É questão de vida ou morte:
Que tu me jogues uma corda!
Espero que tenha sido mera desatenção
Teres jogado antes
Metros e mais metros
De arame farpado.

É questão de vida ou morte:
Que tu me jogues uma corda!
Espero que tenha sido mera desatenção
Teres jogado antes
Metros e mais metros
De arame farpado.

O que fazer com o que não se entende?
Paciência dizem uns
Sabedoria dizem outros
Terapia dizem alguns
Bebida dizem quase todos!
O que eu digo?
Não aceito e duvido!
Só
Eu sei dos meus motivos!
A grande verdade
É que minha mente cartesiana
Se nega a entender
Conjunturas e fatos são irrelevantes
Quando é o coração que está a doer.
Sangra, pobre coitado!
Ainda que com a carcaça lançada aos abutres
A alma facciosa não desapega-se de sua cruz.

Montanha russa não é o que vivemos
É o que deixamos de viver em função
De uma ordem que não existe
Montanha russa é dizer não
Quando deveria se dizer o sim
E não se diz por medo, por capricho
Montanha russa não é tentar racionalizar
O que não pode e não precisa
De maneira alguma ser explicado
Montanha russa é o que não foi sentido
O que foi propositalmente ignorado
Para manter o status quo
Montanha russa é sermos os mesmos
Ainda que a vida insista em nos mostrar
Que há muito mais para ser vivido
Montanha russa é morrer sem ter experimentado
A felicidade da chegada, a dor da partida
Sorrisos e lágrimas que não acabam
Montanha russa é achar que há controle
Quando justamente a falta de controle
É o que cria a descarga de adrenalina
Montanha russa não é para ser
A exceção, o diferente
É para ser o que ainda não há
Montanha russa não é a fraqueza
De permanecer imóvel
Enquanto a vida insiste em nos chacoalhar
Montanha russa não somos você e eu
É de fato nós com outros
É a vida como está
Convém verificar se
A montanha russa em que vivemos
Não está desativada há tempos.

Não fosse por você
Eu seria bem mais feliz
Não fosse por você
Eu jamais saberia o quão pequeno
Era o meu conceito de felicidade.
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Queria eu voar assim
E todo dia do seu jardim
Dizer que bem te vi.

Teria, vento, como levar
Até ela
As palavras que sussurro?
Faça com que ela
Se arrepie
Sinta calafrios
E que se incomode com
Os murmúrios
Da minha presença
Desenhada em
Seu corpo, sua alma
Em nosso presente
Passado
E futuro.

Ainda não sei se o amor
É benção ou maldição
Quando correspondido
Dá-se a própria vida
E quando não
Dela abre-se mão.

Eu sonho que
Um dia
A gente se toque
Se beije
Se deseje
Se consuma
Sem ser em sonhos
Sim, sou assim
Eu sonho que
Um dia.

Você é tão racional
Que racionalmente
Precisou de mim
Para mostrar
O quão importante é
Não ter ou perder
A razão
O motivo do meu sorriso?
É que eu sei…
Eu tenho razão.

Se eu fosse fazer com você
Tudo que sonho
Seríamos presos!
Parte dos meus sonhos
Desde que possamos compartilhar
Da mesma cela.
