti, eu sou uma fortaleza inexpugnável. ❤ ❤ ❤

Vejo o que não via
E sinto o que eu não queria.
No horizonte que se queima,
Queima a minha fantasia.
Nos copos e bares,
Aldeias e mares,
Restos do que somos,
Apesar dos pesares.
E somos o que somos,
Em todos os lugares,
Presenças indesejadas,
Veias, vasos, capilares.
E no sonho acordado,
Nas esféricas luzes do dia a dia,
Eis que nasce o controle
Do que o controle nada queria.
E nas lembranças secas
De copos e bares,
A libido acesa,
Só olhares… Aqueles olhares…
Entrego-me ou rio?
Vivo ou fantasio?
Nas dores do poente
Ela deságua… Rios.
Deságua, vai…
Finge que me satisfaz,
Mas em meus sonhos é outra a face,
Cuja verdadeira face ficou para trás.

Nem tudo foi como eu esperava.
Nem tudo foi como eu sentia que seria.
Nem tudo foi;
Muita coisa ficou.
Mas aquela esperança que eu tinha,
Que hoje acredito ser só minha,
Aos poucos vai se enfraquecendo,
Dissipando-se na ausência repetida,
No silêncio descomedido,
Na falta de razão ou sentido
E ainda assim,
Aparentemente decidida.
Mas eu aprendi a respeitar,
Pois nunca amei só por amar.
Era algo maior que eu…
E não era só por mim,
E só faz sentido se for assim.
Tudo foi por nós.
Tudo.
Tudo.
Tudo.
Sei e sinto que ainda somos,
Mas o que eu posso fazer agora
Além de desejar que você esteja feliz?
Eu não tenho a chave da porta
Que você fechou por dentro.
E mesmo que a tivesse,
Por nós ela só se abrirá realmente
Se você definitivamente abri-la.

Eu só cresci te amando,
E quero que isso fique claro.
Não há choro ou velas,
Porque ninguém morreu.
É que de amor não se morre:
De amor se vive.
Percebe a sutil diferença?
Amor é aquela risada
Carregada de sacanagem
Que só a gente consegue entender.
É o olhar e dizer:
É ali que queremos
E é ali que chegaremos.
Não pelos outros,
Tudo por você,
Por mim,
Por nós.
Porque no mundo estamos a sós
Bombardeados por olhares
De quem nossos sapatos não calça.
Porra!
O mundo não quer saber
Se vamos conseguir ou não!
A lenda é nossa,
A história é nossa.
Era para a gente escrever o livro
E depois, só depois,
Pedir perdão!
A quem,
Eu juro que não sei.
Desde quando se pede desculpas
Por viver justo o que não é em vão?
E é assim,
Puro coração,
O dia-a-dia de quem ama.
Não, não há ilusão.
A resposta vem do útero do coração.
Essa coisa não se importa
Se a gente acredita ou não!
Essa coisa é
E o tempo todo diz.
Eu só cresci te amando,
E durante esse processo,
Acabei me reencontrando.
Te vi e me vi tão perfeitos,
Alma na alma,
Peito no peito,
Feito propaganda de margarina,
Mas só que nós somos pura, saudável,
E francesa manteiga.
