Há um rio entre nós que não deságua e que inunda nossos rostos com lágrimas de sangue.

Há um rio entre nós que não deságua e que inunda nossos rostos com lágrimas de sangue.

Há coisas dolorosas que precisam ser feitas, e que nem por isso deixam de ser dolorosas. Pelo contrário. Talvez se tornem mais dolorosas por conta disso.
Mas a vida é sobre isso. É sobre fazer com lágrimas nos olhos, com o coração sangrando, ainda que ninguém entenda ou mesmo aprove os motivos.
E talvez seja nestes momentos, quando ninguém entende a sua dor, quando as suas mãos trêmulas são vistas como fraqueza, é que a vida esteja te oferecendo uma oportunidade única de crescimento.
Aceite-a. Só dói muito em quem sente muito. Só transborda em lágrimas quem tem sentimentos de sobra. Só sangra quem é feito de carne e osso. Então, que doa o que tiver que doer.

Já escrevi poesias só para lê-las em seguida e me lembrar que estou vivo.


Um dia, você vai se lembrar de como eu te chamava, de como eu dizia o teu nome, e vai perceber que sempre que eu te chamava, que sempre que eu dizia o teu nome, eu estava te chamando de volta pra casa.

Me desculpe por responder rapidamente as suas mensagens. O telefone fica perto de mim o dia todo por conta do trabalho e eu estou genuinamente interessado em você.

Eu estou em casa,
Sentado à mesa,
Esperando você chegar.
As taças, o saca-rolhas,
Aquele vinho que você gosta,
Milhares de risadas,
Queijo parmesão.
Eu estou em casa,
Sentado à mesa,
Meu coração em uma baixela,
Meu sangue na molheira –
Vivo –
Borbulhando.

Me disseram que era difícil,
Mas na verdade era muito mais difícil do que me disseram.
Eu acabei descobrindo porque fui lá e fiz,
Coisa que os moscas-mortas nunca fizeram.

Tenha mil defeitos, mas apenas uma cara.

Vou sair um pouco.
Vou até um lugar diferente.
Sei lá…
Qualquer lugar,
Onde o simples fato de eu lá estar,
Não me faça lembrar da gente.
